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Petrobras: Reafirmamos nossa política de preços, com foco em não repassar volatilidade internacional

Seguimos comprometidos com uma atuação responsável, equilibrada e transparente. Nossa estratégia de formação de preços tem como pilar fundamental não repassar automaticamente a volatilidade dos preços internacionais ao nosso mercado doméstico. Neste sentido, o recente reajuste do diesel está em consonância com a estratégia comercial da companhia. Nossa estrutura de formação de preços continua sólida e funcionando. Em 14/03, reajustamos os preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Importante destacar que o último ajuste de preços para as distribuidoras foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias. Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período. Impacto mitigado pela desoneração de tributos federais Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel. Adicionalmente, conforme comunicado ao mercado, nosso Conselho de Administração aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias. A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica. Para a Petrobras, combinadas, as decisões de elevação do preço do diesel e de adesão à subvenção econômica vão resultar em um aumento potencial do valor recebido pela companhia de R$ 0,70 por litro, sem que esse ônus seja transferido para o consumidor na mesma proporção. Coletiva Em entrevista coletiva realizada na tarde do dia 13/03, a presidente Magda Chambriard reforçou que nossa política de preços continua funcionando em bases sólidas de retorno para a companhia e para os acionistas, sejam governamentais ou privados. Sobre os fatores geopolíticos da atualidade, Magda explicou que em um cenário de guerra, os preços terão avaliação diária. Antes do conflito, a perspectiva era de uma redução dos preços do diesel. A executiva assinalou que o momento afeta, não somente o Brasil, mas todos os países do mundo, que estão tomando suas providências, como a liberação de estoques estratégicos, e que a preocupação agora é não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário, respeitando nossa política preços. Para isso, medidas para garantir o abastecimento do mercado estão sendo tomadas, como: adiamento das manutenções de refinarias (Replan e Repar); a operação do parque de refino com fator de utilização (FUT), em torno de 97%, o que propicia maior produção de derivados; e uma entrega de produtos maior do que o acordado com os distribuidores no início do ano. Autor/Veículo: Newsletter Petrobras

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Ministério da Fazenda se reúne hoje com secretários estaduais para discutir redução do ICMS

O Ministério da Fazenda se reúne nesta quarta-feira com secretários de Fazenda dos estados para discutir uma proposta de redução temporária (até dezembro deste ano) do ICMS sobre o diesel. A pasta comandada por Fernando Haddad acionou o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de fazenda estaduais sob a coordenação do governo federal, para tratar do tema. A medida está em linha com a decisão do governo federal que zerou as contribuições de PIS/Cofins para o combustível nas refinarias e assim, conter os efeitos da alta internacional do petróleo devido ao conflito mundial coordenado pelos Estados Unidos. Segundo interlocutores dos estados, todos os secretários de fazenda deverão participar, mas a tendência é não haja uma definição no encontro. Além da perda de receitas, os estados criticam a medida sob o argumento de que não há garantia de que os preços vão cair nas bombas. O governo federal deverá alegar que pretende intensificar a fiscalização sobre os preços cobrados pelos postos e a redução de impostos. Interlocutores dos secretários afirmam que os estados estão dispostos a colaborar, desde que haja uma forma de compensação pelas perdas. Caso a guerra termine e os preços se acomodem as alíquotas seriam majoradas novamente,mas ainda assim a medida é vista com ressalvas. Em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro adotou medida semelhante, de olho nas eleições. Mas a fatura sobrou para o governo atual, que precisou desembolsar R$ 26 bilhões para ccompensar os estados. Apesar disso, alguns estados veem a medida com desconfiança. Nesta terça-feira, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), emitiu nota. No documento, eles alegam que uma nova redução do ICMS pode enfraquecer a capacidade dos estados de financiar políticas públicas. Autor/Veículo: O Globo

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Caminhoneiros ameaçam paralisar ‘nos próximos dias’ e pressionam governo

Caminhoneiros de diferentes regiões do país estão articulando uma paralisação nacional que pode ocorrer nos próximos dias, em meio ao aumento do custo do diesel e à insatisfação com medidas adotadas pelo governo para conter a alta do combustível. À Folha, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que a articulação envolve não apenas os motoristas autônomos, que sua associação representa, mas também os “celetistas”, que são contratados por empresas de transporte. A categoria vinha travando conversas ao longo dos dias com o governo sobre o aumento do preço dos combustíveis por meio de representantes da Secretaria-Geral e do Ministério dos Transportes, além de integrantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O governo tem monitorado o andamento das mobilizações para caso a paralisação se confirme. Não há uma data para a greve. Lideranças do setor afirmam que a categoria já deliberou a favor de cruzar os braços e, segundo Landim, trabalham na articulação com entidades regionais, cooperativas e transportadoras para alinhar uma data e ampliar a adesão ao movimento. O governo vê sinais de abuso de preços praticados na bomba e diz que vai fiscalizar os postos. Uma das principais críticas do setor é que, poucos dias após o anúncio do pacote de renúncia fiscal do governo para baratear o diesel e reduzir o impacto da crise internacional sobre o combustível, a Petrobras aumentou o preço do diesel nas refinarias, o que, segundo caminhoneiros, anulou o efeito da redução tributária. “O que foi feito até agora não serviu para nada. O governo já sabia que a Petrobras ia aumentar o preço do diesel depois. Então, na prática, não gerou redução nenhuma. Precisamos ter alguma garantia”, afirmou Landim. Segundo o caminhoneiro, há mobilização para paralisação nacional entre entidades de Santos (SP), Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal e Goiás. “A categoria deliberou para cruzar os braços, não tem condições de manter o trabalho. Entendemos os fatores externos, mas somos dependentes de 20% a 30% de importação isso torna a situação insustentável”, disse. No dia 12 de março, o governo federal anunciou um pacote emergencial para tentar conter a escalada do combustível, incluindo a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e medidas de subvenção que darão mais R$ 0,32 por litro a empresas produtoras ou importadores que venderem diesel abaixo de um valor pré-estabelecido. As medidas previam que o preço do combustível poderia cair até cerca de R$ 0,64 por litro em alguns casos. Um dia depois, porém, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, combustível que sai das refinarias antes da mistura obrigatória de biodiesel. Segundo a Petrobras, o reajuste foi motivado principalmente pela alta do preço internacional do petróleo, impulsionada pela guerra que se espalha pelo Oriente Médio e eleva o custo global do combustível. Landim diz que o governo pode tomar outras medidas que aliviam o preço final para a categoria, como a exigência de que os contratantes respeitem o preço mínimo da tabela de frete e a isenção de cobrança de pedágio para quem passar sem carga pela estrada. Os caminhoneiros reclamam que não há cumprimento efetivo da legislação que estabeleceu os pisos mínimos para o transporte rodoviário de cargas e pedem a aplicação da Lei 13.703 de 2018, criada após uma grande paralisação da categoria naquele ano, quando passou a haver uma “política nacional de pisos mínimos do frete”. “Estamos lutando pela lei, que não tem cumprimento na ponta”, afirmou Chorão. Segundo ele, muitos caminhoneiros acabam aceitando valores abaixo do piso por falta de fiscalização efetiva e pela pressão do mercado. “A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que é responsável pela fiscalização, já tem meios de fazer o travamento eletrônico da planilha de custo mínimo.” A Abrava, entidade presidida por Landim, reúne cerca de 35 mil caminhoneiros. Estimativas do próprio setor indicam que o Brasil possui cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e aproximadamente 750 mil motoristas contratados sob regime celetista. O tema está sendo acompanhado de perto pelo governo federal, que já tinha identificado sinais de possível paralisação antes do anúncio da semana passada. De acordo com o líder da Abrava, integrantes da Casa Civil da Presidência da República entraram em contato com ele na segunda-feira (16) para discutir a situação. Mesmo assim, há ceticismo em relação às negociações. “A Casa Civil ligou ontem. Estamos cansados de nos sentarmos com o governo. Pode até ter mais diálogo hoje, mas as dificuldades são as mesmas e nada se resolve”, disse. Para caminhoneiros autônomos, que arcam diretamente com os custos de combustível, manutenção e pedágios, a combinação entre diesel caro e fretes pressionados é implacável. “Se não houver medidas que garantam previsibilidade de custos, a paralisação é uma das poucas formas que temos para pressionar por mudança”, disse Landim. Os governos estaduais decidiram negar pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o ICMS sobre o diesel em um esforço para enfrentar a escalada das cotações internacionais do petróleo em meio à guerra no Irã. Em nota divulgada nesta terça-feira (17), eles dizem que já perderam demais com corte do imposto estadual forçado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e acusam distribuidoras e postos de não repassarem quedas de preços ao consumidor. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Distribuidoras estão preocupadas com desabastecimento após Petrobras cancelar leilões

Distribuidoras de combustíveis estão preocupadas com possíveis problemas de abastecimento a partir da suspensão dos leilões de diesel e gasolina pela Petrobras. A petroleira confirmou nesta terça-feira (17) ao Valor que suspendeu os leilões programados para segunda-feira (16) e hoje e que está reavaliando os cenários.A Petrobras vende os combustíveis nos leilões pelos preços do mercado internacional, acima dos praticados nas refinarias da companhia, que estão defasados em relação aos produtos importados. O Valor apurou que o Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), que representa grandes distribuidoras do país, enviará ofício ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) alertando sobre o risco de desabastecimento. Já há registro de relatos de falta de combustível em algumas partes do país. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Volkswagen e Amaggi iniciam testes com B100

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) e a Amaggi, produtora brasileira de grãos e fibras, iniciaram os testes com biodiesel puro (B100) em estradas do Centro-Oeste e do Norte do país, anunciaram as companhias nesta segunda-feira (16/3). As empresas farão os testes em um caminhão por 12 meses, na rota típica de transporte de grãos realizada pela produtora, que conecta Sinop (MT) a Matupá (MT), e segue até Miritituba (PA). O objetivo é testar, na operação rodoviária pesada, o comportamento do biodiesel de óleo de soja fabricado pela Amaggi. As informações coletadas vão orientar aplicações futuras e práticas de operação com combustíveis renováveis. “Ao avançarmos nos testes com biodiesel 100%, em parceria com a Amaggi, buscamos validar uma rota efetiva de descarbonização, aprimorando o desempenho, a eficiência e a confiabilidade operacional de nossos veículos”, afirmou o vice-presidente de Engenharia da VWCO, Rodrigo Chaves. Já a Amaggi enxerga a utilização do biodiesel como uma estratégia tanto de negócios quanto de sustentabilidade. “Já fazemos uso do biodiesel puro em parte da nossa frota e agora daremos início ao teste com um caminhão em parceria com a VWCO. Esperamos que o resultado desse teste seja positivo, dada a importância estratégica da substituição do diesel por um combustível renovável e menos poluente para a autossuficiência energética do Brasil”, disse o diretor de Logística e Operações da Amaggi, Claudinei Zenatti. A VWCO já testa, em parceria com a concessionária Ecovias Noroeste Paulista, a utilização de B100 em caminhões. Segundo a Volkswagen, os veículos estão tendo alta performance e disponibilidade técnica superior a 95%. Autor/Veículo: Eixos

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Produção de etanol crescerá 4 bilhões no Brasil

O setor bioenergético brasileiro se prepara para iniciar a safra 2026/2027 com uma projeção de produção recorde de etanol, acrescentando quase 4 bilhões de litros ao mercado nacional. Esse volume é comparável ao total de gasolina importado pelo Brasil em 2025, de acordo com anúncio feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O aumento na produção de etanol ocorre em um momento estratégico, marcado pela crescente volatilidade nos preços internacionais do petróleo, que já ultrapassou os 100 dólares por barril e se aproxima dos 120 dólares. Segundo Evandro Gussi, presidente da UNICA, o etanol tem um histórico de funcionar como um elemento estratégico energético e uma forma de amortecer momentos de instabilidade no mercado de petróleo. “O etanol tem um histórico de funcionar como um elemento estratégico energético e um jeito de amortecer esses momentos de instabilidade no petróleo”, afirma Gussi. Ele lembra que essa estratégia nasceu na década de 70, justamente após um grande choque de petróleo, e desde então o Brasil construiu uma política energética que foi reforçada nos últimos anos com políticas públicas. Benefícios econômicos para o consumidor Os números apresentados por Gussi mostram que, desde 2003, quando foi introduzido no Brasil o carro flex, os consumidores brasileiros já economizaram mais de 140 bilhões de reais optando pelo etanol, sendo 5 bilhões apenas no ano passado. “Sobretudo nesses momentos em que a gente tem altas de petróleo, nesses momentos que a gente tem essa intensa volatilidade, é justamente quando mais o etanol contribui com o consumidor”, destaca. Outro ponto importante mencionado é que a opção pelo etanol não gera impacto fiscal para o governo, sendo uma escolha direta do consumidor que possui um veículo flex. Atualmente, mais de 80% da frota brasileira é capaz de utilizar etanol, resultado de políticas públicas implementadas ao longo das décadas, especialmente nos últimos anos com programas como o Combustível do Futuro e o Mover. Quanto à produção de açúcar, Gussi garante que o mercado tem condições de suprir a demanda, como já ocorreu na safra passada, mesmo com o aumento da produção de etanol. A expectativa é que o aumento na oferta de etanol proporcione uma alternativa viável aos consumidores em um momento de possíveis reajustes no preço da gasolina, funcionando como uma contramedida natural e estrutural frente à instabilidade do mercado internacional de petróleo. Autor/Veículo: CNN

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Abiquim: não há evidências de risco de desabastecimento no Brasil

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) afirma que, até o momento, não há evidências de risco de desabastecimento de produtos químicos no Brasil em razão do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. “A oferta internacional permanece ampla e a indústria química brasileira dispõe de elevada capacidade produtiva ociosa — cerca de 40% da capacidade instalada — o que permite responder rapidamente a eventuais oscilações de mercado”, diz a Abiquim. Os impactos mais relevantes do conflito, explica a associação, ocorrem por vias indiretas e sistêmicas, especialmente nos mercados de energia, fertilizantes e logística marítima internacional. “O conflito pressiona custos globais relevantes, especialmente em energia e fertilizantes. No caso dos produtos químicos, porém, o Brasil dispõe de capacidade industrial suficiente para preservar o abastecimento do mercado”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro. A Abiquim lembra que o Irã produz cerca de 3,5 milhões de barris de petróleo por dia, e o Estreito de Ormuz concentra aproximadamente 20% da oferta global e cerca de 25% do comércio marítimo de petróleo. Assim, eventuais restrições prolongadas ao tráfego na região tendem a pressionar o preço do barril Brent e afetar a nafta petroquímica, principal insumo da indústria química brasileira. “Embora o Brasil seja exportador líquido de petróleo, o país permanece importador líquido de derivados, como diesel, GLP e nafta. Em cenários de alta do Brent, isso tende a elevar custos industriais, fretes internacionais e pressões inflacionárias”, pontua a instituição. O impacto mais imediato do conflito, por sua vez, concentra-se no mercado de fertilizantes nitrogenados, especialmente ureia e amônia. O Irã é um importante exportador desses produtos e a instabilidade na região — somada às interrupções logísticas no Golfo — vem provocando forte volatilidade de preços. Desde o início do conflito, o preço da ureia no Brasil já registra aumento superior a 33%. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que expõe o país a choques de preços e de logística internacional, afirma a Abiquim. “Caso as restrições na navegação e no comércio regional se prolonguem por um período mais longo, podem surgir riscos de abastecimento no mercado de fertilizantes nitrogenados, além de novos aumentos de preços”, diz ainda a associação. Além disso, a entidade lembra que a ameaça de ataques a embarcações e as restrições à navegação no Estreito de Ormuz vêm provocando mudanças operacionais relevantes no comércio marítimo internacional. Entre os principais efeitos observados estão: aumento do custo do gás natural; elevação do frete marítimo e dos prêmios de seguro; e reconfiguração das rotas logísticas. Dentre os cenários mapeados pela Abiquim, o considerado mais provável é de um “Conflito limitado”, com alta temporária do petróleo, volatilidade cambial moderada e impacto inflacionário administrável. No entanto, há ainda duas possibilidades: a de restrição prolongada no Estreito de Ormuz, com pressão significativa sobre fertilizantes nitrogenados, aumento de custos logísticos e maior volatilidade nos mercados de energia; e a de uma escalada regional ampla, com choque energético prolongado, redesenho das cadeias globais de suprimento e impacto relevante sobre a indústria química internacional. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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ANP quer regulamentar subvenção ao diesel esta semana, diz diretor-geral

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) quer definir ainda esta semana os preços de referência do diesel que vão balizar o programa de subvenção criado pelo governo na semana passada para enfrentar a escalada do petróleo com a guerra no Irã. “A gente está correndo com velocidade máxima”, disse nesta segunda-feira (16) o diretor-geral da agência, Artur Watt. A ideia é pautar uma reunião de diretoria extraordinária até o fim da semana para anunciar os valores. O programa de subvenção dará R$ 0,32 por litro a empresas produtoras ou importadores que venderem diesel abaixo de um valor pré-estabelecido, que será regionalizado e vai variar ao longo do programa, de acordo com a evolução das cotações internacionais. Durante o programa de subvenção que pôs fim à greve dos caminhoneiros em 2018, o preço de referência foi calculado com base na cotação da agência Platts para diesel de baixo teor de enxofre nos Estados Unidos mais o custo de frete ao Brasil. Simulava, assim, a paridade de importação do diesel. A ANP definiu também preços de comercialização, que equivaliam ao preço de referência menos o subsídio —naquele ano, de R$ 0,30 por litro. Tinha direito ao benefício quem vendesse o produto ao preço de comercialização. O mercado espera que o modelo seja repetido este ano. A maior diferença é que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu um imposto de exportação de petróleo para financiar a subvenção ao diesel. Embora o programa não esteja ainda regulamentado, Watt disse que o pagamento de subvenção será retroativo a empresas que já tenham anunciado a adesão. A Petrobras o fez e deve receber no futuro por cada litro de diesel vendido abaixo do preço de comercialização. Grandes importadoras de diesel, as maiores distribuidoras do país ainda aguardam a definição dos valores para definir pela adesão. Há dúvidas no mercado também sobre a capacidade financeira do programa, que tem um orçamento máximo de R$ 10 bilhões. Considerando que o país consumiu em 2025 uma média de quase 5 bilhões de litros de diesel A (ainda sem a mistura com biodiesel) por mês, os recursos durarão menos de sete meses caso todos os produtores e importadores sejam beneficiados. Na última sexta (13), apenas um dia após anúncio do programa de subvenção, a Petrobras elevou em 11,6% o preço do diesel em suas refinarias, reduzindo um pouco a defasagem em relação às cotações internacionais. Mas os valores seguem muito altos. Na abertura do mercado desta segunda (16), o litro do diesel nas refinarias da estatal custava R$ 2,18 mais barato do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). A companhia segue anunciando leilões de diesel com preços superiores aos que pratica normalmente, como uma forma de compensar ao menos parcialmente perdas com importações. Os leilões já anunciados têm ágios entre R$ 0,81 e R$ 2,05 por litro. Além da subvenção, o governo zerou os impostos federais sobre o diesel, num valor total de R$ 0,32 por litro. Executivos do setor dizem, porém, que o imposto sobre o biodiesel foi mantido, então o ganho para o consumidor final é de R$ 0,29 por litro. Os repasses dependem da estratégia comercial das distribuidoras. Algumas se comprometeram a repassar imediatamente, independente de estoques. Outras informaram que o farão na medida em que recebem da Petrobras diesel isento de impostos. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Copom inicia reunião em meio a mudanças nas previsões para os juros por causa da guerra no Irã

O Copom (Comitê de Política Monetária) inicia sua segunda reunião do ano nesta terça-feira (17) em meio a dúvidas crescentes sobre qual será a taxa básica de juros da economia. A guerra no Irã embaralhou as apostas e já há quem preveja que a Selic vai ficar onde está desde junho do ano passado, em 15% ao ano. Bancos que projetavam um corte de 0,5 ponto percentual na reunião, que termina nesta quarta (18), passaram a prever juros estáveis ou uma redução mais modesta, de 0,25 ponto percentual, diante de um cenário de maior risco externo pela escalada dos preços internacionais do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. A maior mudança veio da XP, que passou a prever a manutenção da taxa básica de 15%, com expectativa de uma “abordagem mais cautelosa” pelo colegiado. “O fluxo de dados e notícias desde a última reunião do Copom piorou o cenário para a inflação”, afirma a XP em nota assinada pelo economista-chefe, Caio Megale. Na avaliação do BNP Paribas, o Copom poderia “até mesmo adiar o início do ciclo de afrouxamento para a reunião de abril, quando as autoridades presumivelmente teriam mais clareza tanto sobre a atividade doméstica quanto sobre a geopolítica”. Entre 27 instituições consultadas pela Bloomberg, 10 apostam em corte para 14,5% ao ano (o consenso antes da guerra), 16 preveem redução para 14,75% e uma a manutenção em 15%. O movimento também apareceu no boletim Focus, do Banco Central. Os analistas esperam que o Copom decida reduzir a taxa de 15% para 14,75%. Até a semana passada, a expectativa era que a Selic caísse para 14,5%. Nesta segunda-feira (16), o Tesouro Nacional recomprou R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados e R$ 15,4 bilhões em títulos IPCA+ (indexados à inflação), em uma intervenção no mercado depois de uma escalada nos juros futuros. Foi a maior atuação do órgão no mercado de juros desde 2020, quando foi declarada a pandemia de Covid-19. A estratégia buscou conter a disparada das curvas de juros nos últimos dias, quando investidores passaram a colocar na conta a possibilidade de a taxa Selic cair em um ritmo mais lento do que o esperado. A leitura é que, com o preço do petróleo pressionado pela guerra no Irã, é possível que a inflação no Brasil sofra um repique, forçando o Copom a adotar uma postura mais cautelosa na política de juros. “O Tesouro já atuou dessa forma em outros momentos de estresse”, disse Guilherme Rodrigues, gestor de renda fixa na Kinea Investimentos. A ação “ajuda o mercado a encontrar um preço justo em um movimento de forte aversão a risco”, afirma. Segundo técnicos envolvidos na operação, a entrada do Tesouro ajudou a “colocar a bola no chão” e dar tranquilidade ao mercado em um momento em que as incertezas em torno da guerra no Irã deixaram o mercado de juros sem referências. Num momento como esse, em que há disparos de ordens de venda para estancar possíveis perdas, o órgão atua para dar saída a esses investidores e restabelecer o bom funcionamento do mercado. Segundo um interlocutor do governo, os técnicos chegaram a levantar a questão sobre se o órgão devia atuar ou não diante desse contexto, mas a orientação do comando do Tesouro foi a de que a avaliação técnica deveria prevalecer. Isso significa, na prática, que o órgão recebeu sinal verde para fazer o que julgasse ser mais apropriado para manter o bom funcionamento dos mercados. A avaliação é que, da mesma forma, o Banco Central deve adotar a mesma postura e fazer o que for necessário em relação à taxa de juros. Nos leilões de recompra, foram adquiridos R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados com vencimentos entre 2028 e 2032. A proposta do Tesouro era recomprar até 25 milhões de títulos. Na parte da tarde, um segundo leilão de recompra foi realizado, desta vez com títulos indexados à inflação. O Tesouro indicou que pretendia recomprar até 10 milhões de títulos. O volume financeiro somou R$ 15,4 bilhões. Após as operações, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,57% no fim da tarde, com baixa de quase 30 pontos-base ante o ajuste de 13,85% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,8%, com recuo de 36 pontos-base ante 14,155%. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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