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Rubens Ometto afirma que Raízen ‘vai muito bem’ e recuperação será bem-sucedida

O controlador do grupo Cosan, Rubens Ometto, afirmou nesta segunda-feira (22) que o processo de recuperação extrajudicial da Raízen será bem-sucedido. A empresa luta para renegociar uma dívida de R$ 64,7 bilhões. “A empresa vai muito bem, gera caixa, é organizada, não tem falcatrua nenhuma, não tem desvio nenhum”, disse Ometto, após evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio de Janeiro. “Ela tem um problema de estrutura de capital que está resolvido.” A Raízen acumulou prejuízos nos últimos anos por conta de apostas malsucedidas, sobretudo em relação ao etanol de segunda geração e à aposta para desenvolver a varejista Oxxo no país. A Raízen já conseguiu apoio de mais de 80% dos credores para a reestruturação da dívida. A recuperação extrajudicial, se confirmada, será a maior já realizada no Brasil. O acordo precisa também ser homologado por um juiz. Os grupos de credores incluídos na recuperação extrajudicial são detentores de títulos internacionais, debêntures, certificados de recebíveis do agronegócio e bancos, representando cerca de 75% das obrigações. Fornecedores, clientes e revendedores não terão créditos reestruturados. O processo deve culminar na separação das atividades da Raízen, uma parceria entre Cosan e Shell criada para juntar ativos de produção de etanol com ativos de distribuição de combustíveis automotivos. A empresa é hoje a terceira maior distribuidora do país. “O que a gente nota hoje é que tem investidores que preferem distribuição [de combustíveis] e tem os que preferem geração de energia”, afirmou Ometto. “Então, cada um compra o que quiser, escolhe direito o que quiser.” A Shell aportará R$ 3,5 bilhões, e o plano prevê a possibilidade de investimento de R$ 500 milhões de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan, por meio de seu fundo familiar Aguassanta, ambos recebendo ações ordinárias. Este mês, o grupo IG4 decidiu entrar nas negociações, tentando acumular dívida suficiente para ter uma participação de pouco mais de 50% quando a conversão for concluída, segundo informações publicadas pela agência Reuters. A gestora de ativos enviou cartas aos credores no dia 15 de junho. A ideia é criar um fundo de investimento para deter as ações. Os credores podem escolher entre receber cotas do fundo, um pagamento em dinheiro, ou derivativos que gerariam ganhos quando a IG4 vender a participação no futuro. A IG4 assumiu recentemente o comando da Braskem, também em dificuldades financeiras, ao comprar as ações da Novonor (ex-Odebrecht). A gestora e sua sócia, a Petrobras, esperam ter até o fim do mês um desenho do processo de renegociação de dívidas. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Anfavea ameaça ir à Justiça se governo renovar benefício que favorece BYD

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) ameaça recorrer à Justiça caso o governo federal decida renovar benefícios para a importação de veículos eletrificados pré-montados, uma medida que, na avaliação da entidade, favorece principalmente a chinesa BYD, rompendo um cronograma acordado com o setor há dois anos. A declaração foi dada pelo presidente da entidade, Igor Calvet, nesta segunda-feira (22), véspera da reunião do Gecex (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) que deverá analisar a possibilidade de reabrir cotas para importação com imposto reduzido ou zerado para kits de peças pré-montados de carros ou veículos 100% importados. “Se for possível, nós vamos judicializar. Não tenho dúvidas”, afirmou Calvet, em conversa com jornalistas, na sede da Anfavea, em Brasília. “Nesse rito, sem publicação, sem contraditório, me soa muito estranho.” A disputa em torno dos veículos eletrificados se intensificou nas últimas semanas. Como mostrou a Folha, a BYD ampliou as articulações junto ao governo para tentar reverter o fim dos benefícios para importação de kits de montagem e manter vantagens tributárias para seus veículos. O movimento abriu uma nova frente de conflito com as demais montadoras instaladas no país, que acusam a empresa de tentar mudar as regras acertadas em 2023. Naquele ano, o governo decidiu restabelecer gradualmente o Imposto de Importação dos veículos eletrificados, que estava zerado desde 2015. Foi criada uma espécie de escada do tributo, com aumento progressivo das alíquotas até a volta dos 35%, prevista para julho deste ano nos veículos importados prontos. Além disso, o governo concedeu uma cota de cerca de US$ 463 milhões para importações com imposto zero, benefício que expirou no início deste ano. Segundo Calvet, a indústria aceitou a solução negociada em 2023 e estruturou seus investimentos com base nesse calendário. Agora, a uma semana da entrada em vigor da tarifa cheia, uma eventual mudança de rumo representaria uma quebra do acordo. “O governo está mudando a regra do jogo quase no fim do cronograma”, disse. “A mensagem que está sendo enviada aos investidores é que tudo pode mudar a qualquer momento.” A Anfavea afirma que o setor anunciou aproximadamente R$ 140 bilhões em investimentos em novos carros e eletrificação com base nesse ambiente regulatório. Uma nova rodada de benefícios, segundo a entidade, colocaria em dúvida esses planos. “O problema não é a empresa A, B ou C. É qual modelo industrial o país quer.” Calvet, da Anfavea, afirmou que o setor não foi consultado sobre a eventual mudança e criticou a falta de transparência do processo. “Sempre tivemos um canal aberto com o governo. Às vezes ganhamos, às vezes perdemos. Mas agora nem estamos sendo ouvidos. A pergunta que fica é, por que, a seis meses do fim do cronograma estabelecido pelo próprio governo, há uma tentativa de mudar tudo?”, questionou. Procurados desde a sexta-feira (19), a Casa Civil, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e a BYD não haviam se manifestado até a conclusão desta reportagem. Questionado sobre a ameaça de judicialização, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, disse em evento em São Paulo nesta segunda que “brigar com o governo nunca é bom” e que acredita que o Executivo vai cumprir o período de transição. “Acredito que o governo, observando que as nossas empresas, que os nossos investimentos foram concretizados, possa também cumprir aquilo que foi inicialmente pactuado. Não houve nenhum novo pedido. Houve um pedido feito no ano passado para que, nesse período de transição, que os investimentos que fossem realizados no Brasil, pudessem observar essa transição. Nenhuma fábrica de carros no planeta começa de modo integral, ela tem um período de transição. Baldy esteve em um evento realizado em uma concessionária da BYD na zona sul de São Paulo. A montadora celebrou a venda de 300 mil unidades no Brasil. Segundo relatos obtidos pela Anfavea, uma reunião técnica do CAT (Comitê de Alterações Tarifárias) ocorreu na própria sexta-feira, recomendando a aprovação do pedido. A decisão final, porém, cabe ao Gecex, colegiado ligado à Camex (Câmara de Comércio Exterior). A associação afirma que sequer teve acesso às discussões técnicas e que o encontro não foi divulgado. “O fato é que não estamos sendo ouvidos, nem chamados, nem respondidos sobre a questão”, diz Calvet. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Brasil deve ser beneficiado por cenário geopolítico no petróleo, diz estudo da Firjan

O mercado de energia deve passar por uma profunda transformação mesmo que as conversas de paz entre Estados Unidos e Irã cheguem a um desfecho positivo, algo do qual ainda não havia indício na noite de ontem. E Brasil e América Latina podem ser os maiores beneficiados dessa mudança de cenário. É o que mostra o Anuário do petróleo no Rio 2026, divulgado pela Firjan. De acordo com o estudo, o cenário geopolítico consolida a América Latina como uma nova potência petrolífera, e o movimento é liderado pelo Brasil, que através de suas reservas no pré-sal e de uma frota avançada de plataformas FPSO, assumiu a liderança da produção no continente. Em resumo, a região ganha destaque por combinar potencial de expansão da produção com menor exposição a riscos geopolíticos do que os grandes produtores do Golfo Pérsico. Na noite de domingo, após novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar o Irã caso o Hezbollah mantenha a ofensiva contra Israel, o barril do petróleo tipo Brent abriu em alta de até 2,2%, a US$ 82,30. As negociações tiveram um início turbulento neste domingo na Suíça, coma a presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, representantes do Irã e mediadores de Catar e Paquistão. A imprensa iraniana informou que Teerã havia interrompido as conversas após a mais recente ameaça de Trump. Ainda assim, pessoas a par do assunto informaram à Bloomberg que os iranianos não abandonaram a negociação. É justamente essa instabilidade no cenário que deve ser incorporada à precificação de ativos após o conflito. De acordo com o levantamento da Firjan, o preço do barril tende a deixar de ser determinado apenas pelo custo de produção e passar a incorporar mais fatores como segurança, logística e risco geopolítico das rotas de exportação. Diante disso, produtores de fora de regiões sujeitas à turbulência ganham relevância, mesmo que seus custos sejam mais elevados. Rio como polo nacional Na América latina, os destaques além do Brasil, são Guiana e Suriname, além da perspectiva de crescimento da produção argentina e de uma possível retomada gradual da atividade petrolífera na Venezuela. No Brasil, o pré-sal contribui com mais de dois terços da produção nacional de petróleo e gás natural. A estimativa é que o pico da produção no país seja alcançado em 2032, com 5,1 milhões de barris. “Como consequência, o Brasil deve se consolidar entre os principais exportadores globais de petróleo, com destaque para o papel do Estado do Rio como principal polo produtor nacional”, afirma o estudo. O mercado de trabalho no Estado do Rio deve avançar e gerar mais 1.400 postos até o fim de 2027, o que elevaria o contingente de trabalhadores no setor a cerca de 96 mil. Em outra frente, o anuário também aponta que a crise reforça o papel da diversificação energética como questão que vai além do fator ambiental, passando a ser abordadatambém sob a ótica de segurança nacional, à medida que países com matrizes mais diversificadas se mostram mais resilientes ao choque. “Essa percepção pode acelerar a eletrificação em mercados-chave, reduzindo a demanda de petróleo no médio prazo enquanto a oferta já enfrenta restrições estruturais”, diz o estudo. O levantamento afirma que uma das origens dessa nova configuração do mercado foi a transformação dos EUA de grande importador em exportador líquido de energia, impulsionado pela expansão da produção e pelo shale gas, o que reduziu a dependência do petróleo do Golfo Pérsico. Impactos na economia Ainda assim, as consequências para a economia global e a do Brasil já começam a ser percebidas. A alta dos preços do petróleo tem pressionado a inflação em diversos países, incluindo o Brasil, e reforçado as preocupações sobre o rumo da política de juros e da atividade econômica. O FMI já reduziu sua projeção de crescimento para a economia global de 3,3% para 3,1% este ano. Caso o conflito se prolongue e mantenha o petróleo em alta, a expansão pode desacelerar para apenas 2%, patamar próximo ao da crise financeira de 2008 e da pandemia de Covid-19. No Brasil, se a alta do petróleo eleva a arrecadação ligada ao setor, também pressiona preços de combustíveis, transporte e energia, aumentando expectativas de inflação. A projeção do Boletim Focus para o IPCA deste ano subiu de 4% em janeiro para 4,86% no fim de abril. E, na semana passada, chegou a 5,3%. As apostas em cortes de juros mudaram, com a expectativa para a Selic do fim de 2026 passando de 12%, na previsão de janeiro, para 13%, no fim de abril, e agora para 13,75%. Autor/Veículo: O Globo

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Irã anuncia suspensão de sanções ao petróleo após negociações

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que as sanções ao petróleo iraniano foram suspensas e que alguns dos ativos iranianos congelados no exterior foram liberados, em uma publicação feita após a conclusão das negociações na Suíça. Em uma postagem sobre o assunto no X, Abbas Araghchi também afirmou que “um grande plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi lançado”. A publicação não forneceu detalhes sobre os bens congelados nem sobre o plano de reconstrução. A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um posicionamento sobre as negociações. Anteriormente, Hossein Ghorbanzadeh, especialista em economia da delegação iraniana, afirmou que um projeto de acordo para uma isenção temporária das sanções americanas ao petróleo iraniano e seus derivados havia sido concluído, de acordo com a agência de notícias semioficial iraniana Fars. Além disso, delegações dos Estados Unidos e do Irã discutiram as bases para negociações visando a um acordo final, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência estatal Tasnim. As negociações, agora concluídas, entre os EUA e o Irã foram conduzidas em uma “atmosfera positiva e construtiva” e “progressos encorajadores” foram alcançados, de acordo com uma declaração conjunta dos mediadores Paquistão e Catar. Autor/Veículo: CNN

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ANP ressuscita os fiscais do Sarney, sob nova roupagem: quando falta causa, inventa-se o culpado

Adriano Pires – A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou um plano “excepcional” de fiscalização: cerca de três mil ações entre julho e setembro, 80% delas voltadas especificamente para preços já no primeiro mês, num incremento de 40% sobre o trimestre anterior. A ANP precisa entender que o problema não é fiscalizar. O problema é o que a agência escolheu fiscalizar. Que a agência fiscalize, e com rigor, ninguém discute. Qualidade do produto, especificação das misturas de etanol e biodiesel, práticas de monopólio, oligopólio e cartel — essa é a sua função e a sua razão de existir. Mas fiscalizar a “abusividade de preços”? Que tipificação é essa? Mas o que é isso? Onde está, na lei, o preço justo que o regulador agora se arroga a calcular? Sob nova roupagem, a ANP ressuscita os fiscais do Sarney, aqueles que percorriam o comércio de tabela na mão durante o Plano Cruzado, como se o decreto pudesse revogar a aritmética. Além do mais, a lei diz que os preços dos combustíveis são livres no Brasil. É lamentável e fora de hora. Uma agência de recursos limitados gastar tempo, gente e dinheiro perseguindo um fantasma, enquanto os males concretos do setor não são tratados da forma adequada como tratam o tal “lucro extraordinário” e “preços abusivos”. A adulteração que engana o consumidor, o contrabando que sonega tributo, a não mistura de biodiesel e de etanol que falseia a concorrência — isso é que corrói o mercado, afasta investidores que não são free rider e que, portanto, deveria mobilizar a força-tarefa. Estes, sim, ferem o consumidor. Estes, sim, distorcem os verdadeiros preços de mercado. Mas enfrentá-los não dá voto e não rende manchete. O diagnóstico não é novo, mas o pior é que é sempre repetido. O nosso velho Roberto Campos, faz tempo, já o havia resumido com a clareza de sempre: se a inflação é alta de preços, o culpado é o empresário; se é expansão monetária, o culpado é o governo. Ao treinar intensivamente o País a acreditar que inflação é somente o preço da bomba, culpando os empresários, condiciona-se a população a uma cultura antiempresarial — o vilão passa a ser quem vende, nunca quem emite. Só que inflação não é a etiqueta do posto; são os enormes planos populistas dando diversos benefícios e subsídios para a população, as pedaladas fiscais. Trocar a definição é trocar o réu e, no mesmo gesto, absolver o verdadeiro responsável. Culpar a distribuidora ou o revendedor pela alta dos combustíveis é precisamente isso: cultivar a mentalidade antiempreendedora e terceirizar a responsabilidade de um governo que, com populismo, improviso e irresponsabilidade fiscal, mais atrapalha do que ajuda. Quando falta política, sobra fiscal. Quando falta causa, inventa-se culpado. Adriano Pires é diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. Autor/Veículo: O Estado de S. Paulo (Opinião)

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Aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% será aprovado quarta-feira, 24, diz Alckmin

O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado, 20, que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovará na quarta-feira, 24, o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. “Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura”, afirmou, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT). A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro para 32% vem sendo defendida pelo governo como uma forma de ampliar o consumo de biocombustíveis e reduzir a necessidade de importação de gasolina. Com a medida aprovada pelo CNPE, será o segundo aumento consecutivo do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina em um ano. Em junho de 2025, o porcentual passou de 27% para 30%, após testes conduzidos pelo governo e pelo setor indicarem a viabilidade técnica da ampliação da mistura. O governo argumenta que o aumento da participação do etanol na gasolina poderá ajudar a reduzir o preço final do combustível ao consumidor, além de diminuir a exposição do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais do petróleo e de seus derivados. Desde abril, o governo Lula vem afirmando que fará o aumento do etanol na gasolina. A medida seria discutida na reunião do CNPE de maio, mas foi adiada. Na ocasião, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira afirmou que a elevação da mistura do etanol tornará o Brasil “autossuficiente” na gasolina. Esse argumento parte da perspectiva de reduzir a necessidade de importações e também a dependência de combustíveis fósseis. ‘Vamos trabalhar para incluir ferrovia no Plano Clima’ O vice-presidente também afirmou durante o evento que o governo federal está trabalhando para incluir projetos de ferrovias no Plano Clima. “Não há nada mais ambientalmente confiável do que as ferrovias.” O Fundo é um instrumento do governo federal destinado ao financiamento de projetos voltados à mitigação das mudanças climáticas e à redução das emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, os recursos são direcionados a iniciativas consideradas estratégicas para a transição para uma economia de baixo carbono. O setor ferroviário defende que a ampliação da participação dos trilhos na matriz de transportes pode contribuir para a redução das emissões do setor logístico, em razão da maior eficiência energética do transporte ferroviário em comparação ao modal rodoviário. A sinalização de Alckmin indica que o governo pretende enquadrar projetos ferroviários entre os empreendimentos aptos a acessar linhas de financiamento voltadas à agenda climática e de descarbonização da economia. ‘Brasil é um manicômio tributário que afasta investimento’ Alckmin criticou o sistema tributário brasileiro ao qual classificou como “um manicômio que afasta os investimentos estrangeiros”. Por isso, complementou, precisava de uma reforma tributária como a aprovada pelo governo no Congresso Federal durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para “atrair os investidores que querem o Brasil”. “O sistema tributário brasileiro é um manicômio tributário. Afasta quem quer exportar para o Brasil e investir em nosso País nos mais diversos setores, sem contar o custo Brasil. Com a reforma tributária do presidente Lula, vamos mudar isso”, afirmou durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT). Para Alckmin, os setores de matérias-primas serão desonerados a ponto de fazer o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescer 12% em 15 anos, acompanhado pela alta de 14% de investimentos e 17% das exportações. O repórter viajou a convite da Rumo. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Brasil está entre os principais impulsionadores da expansão da oferta de petróleo, aponta Opep

O Brasil deverá figurar entre os principais responsáveis pela expansão da oferta global de petróleo nos próximos anos, segundo o relatório Perspectivas Mundiais de Petróleo (WOO, na sigla em inglês), divulgado nesta quinta-feira, 18, pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A entidade aponta o País ao lado de Catar, Argentina e Canadá como um dos motores do crescimento da produção fora da Declaração de Cooperação (DoC), grupo que reúne integrantes da Opep e aliados. De acordo com o relatório, a oferta de líquidos dos produtores fora da DoC deverá crescer cerca de 4,1 milhões de barris por dia (bpd) até 2030, alcançando 58,2 milhões de bpd. A expansão será liderada principalmente por Brasil, Catar, Argentina e Canadá, além de novos produtores africanos. A maior relevância atribuída ao Brasil ocorre em meio a uma revisão da perspectiva para os Estados Unidos. A Opep afirma que reavaliou para baixo o potencial de crescimento da produção americana de petróleo de xisto e agora considera que o segmento pode ter atingido seu pico em 2025. No relatório do ano passado, a expectativa era de continuidade da expansão até 2030. A organização destaca que, enquanto os EUA eram vistos no WOO 2025 como o principal impulsionador do crescimento da oferta fora da DoC no médio prazo, sua contribuição foi reduzida significativamente na edição deste ano. Segundo a Opep, a produção brasileira de líquidos deverá continuar crescendo com o avanço dos projetos do pré-sal. A oferta de petróleo bruto do País é projetada para subir de 3,7 milhões de bpd em 2025 para 4,4 milhões de bpd em 2030, apoiada pela entrada em operação de novas plataformas e pelo desenvolvimento de campos em águas ultraprofundas. A entidade projeta que o Brasil será o segundo maior contribuinte para o aumento da oferta entre os produtores fora da DoC no período entre 2025 e 2050. No horizonte de longo prazo, a produção brasileira de líquidos deverá atingir um pico próximo de 5,8 milhões de bpd no início da década de 2040, antes de recuar moderadamente para 5,6 milhões de bpd em 2050. O relatório também destaca a importância crescente da América Latina para o abastecimento global. Segundo a Opep, a região deverá responder por quase 75% do aumento líquido da oferta entre os produtores fora da DoC até 2050, impulsionada principalmente por Brasil e Argentina. Opep aumenta estimativa de demanda global por petróleo A demanda global por petróleo deverá alcançar 124,1 milhões de barris por dia (bpd) em 2050, ante 105,1 milhões de bpd em 2025, segundo o relatório da Opep. A projeção reforça a avaliação do cartel de que não há um pico de consumo da commodity no horizonte. A nova estimativa é superior à apresentada no relatório do ano passado. Em 2025, a Opep previa que a demanda mundial atingiria 122,9 milhões de bpd em 2050. A projeção para 2030 também foi elevada, de 112,3 milhões para 113,3 milhões de bpd, e o consumo deve continuar avançando nas décadas seguintes, sustentado por mudanças recentes em políticas energéticas, preocupações com segurança energética, crescimento econômico e expansão populacional nos países em desenvolvimento. A Opep afirma que a maior parte do avanço virá das economias não pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A demanda desses países deverá aumentar em 26,9 milhões de bpd entre 2025 e 2050, enquanto o consumo nas economias da OCDE tende a recuar no longo prazo, após uma expansão modesta até o fim da década. Segundo o relatório, a Índia será o principal motor do crescimento da demanda global de petróleo nas próximas décadas, com incremento de 8,1 milhões de bpd até 2050. Outros avanços expressivos são esperados em regiões emergentes da Ásia, no Oriente Médio, na África e na América Latina. A Opep também destaca que os derivados ligados ao transporte e à atividade industrial devem liderar a expansão do consumo. A maior alta projetada é a do querosene de aviação e do combustível de jato, cuja demanda deve aumentar em 4,2 milhões de barris por dia (bpd) até 2050. Na sequência, aparecem diesel e gasóleo, com avanço de 3,8 milhões de bpd, além de GLP/etano (3,5 milhões de bpd), nafta (3,2 milhões de bpd) e gasolina (2,4 milhões de bpd). No cenário traçado pela organização, o petróleo seguirá como a principal fonte individual da matriz energética mundial em 2050, respondendo por cerca de 30% da demanda total de energia. A Opep sustenta que o crescimento econômico e demográfico das economias emergentes continuará garantindo a expansão do consumo de petróleo nas próximas décadas. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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A ANP divulga dados de comercialização recebidos dos distribuidores de combustíveis

A ANP publicou hoje (18/6) dados de comercialização de combustíveis enviados pelos distribuidores autorizados pela Agência no âmbito do Sistema de Transparência na Distribuição (STD). A medida atende ao artigo 20 do Decreto nº 12.930/2026 (alterado pelo Decreto 12.974/2026), que regulamenta o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis quanto à subvenção econômica à importação de óleo diesel de uso rodoviário e de gás liquefeito de petróleo – GLP, de que trata a Medida Provisória nº 1.349/2026, e quanto ao acréscimo da subvenção econômica de que trata o art. 1º-A da Medida Provisória nº 1.340/2026, e define medidas de transparência no mercado de distribuição de combustíveis líquidos, de combustíveis de aviação e de gás liquefeito de petróleo. Em breve, essas informações serão divulgadas por meio de painel dinâmico disponível no site da ANP. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Petrobras amplia refino para reduzir dependência do Brasil da importação de diesel a 15%

A Petrobras está ampliando a capacidade do parque de refino para reduzir a atual dependência do Brasil da importação de diesel de 29% para 15%, afirmou a presidente da companhia, Magda Chambriard, nesta quinta-feira. Ao participar de uma aula magna da Universidade de Sorbonne, realizada no Rio de Janeiro, a executiva não detalhou em qual prazo alcançaria essa meta, mas reiterou que posteriormente a empresa buscará a autossuficiência. “Nós temos um parque de refino de cerca de 1,8 milhão de barris ao dia, estamos ampliando essa capacidade de refino para reduzir a importação para ser 15% e não 29%, já temos projetos em carteira para isso, e estamos trabalhando ser autossuficiente em diesel”, disse a executiva, durante sua participação na aula. Em abril, a executiva já havia manifestado que a empresa quer tornar o Brasil autossuficiente em diesel. (Reuters) Autor/Veículo: Brasil 247

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Petróleo fecha misto com foco em Ormuz após acordo entre Estados Unidos e Irã

O petróleo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em direções opostas, com o mercado acompanhando o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz após a assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O contrato do WTI para agosto caiu 0,21%, para US$ 75,85 por barril, enquanto o Brent para o mesmo mês subiu 0,38%, para US$ 79,85 por barril. A commodity operou com volatilidade e recuperou parte das mínimas no fim do pregão. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para agosto recuou US$ 0,16, a US$ 75,85 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou US$ 0,30, a US$ 79,85 por barril. Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, Teerã não realizou ataques a embarcações no Estreito de Ormuz pela segunda noite consecutiva. Ele afirmou ainda que houve movimentação de cerca de 12,5 milhões de barris de petróleo pela via marítima. Vance também reiterou os planos de viajar para Genebra, na Suíça, para a assinatura do acordo com o Irã. Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã e Omã chegaram a um acordo sobre os mecanismos de administração do trecho, com responsabilidade compartilhada entre os dois países. Após a assinatura do acordo com os norte-americanos, o regime iraniano também passou a pedir a suspensão das sanções ao seu petróleo. Com a reabertura do estreito ao transporte marítimo, o Kuwait começou a elevar a produção e, segundo a Bloomberg, o volume deve superar 2 milhões de barris por dia dentro de uma semana. Analistas do Bank of America avaliaram, no entanto, que a expectativa de retomada completa dos fluxos de petróleo do Oriente Médio nas próximas semanas desconsidera entraves logísticos que ainda exigiriam meses para solução. De acordo com essa projeção, o mercado de petróleo pode permanecer em déficit até o 4º trimestre de 2026. Nos Estados Unidos, a associação AAA Gas informou que o preço médio nacional da gasolina caiu para US$ 3,999 por galão nesta quinta-feira (18), ficando abaixo de US$ 4 pela primeira vez em semanas. Já na guerra da Ucrânia, Kiev atingiu pela segunda vez em uma semana uma grande refinaria em Moscou e interrompeu voos comerciais nos aeroportos da cidade. A sessão foi marcada por sinais simultâneos de normalização parcial do transporte em Ormuz, aumento de oferta e riscos logísticos ainda não resolvidos. O material fornecido não detalha impactos diretos para produtores rurais, cadeias agropecuárias ou preços de combustíveis no Brasil. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Canal Rural

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