Uncategorized

Uncategorized

Posicionamento Fecombustíveis – Fatores da composição de preços

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) vem a público esclarecer que, conforme comunicados emitidos pelas distribuidoras nas últimas 24 horas, a redução do PIS/Cofins concedida exclusivamente ao óleo diesel (puro) A, no valor de R$ 0,32 por litro, produz impacto efetivo menor no preço do combustível comercializado no mercado. Isso ocorre porque o diesel vendido nos postos corresponde ao chamado diesel B, composto por aproximadamente 85% de diesel A (puro) e 15% de biodiesel, sendo que este último não foi contemplado com a redução tributária. Dessa forma, considerando a proporção da mistura obrigatória atualmente vigente, a redução tributária tende a representar um impacto aproximado de R$ 0,29 por litro no preço do diesel comercializado pelas distribuidoras. Adicionalmente, apesar da redução do PIS/Cofins, a Petrobras anunciou, hoje (13/03), reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A nas refinarias. Considerando a composição do diesel B, esse aumento corresponde a aproximadamente R$ 0,32 por litro no produto comercializado pelas distribuidoras aos postos revendedores. A Fecombustíveis também chama a atenção para outro fator relevante que vem ocorrendo paralelamente no mercado. Nos leilões realizados pela Petrobras, o diesel tem sido comercializado com ágio entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, patamar superior do preço das refinarias da própria companhia. Esta Federação ainda destaca o fato de que há refinarias privadas e importadores de combustíveis que abastecem parcela substancial do mercado interno de distribuição. Esses agentes geralmente acompanham os preços do mercado internacional, o que também causa impactos nos preços dos derivados no país, para além dos preços praticados apenas pela Petrobras. Diante desse conjunto de fatores, é importante que a sociedade e os órgãos de fiscalização considerem os diferentes elementos que influenciam a formação do preço do diesel no mercado, uma vez que os efeitos finais sobre o valor praticado ao consumidor podem eventualmente divergir das estimativas inicialmente divulgadas pelo governo federal. Autor/Veículo: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis

Uncategorized

Petróleo fecha dia em alta, encerrando semana de disparada com guerra e passagem por Ormuz

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira (13/3), encerrando uma semana marcada pela volatilidade. O WTI subiu 8%, enquanto o Brent subiu 11% no período, se estabelecendo acima do nível simbólico de US$ 100 o barril. Investidores monitoraram a continuidade da guerra no Irã e preocupações com o escoamento pelo Estreito de Ormuz, com destaque nesta sexta para o alívio de sanções à Rússia pelos EUA e possibilidade de passagem de alguns navios pelo estreito. Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio subiu 2,67% (US$ 2,68), a US$ 103,14 o barril. Já o petróleo WTI para abril fechou em alta de 3,11% (US$ 2,98), a US$ 98,71 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na semana, houve altas de 11,27% e 8,59%, respectivamente. Países europeus, incluindo França e Itália, abriram negociações com Teerã para tentar garantir passagem segura de seus navios pelo Estreito de Ormuz, segundo o Financial Times. O objetivo é retomar os embarques de energia a partir do Golfo. De acordo com a Reuters, o Irã permitiu que dois navios transportadores de gás liquefeito de petróleo (GLP) com bandeira da Índia navegassem pelo Estreito. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Petrobras minimiza imposto sobre exportação de petróleo: ‘é cenário de guerra’, diz Magda

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta (13/3) que as exportações permanecem vantajosas, mesmo com a criação de um imposto temporário de 12% sobre as vendas do petróleo bruto no mercado internacional. Segundo ela, a alta recente dos preços do barril, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, mais do que compensa a nova taxação. “É cenário de guerra. Tenho um produto que eu estava exportando a US$ 60 [o barril] e agora está a US$ 100. Posso reclamar de um imposto temporário de 12%? A cotação compensa o imposto em muito”, disse a executiva. O imposto ainda depende de regulamentação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deve definir detalhes sobre sua incidência e duração. “Em cenário de guerra, com um aumento tão drástico assim, esse imposto de exportação, que esperamos que seja temporário, não deve impactar muito o ‘a receber’ pelas companhias, face a quão drástico foi esse aumento no mercado internacional”, complementou Magda, durante coletiva de imprensa. A taxa de exportação foi criada como fonte de recursos para financiar a subvenção aos preços do diesel no mercado doméstico. E repete uma iniciativa do governo Lula (PT) de 2023, quando uma série de petroleiras recorreu à Justiça e conseguiu decisões para reaver o dinheiro, sob uma tese-chave de que se trata de um imposto regulatório e que, como tal, não pode ser usado na compensação para fins orçamentários. A judicialização do caso ainda não teve um desfecho. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) reclamou que suas associadas não foram chamadas pelo governo para discutir as medidas anunciadas e informou que “está avaliando os possíveis efeitos no setor”.Impacto quase nulo do reajuste do diesel A estatal convocou jornalistas para explicar o reajuste do diesel, um dia após o governo federal anunciar medidas para conter o impacto do pico dos preços internacionais do petróleo sobre o consumidor. A companhia informou que, a partir de sábado (14/3), elevará o preço do diesel A vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. A Petrobras avalia que, com o pacote de medidas anunciado pelo governo, o saldo para o consumidor tende a ser praticamente nulo, de R$ 0,06 por litro — sem considerar eventuais ajustes nos custos do biodiesel misturado ao diesel e como o restante da cadeia (distribuidoras e postos revendedores) repassará ou não os ajustes. “No final das contas o aumento do diesel para a sociedade é absolutamente residual”, comentou Magda. Pressão para redução do ICMS A presidente da Petrobras também defendeu que os estados reduzam o ICMS sobre combustíveis para ampliar o efeito das medidas adotadas pelo governo federal. Segundo Magda, a alta do preço internacional do petróleo aumenta automaticamente a arrecadação dos estados, já que o imposto é cobrado como percentual sobre o valor do combustível. “Se eu tenho, por exemplo, 18% de ICMS, e se esse diesel sai de uma referência de US$ 60 para US$ 100, esse valor do ICMS traz um valor nominal para o estado que pode ser da ordem de mais de 60% de ganho”, afirmou. “Da mesma forma que o governo federal fez a sua parte zerando o PIS-Cofins, os estados pelo menos reduzam um pouco em benefício da sociedade brasileira”, completou.O pacote de R$ 30 bilhões do governo O pacote de medidas do governo federal prevê cerca de R$ 30 bilhões: Parte dos recursos será financiada por um imposto temporário sobre exportações de petróleo e derivados. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a expectativa é que o conjunto de medidas gere um alívio potencial de R$ 0,64 por litro no diesel — metade proveniente da subvenção e metade da redução de tributos federais. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Justiça de São Paulo aceita plano de recuperação extrajudicial da Raízen

A Justiça de São Paulo deferiu o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, gigante na produção de açúcar e álcool e na distribuição de combustíveis. A companhia, uma joint venture de Cosan e Shell, agora tem autorização para elaborar um plano de renegociação de R$ 65 bilhões em dívidas com bancos e investidores. O pedido foi analisado e aceito pelo juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo. O plano de renegociação das dívidas da companhia deve ser apresentado em até 180 dias corridos, segundo a decisão do magistrado. Após a apresentação do plano, os credores da Raízen terão até 30 dias para contestar ou impugnar a proposta da empresa. Nesse período de negociação, os pagamentos de dívidas abrangidos pela recuperação ficam suspensos. Bradesco, Santander e BNP Paribas estão entre os maiores credores da Raízen. Documentos divulgados pela companhia mostraram que o francês BNP tem a receber R$ 4,2 bilhões, uma fração significativa do passivo. Os bancos Bradesco, Santander, Rabobank e Sumitomo Mitsui têm cerca de R$ 2 bilhões cada um a receber, enquanto o Itaú Unibanco tem exposição de mais de R$ 1 bilhão à empresa. Com o pedido protocolado na última terça-feira (10), a Raízen passou a ocupar o posto de maior recuperação extrajudicial da história do Brasil, superando o pedido do Grupo InterCement, com um endividamento estimado em R$ 21,9 bilhões, em valores da época. Maior produtora de cana-de-açúcar do mundo e a segunda maior distribuidora de combustíveis do país, a Raízen culpou as elevadas taxas de juros no Brasil e a situação econômica da Argentina pela crise financeira que a levou a buscar a renegociação de suas dívidas. Mas o volume de investimentos para desenvolver o etanol de segunda geração e os aportes na rede varejista Oxxo, em parceria com a mexicana Femsa, também foram fatores importantes para a crise vivida pela empresa. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Combate a fraudes redesenha distribuição de combustíveis no Brasil

A lista das maiores vendedoras de combustíveis em São Paulo mudou drasticamente entre o fim de 2024 e o fim de 2025, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Cinco das dez primeiras colocadas praticamente desapareceram após as operações policiais contra empresas suspeitas de fraudes no setor no ano passado. O processo é visto pelo mercado como uma reorganização da distribuição de combustíveis no país após décadas convivendo em um ambiente de concorrência desleal, com fraudes tributárias e adulteração de produtos. Tem impactos também na arrecadação dos estados, que sofriam com a sonegação de impostos. “O setor de distribuição de combustíveis no Brasil está vivendo uma transformação profunda”, escreveram os analistas Monique Greco, Eric de Mello e Eduardo Mendes, do Itaú BBA, em relatório sobre o tema no início de fevereiro. A percepção é reforçada por executivos de grandes empresas com quem a reportagem falou. “Quem está há muitos anos nesse segmento reconhece a relevância deste momento de combate ao crime organizado e práticas irregulares”, diz Rafael Grisollia, presidente da mineira Ale. Quarta maior distribuidora de combustíveis do país, a empresa diz que suas vendas cresceram 8,2% em 2025. “Em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde as ações de fiscalização tiveram maior intensidade, os reflexos foram ainda mais evidentes”, afirma Grisollia. Segundo o executivo, entre agosto e setembro, as vendas da Ale avançaram 30% no mercado paulista e 40% no do Rio. Em seu balanço de 2025, a Ipiranga falou em “forte expansão, principalmente pela retomada do mercado após as medidas de combate às irregularidades no setor durante o segundo semestre”. As margens da empresa cresceram 7% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2024. A Ipiranga é a segunda maior empresa do setor. A maior, a Vibra Energia, também viu um cenário de crescimento consistente, influenciado “pelo fortalecimento do arcabouço regulatório, maior rigor no combate a irregularidades e redução de assimetrias competitivas”. Dados da ANP apontam que, de dezembro de 2024 a dezembro de 2025, a fatia de mercado das três nas vendas nacionais de gasolina subiu de 53,16% para 55,41%. No diesel, foi de 56,15% a 59,50%. Pode parecer pouco, mas cada ponto percentual do mercado de gasolina no país representa hoje uma receita anual de cerca de R$ 3 bilhões. No diesel, são cerca de R$ 4 bilhões por ano, também considerando o preço atual do produto. Foi também em São Paulo e no Rio onde ocorreu a maior recuperação de mercado pelas três grandes do setor. Segundo o Itaú BBA, entre março e dezembro, elas avançaram 9 pontos percentuais no mercado paulista de gasolina e 13 pontos no mercado fluminense. No diesel, completa o relatório do banco, as três companhias recuperaram 6 pontos percentuais em São Paulo e também 13 pontos percentuais no Rio. Agora, há um momento de redesenho, a partir da fiscalização mais rigorosa e de medidas legislativas e regulatórias —por exemplo, a aprovação da lei do devedor contumaz, em dezembro. A concorrência desleal sofreu “um grande revés”, segundo análise do mercado. As operações policiais miraram, primeiro, postos e distribuidoras ligados ao PCC em São Paulo. Depois, a Refit, dona da refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. “Essas operações marcaram um momento histórico para o setor”, diz o presidente do ICL (Instituto Combustível Legal), Emerson Kapaz, citando a descoberta do uso de fintechs para ocultar dinheiro do crime como fundamental. “Sabíamos que o crime movimentava bilhões de reais, mas nada aparecia no Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras]”, afirma. “O estrangulamento financeiro desse pessoal foi um grande avanço.” A melhora do cenário se refletiu nos preços das ações das empresas. A Vibra atingiu no início de fevereiro o maior valor desde que deixou de ser BR Distribuidora. A Ultrapar, que controla a Ipiranga, chegou no fim de fevereiro ao maior patamar desde o início de 2024. Apenas a Raízen, que vive crise financeira, anda em baixa. Na sexta-feira (13), a Justiça aceitou pedido de recuperação judicial feito pela empresa para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões. Os dados da ANP confirmam que os efeitos se espalharam para além das três gigantes. Em São Paulo, empresas de médio porte dobraram sua fatia de mercado com a saída das suspeitas de fraude. A Avant, hoje a quarta maior no estado, por exemplo, passou de 1,9% para 3,8% das vendas. A fatia de mercado da ALL, a quinta, subiu de 1,5% para 2,8%. A Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro diz que a arrecadação de ICMS com combustíveis cresceu 8,12% em 2025, para R$ 9,5 bilhões, puxada por “fatores como a expansão da atividade econômica e a variação dos preços e o fortalecimento das ações de combate a irregularidades tributárias”. Na avaliação do setor, com a segurança pública em destaque no debate político, a fiscalização sobre fraudes nas vendas de combustíveis continuará forte. Mas há o alerta para o avanço de outros crimes, como bombas fraudadas para uma quantidade menor do que mostra o visor. A fraude, chamada de bomba baixa, foi objeto de 153 autos de infração emitidos pela fiscalização da ANP em 2025. Procuradas, Raízen e Ipiranga não quiseram dar entrevistas. A Vibra afirmou, em nota, que “o avanço das ações de combate ao mercado irregular de combustíveis e o aperfeiçoamento do ambiente regulatório têm contribuído para um ambiente de concorrência mais equilibrado no setor”. A empresa ressalta que, com margens de cerca de R$ 0,15 por litro, “qualquer manipulação, adulteração ou sonegação no mercado gera uma concorrência desequilibrada”. “Um mercado organizado, transparente e aderente às normas é condição essencial para o desenvolvimento sustentável do setor.” Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Petróleo avança, mas só Petrobras fecha com fortes ganhos entre petroleiras da B3

As ações das petroleiras chegaram a subir forte nesta quarta-feira (11), com o petróleo voltando a registrar ganhos, mas apenas as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) fecharam com ganhos expressivos. A Petrobras PN (PETR4) avançou 4,36%, cotada a R$ 44,80, enquanto a ON (PETR3) subiu 4,89%, a R$ 48,94. A Brava Energia (BRAV3) teve alta menos expressiva, de 0,67%, negociada a R$ 19,64. Já a PRIO (PRIO3) teve valorização de 0,76%, a R$ 59,35, enquanto a PetroRecôncavo (RECV3) fechou no zero, cotada a R$ 12,89. O petróleo fechou em alta de 4% nesta quarta-feira, 11, em mais um pregão marcado pelo conflito no Oriente Médio. A tensão na região mantém o mercado em alerta, diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda e o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado energético. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,55% (US$ 3,80), a US$ 87,25 o barril. Já o Brent para maio subiu 4,76% (US$ 4,18), a US$ 91,98 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O petróleo voltou a subir, após despencar mais de 10% na sessão anterior, com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Navios petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, com o governo em Teerã reivindicando a autoria de pelo menos um desses ataques. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta que a guerra acabaria “em breve”, mas fontes disseram à Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques. Para Benjamin Cohen, do Macquarie Group, a elevação do preço do barril ainda não se tornou um fator limitante para que os EUA recuem no conflito. “Os americanos devem manter o combate, e os preços do petróleo tendem a permanecer altos – ainda que voláteis – até que os confrontos terminem, possivelmente no fim do mês”, projeta. Ainda em destaque, está a fala do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele disse que integrantes do governo discutiram na terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questões sobre a alta do petróleo, mas não haverá intervenção na Petrobras relacionada a preços de combustíveis. Em meio a um preço do petróleo mais elevado, em função dos desdobramentos da guerra no Irã, Silveira foi questionado sobre o assunto durante audiência em comissão do setor na Câmara dos Deputados. O mercado também segue de olho na temporada de resultados. A PRIO divulgou seus números do quarto trimestre de 2025 (4T25), com ⁠prejuízo líquido de US$ 185 ‌milhões no quarto trimestre de 2025, excluindo a norma ‌IFRS-16. O resultado ​operacional da petroleira, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), teve alta de ‌7% na base anual, ​para US$324,2 milhões. Já a margem Ebitda da Prio caiu 7 ⁠pontos ​percentuais, para ​55%. A produção subiu 46% no quarto trimestre ⁠de 2025 ​na comparação com o mesmo período de 2024, ‘refletindo o ‘closing’ da ​aquisição de participação adicional de 40% e da ​operação do ⁠campo de Peregrino, concluído em 11 ⁠de novembro de 2025, que adicionou aproximadamente 40 mil barris por dia à produção’, disse a empresa. A PRIO também comentou que o primeiro óleo de Wahoo é esperado nos próximos dias – um marco importante na tese de investimento. Por fim, a PRIO divulgou um novo relatório de certificação de reservas. As reservas totais permaneceram praticamente inalteradas em relação ao relatório anterior. As mudanças notáveis incluem uma extensão do platô em Peregrino e um atraso na produção em ABL Após os resultados, a XP reiterou preferência pela ação no setor de óleo e gás. Para os analistas, os resultados foram em linha, porém a atenção está voltada para Wahoo e dividendos. A Brava divulga seus números após o fechamento desta quarta. (com Reuters e Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

Uncategorized

ANP oficia Petrobras para flexibilizar estoques de diesel e aumentar oferta a distribuidoras

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) enviou ofício para a Petrobras flexibilizando as obrigações de manutenção de estoques de combustíveis com o objetivo de aumentar a oferta de diesel da estatal para o Sul do país. Um leilão de 20 mil m³ de diesel voltado à região, nesta quarta-feira (11), teria sido uma primeira medida da Petrobras em atendimento à ANP, disseram fontes à Agência iNFRA. Pessoas da reguladora e do mercado voltaram a negar falta de produto no país. O ofício, assinado na tarde da terça-feira (10) pelo superintendente de Distribuição e Logística da agência, Diogo Valério, fala expressamente na flexibilização da Resolução ANP 949/2023, sobre estoques, para permitir “maior fluidez no suprimento mediante deslocamento de volumes mantidos pelo produtos para etapas mais próximas do consumo final”. E solicita especial atenção ao contexto do Rio Grande do Sul, onde revendedores retalhistas e o setor agropecuário indicaram “forte elevação da demanda”. A ANP ainda menciona, como fator motivador da medida, uma “redução nos estoques das distribuidoras”. Em seguida, a reguladora “orienta” que a Petrobras avalie usar a brecha para disponibilizar volume adicional a distribuidores. E, por fim, informa que essa condição vai vigorar “enquanto perdurarem as condições excepcionais que a motivaram”, sendo revertida por “comunicação posterior”. Segundo um interlocutor, além da situação de pressão nos preços que leva à estratégia de retenção por parte de alguns agentes no meio da cadeia, o foco da medida também está ligada ao aumento da demanda de diesel ligada à forte safra de arroz no Sul do país. Autor/Veículo: Agência Infra

Uncategorized

Raízen prevê reorganização societária

O plano de recuperação extrajudicial da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, protocolado na terça-feira, prevê, além da capitalização da empresa de etanol, uma reorganização societária, o que pode incluir “fusões, cisões e incorporações de ações”, de acordo com a petição encaminhada para a Justiça, à qual o Valor teve acesso. A companhia citou, em sua petição inicial do pedido, um risco de aceleração de cobrança de R$ 60 bilhões sem a blindagem na Justiça. Os detalhes dessa futura capitalização ainda serão discutidos nas próximas semanas, com a possibilidade de conversão de dívidas de credores em ações da empresa, o que pode diluir as participações dos dois acionistas, ambos com 44% cada do negócio.Nas últimas semanas, credores se mostraram insatisfeitos com os valores que estavam sendo discutidos pelos acionistas em uma injeção de capital e formalizaram, em um pedido conjunto, incluindo bancos e detentores de dívidas externa, um aporte robusto de até R$ 20 bilhões, conforme revelou o Valor. Na petição inicial, a Raízen aponta que a situação se deteriorou ainda mais com o rebaixamento de ratings pelas agências de classificação de risco, o que poderia gerar uma onda de antecipação de cobranças. As dívidas financeiras com bancos e “bondholders” (detentores de títulos externos) somam R$ 65,1 bilhões, dos quais 64% concentradas nas mãos de cinco grupos de credores. O montante sobe para R$ 98 bilhões, incluindo dívidas entre companhias do grupo. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

Uncategorized

Raízen viu dívida disparar ao investir em Oxxo e etanol de segunda geração

Executivos de usinas e entidades do setor sucroenergético apontam, reservadamente, que o endividamento elevado da Raízen se deu, sobretudo, à busca de novas tecnologias para o seu negócio, como a produção de etanol de segunda geração. Nesta terça-feira (10), a companhia entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. O E2G, jargão do mercado para o biocombustível, é produzido a partir de resíduos vegetais, como o bagaço e a palha de cana-de-açúcar, e é uma aposta para a diminuição das emissões de carbono. Acontece que esse tipo de produto é tecnologicamente mais complexo e caro que o etanol de primeira geração. Além disso, o E2G tem sido deixado para trás para o etanol de milho, que tem sustentado o avanço de concorrentes da Raízen, como Inpasa e FS. Com o endividamento crescente, a Raízen, principal produtora de etanol de cana-de-açúcar no Brasil, teve de se desfazer de ativos, como uma quase centenária usina na região de Ribeirão Preto, mais tradicional polo do setor no país. O etanol de segunda geração é um combustível processado a partir de resíduos como palha, folhas e bagaço de cana, que permite a elevação da produtividade em até 50% sem aumentar o tamanho da área plantada, conforme a Raízen. O projeto é visto como emblemático, por envolver tecnologias novas e limpas, mas só uma planta inaugurada em 2024 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Guariba, no interior de São Paulo, custou R$ 1,2 bilhão. Outras unidades surgiram depois dela, como Valparaiso e Barra Bonita, ao mesmo custo. A avaliação de executivos ouvidos pela Folha é a de que o investimento foi muito agressivo, o que pressionou o caixa da companhia. A Raízen se declara como a única no mundo a produzir o biocombustível em escala comercial. Os negócios da Raízen passam por todas as etapas da cadeia produtiva de cana: produção de açúcar, etanol e bioenergia. Hoje, a companhia distribui e comercializa mais de 30 bilhões de litros de combustíveis anuais. Detém mais de 8 mil postos por meio da marca Shell. Além disso, opera 70 terminais de distribuição, atendendo aos principais aeroportos e mais de 5 mil empresas no país. Em um recorte mundial, a Raízen está presente no Brasil, Argentina, Estados Unidos, França, Alemanha e Indonésia. Antes de implementar a tecnologia de segunda geração, os resíduos eram descartados. O bagaço da cana já era usado para gerar energia, mas com o surgimento das novas plantas também passou a ser utilizado como matéria-prima, junto com a palha e outros resíduos, para a produção do etanol –num processo que inclui mais etapas, como pré-tratamento, hidrólise, separação, evaporação, fermentação e destilaria. O avanço gradual das dívidas da gigante do agronegócio fez com que ela fosse obrigada a se desfazer de negócios, como a histórica usina Santa Elisa, em Sertãozinho, na região de Ribeirão, fundada em 1936. A usina empregava 1.200 trabalhadores –dispensados sem aviso prévio, conforme o sindicato da categoria– e encerrou as atividades em julho do ano passado. A cana –3,6 milhões de toneladas– foi vendida para outras usinas. O objetivo da Raízen foi usar o R$ 1,045 bilhão arrecadado no negócio com a venda da cana própria e a cessão de contratos com fornecedores para reduzir o seu endividamento. No ano safra 2024/25 –de abril de 2024 a março do ano passado–, a Raízen obteve R$ 255,3 bilhões de receita líquida, com Ebitda ajustado de R$ 10,8 bilhões. Comercializou 34,2 bilhões de litros de combustível e produziu 5,1 milhões de toneladas de açúcar. No fim de dezembro de 2025, a empresa apresentou uma alavancagem de 5,3 vezes entre a relação dívida líquida e Ebitda. Para voltar a ser considerada uma empresa saudável, a Raízen precisaria reduzir ao menos um terço de seu endividamento, para algo próximo a R$ 24 bilhões. Parte do endividamento será resolvido com o aporte previsto de R$ 3,5 bilhões por parte da Shell e de R$ 500 milhões pelo empresário Rubens Ometto, que comandam em conjunto o negócio.HISTÓRIA A empresa é uma joint venture entre a Cosan e a Shell, e foi fundada em 2011, após uma negociação entre o empresário Rubens Ometto e a companhia britânica. Na assinatura do contrato havia uma cláusula segundo a qual depois de dez anos a Shell poderia comprar a participação da parceira de empreitada. Após um início promissor da sociedade, a cláusula foi retirada a pedido da própria Shell, revelou Ometto em sua autobiografia “O inconformista: A trajetória e as reflexões do empresário que fez da Cosan um dos maiores sucessos corporativos do Brasil” (Portfolio Penguin, 2021). “Pretendemos ficar casados com vocês para a vida inteira”, disse Ben van Beurden, CEO da Shell entre 2014 a 2022. A declaração foi em meio a um Grande Prêmio de Fórmula 1 que os parceiros acompanhavam em São Paulo. No livro, Ometto afirma que a relação entre a Cosan e a Shell na administração do ativo é cordial, mas que, como em qualquer casamento, deve-se “brigar para manter a relação viva e também para renovar o respeito que um deve ter pelo outro”. FRUSTRAÇÃO NO VAREJO Em 2019, a Raízen decidiu entrar no varejo. Por meio de uma parceria com o grupo mexicano Femsa, trouxe ao Brasil o mercado de proximidade Oxxo. A empreitada foi vista como uma distração por analistas, uma vez que não fazia parte da principal linha de atuação da empresa. A rede demandou um investimento de capital expressivo para a abertura de centenas de unidades no país, mas não teve o retorno esperado. Depois de procurar possíveis compradores para sua parte no negócio, Ometto decidiu abandonar a Oxxo. Com a recorrente queima de caixa, a joint venture entre as companhias chegou ao fim em 2025. A Femsa retomou a administração das lojas Oxxo no país, enquanto a Raízen ficou com a gestão das mais de 1,3 mil lojas Shell Select e Shell Café. A operação brasileira da Oxxo nunca atingiu o chamado ponto de equilíbrio, quando a

Uncategorized

FPA e agroindústria entram na defesa por aumento da mistura de biodiesel

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e um grupo de 43 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria (veja a lista completa no final) entregaram ao governo federal uma carta aberta pedindo a “imediata elevação do percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17%“, que hoje é de 15%. A solicitação, divulgada em meio às recentes turbulências no mercado internacional de petróleo, defende o biocombustível como uma ferramenta para reduzir a dependência externa e conter a alta dos preços. A justificativa para a pressão pelo B17, segundo o documento, se sustenta no atual cenário global. As entidades alertam que tensões geopolíticas como a guerra no Oriente Médio e oscilações bruscas nas cotações do petróleo representam um risco direto à economia brasileira. “Diante dessa conjuntura, é imperativo e estratégico fortalecer soluções internas que garantam a nossa segurança energética, a estabilidade de preços e a mitigação dos riscos de desabastecimento”, afirmam as entidades no documento. O pleito ocorre em um momento crítico para o setor produtivo, marcado pelo escoamento da safra agrícola. As organizações argumentam que o transporte rodoviário, fortemente dependente do diesel, é vital para a competitividade do país. A adoção do B17, nesse sentido, contribuiria para aumentar a oferta de combustível e aliviar a pressão sobre os custos logísticos justamente no período de pico da demanda. A capacidade instalada da indústria nacional é apontada na carta como um fator que viabiliza a mudança imediata. As signatárias destacam que há disponibilidade de matéria-prima e logística estruturada para atender à nova demanda “com segurança e rapidez”. A medida, segundo as entidades, serviria para reduzir a dependência de importação de diesel fóssil, fortalecendo a indústria local e a previsibilidade ao mercado. Uma questão é o cronograma dos estudos técnicos para validar a mistura até 25% (B25). Os ensaios nem sequer começaram. Segundo a carta, a alteração para o B17 não esbarra em questões técnicas, já que o uso do biodiesel brasileiro em patamares superiores é seguro e conta com tecnologia consolidada, sendo utilizado até mesmo em sua forma pura (B100) por algumas empresas de forma voluntária, e atestando sua confiabilidade. Contexto é de tensão global A pressão pela aceleração do cronograma de mistura não é nova e se intensificou com a recente escalada dos conflitos no Oriente Médio. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já havia enviado um ofício ao MME (Minas e Energia) defendendo a adoção do B17. A entidade cita a alta acumulada de 20% no preço do barril em um curto período e lembra dos choques de oferta durante a guerra entre Ucrânia e Rússia em 2022. “Em antecipação aos eventuais impactos à população brasileira, o avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico”, justificou o presidente da CNA, João Martins. A confederação também ponderou que, com a soja em plena safra, o biodiesel se torna uma alternativa competitiva para frear a escalada de preços para os usuários de transporte. De acordo com o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos/PR), “hoje o Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Em um cenário de instabilidade internacional, isso representa uma vulnerabilidade para a nossa economia. O agro tem capacidade de oferecer parte dessa solução, transformando biomassa em combustível e fortalecendo nossa segurança energética”. Próximos passos e tramitação A decisão final, no entanto, depende de uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), adiada pela terceira vez para 19 de março. O aumento do mandato, previsto na Lei do Combustível do Futuro, precisa do aval do colegiado para ser implementado. A expectativa do setor é que o órgão acate a solicitação, considerando o novo contexto geopolítico. A mobilização também conta com o apoio do Legislativo. No início do mês, três frentes parlamentares do agronegócio divulgaram um manifesto em que classificam a elevação para 16% (B16) como “absolutamente necessária”. Os deputados Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), Alceu Moreira (MDB/RS) e Pedro Lupion defendem que cada ponto percentual adicional de biodiesel reduz a dependência de importações e a exposição cambial, além de fortalecer a produção nacional. Segundo Lupion, “o Brasil já não é apenas uma potência produtora de alimentos. É também uma potência na produção de energia renovável. Ampliar o uso do biodiesel significa fortalecer a indústria nacional, reduzir a dependência externa e criar novas oportunidades para o setor produtivo”. A vice-presidente da FPA no Senado, senadora Tereza Cristina (PP/MS), destacou que a dependência externa do país vai além do diesel. “Nós vivemos hoje problemas com o óleo diesel e com fertilizantes. Importamos, além do diesel, quase 90% dos fertilizantes. Isso aumenta o custo de produção e pressiona o produtor rural”, afirmou a ex-ministra da Agricultura. Segundo ela, as tensões geopolíticas ampliam os riscos para o país: “a geopolítica e a geoeconomia estão na mesa todos os dias. Isso impacta diretamente o Brasil e o custo de produção no campo”.Reunião adiada previa abertura para biodiesel importado A reunião do CNPE previa originalmente uma decisão sobre a moratória das importações de biodiesel. Em 2023, o governo federal suspendeu a abertura prevista por decisão de Jair Bolsonaro (PL) e todo o biodiesel usado na mistura obrigatória precisa ser comprado de usinas nacionais. Convocada inicialmente para 12 de março, a reunião agora está agendada para 19 de março, segundo informou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Esta é a terceira tentativa de realizar a reunião do colegiado desde o fim de 2025, com encontros previstos para dezembro e fevereiro também cancelados. A possibilidade de liberar a importação de biodiesel divide o setor e o próprio governo. De um lado, associações de distribuidores e importadores defendem a medida como forma de ampliar a concorrência e beneficiar o consumidor final. Do outro, produtores nacionais e a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) alertam que a abertura pode desestimular investimentos em um setor que já opera com quase 50% de ociosidade, “o que evidencia que não há risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importado”.

plugins premium WordPress
Rolar para cima