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Petrobras tem reservas para manter produção até 2038

A Petrobras encerrou 2025 com reservas de óleo, condensado e gás natural suficientes para manter a produção por 12,5 anos, anunciou a estatal na quarta (28/1). Ao todo, a companhia chegou ao fim de dezembro com 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em reservas provadas de acordo com os critérios da US Securities and Exchange Commission.Do total, 84% correspondem a petróleo e 16% a gás natural.Ao longo do ano passado, houve um aumento de 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente nas reservas da petroleira, o que resultou num índice de reposição de 175%. Contribuíram para o crescimento as novas descobertas nas bacias de Santos e Campos, assim como o avanço no desenvolvimento do projeto de Sergipe-Águas Profundas (SEAP).O projeto em águas profundas no Nordeste tem previsão de entrada em produção em 2030 e é a principal nova fronteira de extração de gás natural no país.Vale ressaltar que a proporção de gás natural nas reservas aumentou. Ao final de 2024, correspondia a 15% do total.O crescimento nas reservas ocorreu mesmo em meio ao aumento na extração. A estatal encerrou o ano passado com uma produção média de 2,99 milhões de barris/dia de óleo equivalente, um aumento de 11% na comparação anual. O volume ficou acima da meta esperada para 2024.Entretanto, a companhia segue avançando a passos lentos em direção à continuidade do crescimento: a principal aposta para a reposição de reservas na próxima década está na Margem Equatorial, no Norte e Nordeste. Depois de anos de negociação para iniciar a atividade, a primeira perfuração exploratória em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas está parada no momento, depois de um incidente com a sonda no começo de janeiro.A perfuração poderá ser retomada somente após o aval da ANP. O órgão regulador agendou uma auditoria para o dia 9 de fevereiro. Autor/Veículo: Eixos

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Banco Central mantém Selic em 15% ao ano pela 5ª vez

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve inalterada nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta reunião seguida. Apesar da decisão conservadora, tomada por unanimidade, indicou que prevê dar início ao ciclo de queda da Selic no encontro seguinte, em março. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o colegiado do BC no comunicado. O comitê evitou sinalizar qual será a intensidade dos próximos movimentos, dizendo que “o compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo”. Segundo ele, essa definição dependerá da evolução de fatores (sem especificar quais) que darão maior confiança de que a meta de inflação será atingida à frente. Hoje o BC tem o terceiro trimestre de 2027 como alvo. Ao justificar a decisão de calibrar o nível da Selic, o comitê falou em efeitos “mais evidentes” da política de juros e reconheceu que houve arrefecimento da inflação. Repetiu a avaliação de que a estratégia em curso, de Selic elevada por período prolongado, tem se mostrado adequada para levar a inflação ao objetivo perseguido. Mesmo tendo amenizado o tom, voltou a dizer que o cenário, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política de juros. No mercado financeiro, a expectativa majoritária dos economistas era de manutenção dos juros no atual patamar. Levantamento feito pela Bloomberg mostrava que, entre 35 instituições consultadas, 32 projetavam que a Selic ficaria em 15% ao ano. Nas últimas semanas, grandes bancos revisaram seus cenários e passaram a apostar em cortes a partir de março. Já uma parcela minoritária dos agentes continuou esperando que o ciclo de flexibilização da taxa básica ocorresse já na reunião inaugural do ano. O encontro desta quarta teve quórum reduzido, uma vez que ainda não foram anunciados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) os substitutos dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), cujos mandatos terminaram em 31 de dezembro de 2025. A decisão do Copom sustentou o atual diferencial entre os juros do Brasil e dos Estados Unidos. Mais cedo, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) interrompeu o ciclo de cortes, apesar da pressão do presidente Donald Trump, e manteve as taxas estáveis na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano. Para o comitê, o ambiente externo se mantém incerto devido à política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, disse. No Brasil, o colegiado do BC optou por uma decisão conservadora, apesar da pressão do governo Lula e dos setores produtivos pela queda dos juros. No comunicado, o Copom argumentou que as expectativas continuam distantes da meta de inflação, as projeções de inflação seguem elevadas, a atividade econômica ainda mostra resiliência e há pressões do mercado de trabalho sobre os preços. “O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, acrescentou. A Selic ficou estacionada ao longo de todo o segundo semestre do ano passado, depois de um ciclo de alta que durou de setembro de 2024 a junho de 2025. Ao longo dessa trajetória, a taxa básica acumulou elevação de 4,5 pontos percentuais, subindo de 10,5% para 15% ao ano –patamar mais alto desde julho de 2006. Como reflexo do cenário de juros elevados por período prolongado, a inflação perdeu força em 2025 e fechou o acumulado do ano em 4,26%, abaixo do teto da meta perseguida pelo BC. Foi o menor índice para um ano fechado desde 2018, quando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou variação de 3,75%. O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). No cenário de referência do Copom, a projeção de inflação para este ano caiu ligeiramente de 3,5% para 3,4%. Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o colegiado já trabalha com a inflação do terceiro trimestre de 2027 na mira. A estimativa do comitê nesse horizonte de tempo ficou em 3,2%, ao redor do centro da meta. As expectativas dos economistas para inflação, contudo, estacionaram longe do centro da meta no médio prazo. Segundo os dados coletados pelo boletim Focus, divulgado na última segunda (26), os analistas projetam que o IPCA feche 2027 em 3,8% e termine 2028 em 3,5%. Ambas as projeções não sofreram alteração nas últimas 12 semanas. Foram apontados pelos economistas como motivo de cautela o ambiente de incerteza na política doméstica, a volatilidade do cenário global e a resiliência da economia brasileira. Ao analisar o cenário doméstico, o colegiado do BC ressaltou que os indicadores mostram moderação no crescimento da atividade econômica, mas sinais de resiliência do mercado de trabalho. A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, renovando a mínima da série histórica iniciada em 2012. O comitê não fez alterações no balanço de riscos para inflação. Entre os fatores que puxariam os preços para cima, destacou a chance de a inflação de serviços se mostrar mais perseverante em função de um hiato do produto mais positivo (quando a economia opera acima do seu potencial e sujeita a pressões inflacionárias). Nessa mesma direção, indicou a possibilidade de as expectativas de inflação seguirem distantes da meta por período mais prolongado do que o esperado e possíveis impactos provocados por políticas econômicas dentro e fora do Brasil, como um câmbio depreciado de forma mais persistente.

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Raízen pode aumentar capital em US$ 1,5 bi

O aumento de capital da Raízen, que está em processo de reestruturação, é estimado por fontes de mercado entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão (R$ 5,3 bilhões a R$ 7,9 bilhões). No entanto, as origens dos recursos para se chegar a esse montante ainda não estão claras. Apesar do discurso inicial da Cosan, controladora da Raízen ao lado da Shell, de que os recursos de seu próprio aumento de capital, realizado no ano passado, não seriam utilizados na Raízen, o texto da segunda oferta de ações feita na ocasião tem uma cláusula que permite a destinação de recursos para a subsidiária, o que daria à holding a liberdade de colocar R$ 1,4 bilhão (US$ 265 milhões) na investida. A sócia Shell, porém, não teria apetite para colocar um valor muito superior a este na companhia. A leitura é de que o investimento seria de difícil justificativa para a sede da Shell, em Londres. Além disso, no caso de adquirir uma fatia maior, a empresa britânica poderia passar a consolidar a dívida da Raízen em seu próprio balanço, o que não seria interessante. Nesse caso, se as duas sócias aportassem valores próximos, ainda seria preciso contar com outros investidores para dobrar o valor e chegar à faixa mínima pretendida de US$ 1 bilhão. Etanol de cana vem perdendo vantagem para o de milhoA dificuldade para buscar mais investidores, por sua vez, está também na tese de investimentos da companhia, que tem seu negócio fincado no etanol de cana de açúcar. O combustível vem perdendo vantagem para etanol de milho que, por sua vez, avança na região Centro-Oeste, com mais de uma safra no ano e melhores condições de armazenagem, o que torna o preço mais estável. Além disso, a chance de a Petrobras escolher essa região de plantio de milho para entrar no negócio de etanol – pelo qual já manifestou interesse – dificultaria o mercado da Raízen.De todo modo, ainda que a capitalização atinja o valor pretendido, de até US$ 1,5 bilhão, fontes apontam que o processo para equacionar o passivo da Raízen talvez ainda tome todo o ano de 2026. “É um processo complexo, porque envolve venda de ativos e a questão do aumento de capital, que por sua vez envolve sócios complexos, incluindo um estrangeiro (Shell), [o empresário Rubens] Ometto e o próprio BTG Pactual”, disse uma das fontes ouvidas. O BTG participou do aumento de capital da Cosan.A venda de ativos na Argentina, no entanto, estaria avançada, praticamente na fase final, com a perspectiva de trazer cerca de R$ 10 bilhões (US$ 1,9 bilhão) para a companhia. Os dois movimentos, de aumento de capital, mais a venda de ativos na Argentina, somariam algo entre R$ 15 bilhões e R$ 17 bilhões (US$ 2,8 bilhões a US$ 2,3 bilhões) para a Raízen, mas a companhia soma uma dívida líquida de mais de R$ 50 bilhões (US$ 9,5 bilhões), com alavancagem de 5,1 vezes (dívida líquida sobre o resultado operacional dos últimos 12 meses). Ou seja, ainda há um trabalho importante a ser feito.Com a palavraA Shell afirmou que a entrada de novos sócios é necessária para que se chegue a uma solução para a Raízen, empresa na qual é sócia junto com a Cosan. Em nota à Coluna, a companhia britânica afirmou que “continua aberta a avaliar alternativas que sejam balanceadas e equilibradas entre os acionistas, incluindo o necessário esforço de atração de novos investidores”. “Está claro que a entrada de novos investidores é necessária para chegarmos a uma solução que seja robusta e sustentável”, diz a Shell. “Os acionistas têm discutido soluções para a posição de alta alavancagem da Raízen, incluindo potenciais planos de aporte de capital adicional e a possibilidade de se trazer novos investidores para a joint venture”, complementa a companhia A nota diz ainda que a Shell “está ativamente envolvida no apoio ao time executivo da Raízen para endereçar os desafios operacionais e financeiros da companhia”. Esse suporte, segundo a acionista europeia, inclui participação ativa em discussões sobre iniciativas de reestruturação, desinvestimento de ativos, programas de redução de custo, desenvolvimento e avaliação de planos de negócio, tanto de curto quanto de longo prazo. Procurada, a Raízen não comentou. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Carro elétrico foi sabotado? Entenda a ação que acusa petrolíferas de cartel nos EUA

A procuradora-geral do Estado de Michigan (EUA), Dana Nessel, ingressou com uma ação antitruste contra diversos representantes da indústria petrolífera no país. O processo aponta que as empresas fizeram cartel para conter o avanço de carros elétricos. Trata-se de ação coordenada entre empresas concorrentes para fixar preços, dividir fatias de mercado ou combinar estratégias. A postura anticoncorrencial, no caso, teria como objetivo limitar a oferta de energia para recarga dos veículos. A resposta da indústria de petróleo Por um lado, a American Petroleum Institute classificou o processo como infundado. Segundo a empresa, a decisão sobre a política energética deveria ser tomada pelo congresso, não por tribunais. Já a Chevron disse que ações semelhantes foram rejeitadas em outros estados e que Michigan ainda é dependente de combustíveis fósseis, tanto para locomoção, como para geração de emprego e renda. Atraso na oferta de recarga para carros elétricos Em um documento de mais de 100 páginas, Nessel descreve uma suposta estratégia para conter o avanço de tecnologias limpas. Dentre as ações, ela destaca o atraso proposital na instalação de carregadores em postos de combustíveis, a postergação de projetos de eletrificação e até mesmo a disseminação das famosas “fake news”, ou seja, campanhas de desinformação sobre veículos elétricos e energia renovável. O texto afirma ainda que essas práticas afetam o mercado de energia primária como um todo e, sem essa intervenção, os carros elétricos já teriam alcançado novos patamares, ajudando inclusive na redução de custos para os consumidores e para o governo. Apesar de outras iniciativas que já tentam relacionar a indústria do petróleo à crise climáticas, essa é uma das únicas que visa aplicar a lei antitruste nesse contexto. O que é antitruste Também conhecido como direito de concorrência, a lei “antitruste” visa evitar que grandes conglomerados obtenham o monopólio de um determinado setor. Ela proíbe práticas anticompetitivas na intenção de promover a concorrência leal, evitar abuso de poder no mercado e garantir melhorias competitivas em preço e inovação. Sendo assim, a ação protocolada por Nessel supõe que as grandes empresas de energia estão manipulando o mercado em conjunto e prejudicando a livre-concorrência. O que dizem as montadoras O mercado parece dar alguns passos para trás. Depois de anos de acelerada expansão dos elétricos, agora, as montadoras indicam que voltarão a investir em veículos à combustão. General Motors, Stellantis e Ford afirmam que o movimento é apoiado nas escolhas dos consumidores e que a demanda dos veículos elétricos foi abaixo da esperada. Contexto político trava evolução do carro elétrico Apesar de parecer um contrassenso, o recuo da aposta nos elétricos não é – necessariamente – uma surpresa. Desde o início do novo mandato federal nos Estados Unidos, foram realizadas várias ações que desfavorecem a expansão de novas tecnologias, como: a reversão das regras de eficiência energética, corte de subsídios à infraestrutura de recarga e eliminação de créditos fiscais para carros elétricos. Autor/Veículo: Jornal do Carro

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Petrobras descobre 1,7 barril para cada um produzido e expande reservas em 6%

A Petrobras ampliou em 6% suas reservas de petróleo e gás em 2025, atingindo a marca de 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente. O aumento, de 1,7 bilhão de barris em relação ao ano anterior, mais do que compensou a produção de um bilhão de barris no ano. Isso significa que, para cada barril produzido, a Petrobras descobriu novos 1,7 barril de petróleo e gás. A adição de novas reservas ocorreu principalmente em campos gigantes já em produção no pré-sal, como Tupi, Itapu e Mero. Mas também há reflexos do avanço de projetos na bacia de Sergipe-Alagoas, que foram descobertos nos anos 2010 mas até hoje não iniciaram operações. Em nota, a estatal afirmou que a adição significativa de novas reservas é reflexo do foco na geração de valor para a sociedade e acionistas, e da busca por “garantir a segurança energética necessária para o desenvolvimento sustentável do país e para uma transição energética justa”. A companhia defendeu, porém, que “é essencial seguir investindo na maximização do fator de recuperação dos ativos já descobertos, na exploração de novas fronteiras e diversificação do portfólio exploratório no Brasil e no exterior para repor as reservas de petróleo e gás”. A estatal e área energética do governo venceram em 2025 uma disputa com técnicos do Ibama (Instituto do Meio Mabiente e Recursos Naturais Renováveis) pela autorização do primeiro poço exploratório em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas. Como argumento principal, alegaram que a produção do pré-sal tende a entrar em declínio a partir da próxima década, o que poderia levar o Brasil novamente à condição de importador de petróleo. Hoje, o país exporta mais de metade da sua produção. O argumento é questionado por organizações ambientalistas, que na manhã desta quarta-feira (28) entregaram documento ao governo propondo cronograma para o fim dos leilões de petróleo no país e a criação de zonas de exclusão para a atividade. “Temos visto a Petrobras descobrir novas reservas todos os anos. Então, o pré-sal não está em declínio, ele vai crescer”, disse em entrevista Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara. Para as organizações, a Petrobras deveria deixar de perseguir a maximização da produção e passe a operar sob o princípio da produção mínima necessária, utilizando campos já existentes para atender à demanda doméstica. Na nota divulgada nesta quarta, a Petrobras diz que, ao fim de 2025, a relação entre reservas provadas e produção estava em 12,5 anos. Isto é, mantendo o ritmo de produção atual e sem nenhuma nova descoberta, o país tem petróleo até 2038. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou em dezembro a elaboração de diretrizes para um mapa do caminho para o fim do consumo de combustíveis fósseis no país. O trablaho deve ser concluído até o início de fevereiro. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Entraves comprometem competividade do etanol frente a gasolina; saiba mais – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

Estudo do Esalq-Log revela que a cadeia logística do etanol combustível no Brasil tem evoluído com a diversificação de modais e aumento da eficiência operacional. No entanto, entraves tributários e estruturais ainda comprometem a competitividade do biocombustível frente à gasolina. A pesquisa faz parte da Série Logística do Agronegócio – Oportunidades e Desafios (Volume 9) e analisou detalhadamente as etapas de transporte e armazenagem do etanol no país. O levantamento mostra que, embora o transporte rodoviário continue predominando, sua participação caiu de 82% em 2019 para 71% em 2024. Clique aqui para acesar o estudo na íntegra. Em contrapartida, houve aumento no uso de dutovias (de 8% para 14%) e ferrovias (de 6% para 10%), refletindo avanços na intermodalidade e na busca por eficiência logística e energética.Desafios da integração logística entre regiões produtoras e consumidoras Ao Portal do Agronegócio, Thiago Guilherme Pêra, pesquisador da Esalq e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, destaca que a logística do etanol é uma das mais complexas do agronegócio brasileiro. “O etanol conecta polos produtores concentrados no Centro-Sul e Centro-Oeste a mercados consumidores distantes. Por isso, a intermodalidade é essencial para ganhos de eficiência”, afirma Pêra. O estudo destaca que, apesar dos ganhos operacionais e ambientais da matriz logística mais diversificada, o sistema ainda depende de altos investimentos em infraestrutura e de melhor coordenação entre usinas, comercializadoras e distribuidoras.Tributação sobre transporte e armazenagem eleva custos Um dos principais entraves apontados pelo relatório é o impacto do regime monofásico do PIS e Cofins sobre os serviços de frete e armazenagem. Embora o modelo simplifique a arrecadação tributária, ele gera acúmulo de créditos fiscais para as comercializadoras de etanol, que não conseguem compensar ou ressarcir esses valores. O problema afeta principalmente as despesas logísticas, criando uma distorção no custo operacional do setor. Impacto da Tributação e Créditos Fiscais De acordo com simulações do estudo, a não recuperação desses créditos pode aumentar o preço do etanol em até R$ 0,10 por litro, dependendo do trajeto e do modal utilizado. “O impacto não está apenas no valor, mas no efeito sistêmico: os modais mais sustentáveis acabam sendo penalizados por uma estrutura tributária que desestimula a intermodalidade”, explica Pêra. Essa distorção contraria, segundo o pesquisador, as metas de descarbonização e mobilidade de baixo carbono defendidas por políticas públicas federais.Competitividade do etanol depende de ajustes fiscais Apesar do avanço logístico e do aumento da eficiência operacional, o Esalq-Log conclui que o setor ainda necessita de reformas tributárias específicas para se manter competitivo no mercado nacional e internacional. Os ajustes no tratamento fiscal são considerados essenciais para garantir previsibilidade, reduzir custos e fortalecer o papel estratégico do etanol na transição energética brasileira, especialmente diante do avanço de combustíveis fósseis e das novas demandas por sustentabilidade. Autor/Veículo: Jornal Cana

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Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) corte de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás encanado do país. Os novos preços passam a valer no dia 1º de fevereiro, e o repasse ao consumidor final depende dos contratos de concessão de cada estado. O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm rede de distribuição do combustível. O uso no transporte, setor em que é conhecido como GNV (gás natural veicular), também é relevante. Os contratos de venda de gás da Petrobras para distribuidras preveem reajustes trimestrais de acordo com a variação dos preços internacionais do petróleo. No início de 2026, alguns contratos passaram a ser indexados pelo preço do gás natural no principal ponto de venda do produto nos Estados Unidos. O novo indexador foi proposto pela estatal ainda em 2021, com o objetivo de oferecer um contrato com maior previsibilidade do que aqueles que variam de acordo com os preços do petróleo. Na época, o preço do gás no Brasil disparava com a recuperação do petróleo após o período mais duro da pandemia. Pouco antes da divulgação dos novos contratos, a Petrobras havia anunciado aumento médio de 39% no preço de venda às distribuidoras para o trimestre entre maio e julho, movimento que teve grande peso também da desvalorização cambial. O percentual foi considerado “inadmissível” pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). “Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?”, questionou ele na ocasião. Em nota, a Petrobras ressaltou que “o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens”. Em alguns estados, como São Paulo, o repasse é feito na data de aniverário do contrato. No Rio de Janeiro, por outro lado, é imediato. Responsável pela distribuição no estado, a Naturgy informou que as tarifas cairão até 12,5% (valor par apostos de GNV na região metropolitanda da capital). Clientes residenciais terão corte médio de 4,4%, Para o comércio o corte varia entre 4,6% e 5,2% e para a indústria, de 10,2% a 11,6%. “A redução vai beneficiar cerca de um milhão de clientes nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV. Hoje, o Rio de Janeiro é líder em GNV no país, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados”, disse a companhia. A Petrobras afirmou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do gás natural às distribuidoras é de 38% —incluindo o efeito da redução de fevereiro. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Mover: o que muda no preço e na tecnologia do seu carro até 2030

O governo federal acaba de regulamentar aspectos essenciais da atual política automotiva, o Mover (Mobilidade Verde e Inovação). Até 2030, os carros vendidos no Brasil terão de apresentar melhora de 8% a 12% na eficiência energética — aspecto que leva em conta o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono. O cálculo consolidado é da Bright Consulting, já que o modelo desenvolvido pelo governo é complexo justamente para englobar as diferentes tecnologias de combustão oferecidas no país. A política automotiva leva em conta veículos a combustão, carros flex, movidos puramente a etanol e, ainda, modelos com diferentes níveis de eletrificação. Por um lado, o Mover exige evolução tecnológica, o que pode gerar mais custos para as montadoras e um preço mais alto para o consumidor. Por outro, o governo oferece descontos de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) conforme as empresas alcançam as metas de eficiência. Isso pode resultar em manutenção ou, quem sabe, redução dos preços. A seguir, o Jornal do Carro decifra os principais pontos do Mover e revela como o programa pode mudar o veículo que você dirige: 1- Impacto no preço do carro Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, avalia que ainda é cedo para prever se os carros vão ficar mais caros. No entanto, modelos que atenderem plenamente ao programa devem receber mais incentivos tributários, com redução de IPI, tornando-se mais competitivos. “Carros mais eficientes e tecnologicamente alinhados tendem a ficar relativamente mais competitivos, enquanto modelos menos eficientes podem encarecer ou perder espaço”, observa. Além disso, o acirramento da competição, com a chegada de novas marcas, reduz a margem para aumentos: pela primeira vez em cinco anos, o tíquete médio dos veículos novos subiu menos que a inflação. 2- Eficiência energética acumulada chega a 45% Desde 2012, com o Inovar-Auto, a indústria brasileira segue metas de eficiência. Com o Mover, a melhoria acumulada deve chegar a 45% em 18 anos (2012-2030). Para quem dirige, isso se traduz em automóveis que andam mais gastando menos energia. Além da economia no bolso, o resultado é uma redução consistente na emissão de poluentes. 3- Brasil pioneiro: do “Poço à Roda” O Brasil é pioneiro ao criar um programa que engloba diversas tecnologias de propulsão sob o cálculo “do poço à roda”. A conta considera tanto o consumo e as emissões do carro quanto a pegada de carbono da geração da energia (seja etanol, gasolina ou eletricidade). Isso evita distorções, como considerar “limpo” um carro elétrico carregado por energia gerada em usinas de carvão. 4- Salto em segurança e tecnologias ADAS Além da eficiência, o Mover impõe a adoção de sistemas mais modernos de segurança. Segundo Marcus Vinícius Aguiar, presidente da AEA – Associação de Engenharia Automotiva, o consumidor encontrará veículos com tecnologias de assistência ao motorista (ADAS) de série em mais categorias. Itens como frenagem automática e alerta de colisão deixam de ser luxo para virar requisito de projeto, elevando o padrão de proteção nas ruas brasileiras. 5- O que o consumidor pode esperar? Para os especialistas, o Mover é positivo. As fabricantes precisarão investir em eletrificação e motores mais eficientes para alcançar as metas. Até 2030, o brasileiro encontrará nas lojas uma oferta mais sofisticada, com integração entre sistemas elétricos e eletrônicos e melhor controle de energia. Autor/Veículo: Jornal do Carro

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Royalties: valores referentes à produção de novembro foram distribuídos hoje a estados e municípios

Foram concluídas hoje (27/01) todas as etapas da operacionalização da distribuição de royalties pela ANP, relativos à produção de novembro de 2025, para os contratos de partilha de produção. O valor de partilha repassado diretamente aos estados foi de R$ 522.505.886,62, enquanto os municípios receberam R$ 677.102.192,99. Em termos de número de beneficiários, os repasses foram feitos a 546 municípios e três estados. Com isso, nesta data, encerram-se os repasses totais diretamente aos entes beneficiários referentes aos contratos tanto de partilha de produção quanto de concessão e cessão onerosa (ocorridos no dia 22/01), relativos à produção de novembro de 2025. O montante total de royalties da produção de novembro de 2025 dos regimes de concessão, cessão onerosa e partilha destinados aos municípios, estados e União foi de R$ 4,38 bilhões. Os valores detalhados de royalties por beneficiário, incluindo os dados históricos, estão disponíveis na página Royalties. Os dados relativos ao mês corrente estão sendo consolidados e serão publicados em breve na mesma página. A atribuição da ANP na distribuição de royalties A ANP é responsável por calcular, apurar e distribuir os royalties aos entes beneficiários (União, Estados e Municípios). Os royalties são distribuídos aos beneficiários segundo diversos critérios estabelecidos na Lei nº 7.990/1989 e Decreto nº 1/1991 (distribuição da parcela de 5% dos royalties), e Lei nº 9.478/1997 e Decreto nº 2.705/1998 (distribuição da parcela acima de 5% dos royalties). A Agência preza pela ampla transparência quanto aos recursos distribuídos aos entes beneficiários, bem como pela execução criteriosa das etapas operacionais intrínsecas à complexa atividade de distribuição de royalties, em âmbito nacional, à União, estados e municípios, conforme competências estabelecidas na legislação vigente. Não há data estabelecida para o pagamento dos valores referentes aos royalties, de acordo com a legislação aplicável. Apesar disso, a ANP está empenhada em fazer com que as receitas decorrentes dos royalties cheguem aos beneficiários no menor tempo possível. Os valores e datas dos depósitos, bem como respectivos beneficiários, podem ser consultados no sítio eletrônico do Banco do Brasil. Para Royalties, no campo Fundo, selecione “ANP – ROYALTIES DA ANP”. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Preço do etanol segue firme, enquanto cotação do açúcar cai

As cotações do etanol continuam firmes no Estado de São Paulo, apesar da baixa liquidez nos negócios, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A proximidade do recesso de Carnaval também tem dado suporte aos preços e pode gerar negócios adicionais neste período. De 19 a 23 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 3,0871 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 0,52% sobre a semana anterior. Para o anidro, o indicador subiu 1,33%, a R$ 3,5377 por litro. De modo geral, segundo o Cepea, a demanda teve leve retração na semana passada, enquanto a oferta seguiu limitada. Vendedores continuam negociando quantidades menores, na expectativa de preços mais altos nas próximas semanas. Quanto à demanda, chegou a “esfriar” um pouco nos últimos dias, já que boa parte dos compradores segue focada na retirada de produto adquirido anteriormente a cotações inferiores às praticadas atualmente. Açúcar Já os preços do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista. De 19 a 23 de janeiro, o indicador Cepea/Esalq teve média de R$ 104,38 a saca de 50 quilos, recuo de 1,56% em relação ao período anterior. Segundo agentes consultados pelo Cepea, apesar da demanda relativamente estável ao longo da semana, as baixas foram influenciadas principalmente pelo fato de as negociações no mercado de balcão terem envolvido maior volume de açúcar de menor qualidade. Ofertantes têm limitado a oferta do produto de maior qualidade, à espera de recuperação nos preços. Autor/Veículo: Globo Rural

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