20 de maio de 2026

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Fim da escala 6×1 pode ampliar escassez de mão de obra em regiões mais produtivas do país, diz estud

A discussão sobre a redução da jornada semanal de trabalho, de 44 para 40 horas, pega o Brasil em um momento de pleno emprego, o que pode pressionar as contratações nas regiões mais produtivas do país: Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Nessas localidades o estoque de desocupados não consegue suprir a necessidade de reposição extensiva de mão de obra que a proposta vai gerar, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, no contexto atual de taxas de desemprego na mínima histórica. Os efeitos da mudança são apontados pelo professor do Ibmec e CEO da Quantivis Analytics, José Ronaldo de Souza, que fez uma radiografia regional das consequências da medida. Segundo ele, o principal efeito não é o corte de horas em si, mas a heterogeneidade regional do mercado formal de trabalho. O estudo mostra que o corte na jornada vai resultar na necessidade de contratação de 5,1 milhões de trabalhadores de postos equivalentes a 40 horas contra um estoque de 6,3 milhões de desocupados, ou seja, uma proporção alta do estoque. No entanto, quando se analisa o mapa do trabalho por divisões geográficas, 35,6% dos estratos, sobretudo nas regiões Sul e Centro-Oeste, teriam demanda superior ao estoque. — A reposição extensiva é mecanicamente inviável apenas com a mão de obra desempregada local — afirmou Souza. O estudo considerou um universo de 28,9 milhões de trabalhadores formais com jornada semanal acima de 40 horas no principal vínculo. Considerando que esses trabalhadores equivalem a 28,3% dos ocupados e 45,5% dos formais, a jornada média desse grupo é de 47,1 horas por semana. Também tem como premissa que a produtividade horária do trabalho se mantém constante, de modo que cada hora perdida precisa ser reposta. — O ideal seria tentar primeiro medidas que induzam uma melhora de produtividade e, em um segundo momento, quando houver folga no mercado de trabalho e menor taxa de juros, flexibilizar a jornada de forma paulatina — disse Souza. Para analisar os efeitos em todo o país, o levantamento traça um mapa com 146 áreas para mostrar onde estão os trabalhadores com carga acima de 40 horas semanais e, portanto, as áreas que serão mais pressionadas. Entre elas, o eixo Sinop/Sorriso/Rondonópolis (MT) e os estratos norte e leste do estado, considerados economias agroindustriais. Outra área fica no estado de Santa Catarina, como Vale do Itajaí e localidades do cinturão suíno do Rio Grande do Sul e da produção de calçados. Região Metropolitana de BH Também se destacam o entorno metropolitano de Belo Horizonte, o triângulo mineiro e o sul de Minas Gerais, onde a base industrial, a mineração, o agro e os serviços são avançados. O levantamento aponta também que a redução da jornada sem corte de salário vai gerar aumento médio do custo por hora formal de trabalho de 17,75%, podendo chegar a 22% nos segmentos de alojamento, alimentação, transporte, armazenagem e correio. Corte de jornada pode atrair mão de obra, diz pesquisadora Por outro lado, a economista Carla Beni Menezes de Aguiar, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), vê a redução da jornada semanal como uma forma de as empresas atraírem trabalhadores que estão fora do mercado no formato atual e poderiam ficar atraídas por vagas com duas folgas semanais garantidas, por exemplo. Ela aponta empresas de setores intensivos em mão de obras, como o comércio e os serviços, que evidenciaram isso ao adotar voluntariamente a escala 5×2, elevando a atração de talentos e reduzindo a rotatividade nas posições. — Eu diria que essa aprovação está atrasada porque temos vários exemplos, até redes de varejo, de supermercados com mais de 8 mil funcionários, que usam a escala 5×2, e eles estão com ganho de produtividade. As empresas que já fizeram estão contratando com maior produtividade e, mais importante, com menor rotatividade no emprego. Autor/Veículo: O Globo

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Petróleo fecha em queda com otimismo sobre possível acordo de paz entre EUA e Irã

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira, 19, em meio ao otimismo dos investidores com um possível acordo de paz entre os EUA e o Irã, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter adiado ataques ao país persa previstos para esta terça. O petróleo WTI para junho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 0,22% (US$ 0,23), a US$ 104 15 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 0,73% (US$ 0,82) a US$ 111,28 o barril. No pregão eletrônico após o fechamento, contudo, o WTI virou para o positivo e o Brent arrefeceu queda em meio a notícias do Wall Street Journal de os EUA apreenderam um petroleiro ligado ao Irã no Oceano Índico e de que mediadores estão vendo pouco progresso nas negociações. Apesar de ter voltado atrás nos ataques à Teerã, Trump enfatizou nesta tarde que uma nova ação miliar pode ocorrer até o início da próxima semana, se um acordo não fechado com o país persa. Segundo ele, os aliados do Golfo pediram mais tempo para abrir espaço para as negociações com o Irã. Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores Kazem Gharibabadi afirmou que os EUA estão chamando a recente “ameaça” ao país de “oportunidade de paz”. Apesar da baixa na sessão, a falta de progresso nas negociações de paz está mantendo os preços do petróleo elevados. Há uma sensação de frustração pelo fato de não haver uma ruptura no impasse e nenhum caminho claro para um acordo para acabar com a guerra, diz Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB. Enquanto isso, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está discutindo a possibilidade de ajudar navios a passarem pelo bloqueado Estreito de Ormuz, caso a via navegável não seja reaberta até o início de julho, segundo a Bloomberg. A Forex.com relembra que os preços da commodity recuaram muito pouco em relação aos seus recentes picos, sendo improvável que qualquer movimento significativo seja visto contra as tendências predominantes até que as negociações permitam a reabertura de Ormuz. No radar dos altos preços dos combustíveis, a administração Trump está trabalhando com o Congresso para suspender os impostos federais sobre gasolina e diesel, de acordo com a Bloomberg. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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Alta do petróleo eleva arrecadação federal em R$ 8,5 bi ao mês e supera gastos com subvenções

Alta do petróleo eleva arrecadação federal em R$ 8,5 bi ao mês e supera gastos com subvenções O governo federal terá um aumento na arrecadação administrada de R$ 8,5 bilhões ao mês devido à alta internacional do preço do petróleo pela guerra do Oriente Médio, indicou o Boletim MacroFiscal do Ministério da Fazenda, divulgado na segunda-feira (18/5). Veja o documento na íntegra em .pdf. As projeções indicam que o aumento esperado da arrecadação mais do que compensa as medidas adotadas para suavizar o impacto da alta sobre os consumidores, que custam R$ 6,2 bilhões mensais. Em evento para anúncio de investimentos da Petrobras na segunda (18/5), o presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil “talvez seja o país que esteja com o combustível mais barato”, em meio à guerra. Autor/Veículo: Eixos

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Atraso na subvenção do diesel pode reduzir importações, dizem empresas do setor

Importadoras privadas de combustíveis se queixam do atraso nos pagamentos do governo pela subvenção sobre as vendas de diesel. Segundo associação do setor, empresas dizem que as incertezas podem comprometer importações futuras. O prazo para o pagamento do primeiro período da subvenção, referente a vendas do combustível em março, venceu no fim de abril sem qualquer parcela paga, segundo a Folha antecipou. Na semana que vem, vence o prazo para pagamento sobre as vendas de abril. “Não saiu nada ainda e nem há previsão de quando vai sair”, afirma Sérgio Araújo, presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que reúne dez empresas do setor. “Esse dinheiro faz falta no caixa”. Na primeira fase da subvenção, o governo se comprometeu a pagar R$ 0,32 por litro a empresas que vendessem o diesel abaixo de um preço-teto estabelecido pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Nas fases seguintes, são R$ 1,52 por litro. Araújo diz que as empresas já venderam o produto abaixo do preço de custo e precisam recuperar a perda. Em um navio de 50 milhões de litros, por exemplo, são R$ 75 milhões que deixam de entrar no caixa dos importadores. “Não é todo mundo que tem isso disponível no caixa”, afirma o presidente da Abicom. “Já tem associado dizendo que vai ter que parar de importar.” As importações privadas ganharam relevância no abastecimento brasileiro, passando de cerca de 10% para cerca de 20% do volume total de diesel A (sem adição de biodiesel) vendido às distribuidoras de combustíveis no país. Os programas de subvenção foram anunciados pelo governo Lula em meio à escalada dos preços de petróleo devido à guerra no Irã. De acordo com dados da ANP, as maiores empresas desse segmento dobraram os volumes comprados no exterior para compensar a saída da Petrobras das importações —a estatal preferiu focar em produzir diesel em suas refinarias. “No fim do dia, quem está garantindo as importações são as empresas privadas”, disse Araújo. “A falta de pagamento da subvenção pode reduzir importações e prejudicar o abastecimento nacional.” Procurada, a assessoria de imprensa da ANP não havia comentado o assunto até a publicação desse texto. No início do mês, a agência disse que precisava concluir convênio com a Receita Federal para ter acesso a informações fiscais das empresas habilitadas a receber a subvenção. Na semana passada, o Ministério da Fazenda disse que os dados já haviam sido liberados. Incertezas em torno da subvenção ao diesel ainda deixam de fora do programa algumas grandes empresas de combustíveis do país, como as distribuidoras Ipiranga e Raízen, segunda e terceira maiores do segmento. O governo vem recuando em medidas contra as empresas para tentar melhorar a atratividade, mas ainda não obteve sucesso. Na semana passada, por exemplo, reviu decreto que determinava a divulgação mensal de margens de lucro das distribuidoras. Não há novas adesões ao programa de subvenção desde meados de abril. Até o momento 17 empresas se habilitaram para receber o ressarcimento sobre as vendas de diesel. Outras duas se habilitaram no programa do gás de cozinha. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Câmara adia relatório da PEC 6×1 por divergência sobre período de transição

A divulgação do parecer sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6×1, prevista para esta quarta-feira (20), foi adiada para segunda (25) por divergências entre o governo Lula (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator do projeto, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), em torno de alguns pontos do texto, como o período de transição. A PEC reduzirá a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, mas o governo defende a diminuição imediata ou uma transição mais rápida, enquanto os deputados do centrão querem um período de transição mais longo, de pelo menos quatro anos. A reunião para definir essa regra ocorreu na noite desta terça (19) entre Motta, Prates e os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, além do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e deputados do PT. No entanto, não houve acordo e os parlamentares decidiram adiar a apresentação do relatório para debater mais. “O essencial está decidido, os detalhes são absolutamente menores”, afirmou o líder do governo, Paulo Pimenta. De acordo com o relator, a mudança não afeta o calendário. “Arrancamos o compromisso do presidente Hugo Motta de que, assim que votarmos na comissão, ele votará em seguida no plenário”, disse Prates. O objetivo é concluir a aprovação da PEC na Câmara ainda em maio. Prates afirmou que já está definido que haverá uma redução gradual da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, sem redução de salários e com dois dias de folga por semana, um preferencialmente aos domingos. Com isso, ficará proibida a escala de 6 dias de trabalho com apenas um de descanso (a 6×1). Também está decidido que a escala de categorias específicas será regulamentada posteriormente em lei ou por convenções e acordos coletivos, como para jornadas de 12 horas de trabalho para 36 de descanso, caso dos profissionais da saúde e segurança pública. Haverá também um limite de horas mensais, para ajustes da escala. Dessa forma, o trabalhador poderá fazer ajustes. Os demais pontos, como formas de mitigar o impacto para os custos das empresas e o tratamento dos micro e pequenos empresários, ainda serão debatidos ao longo da semana. Motta resistia à redução da jornada de trabalho ano passado, mas decidiu encampar a proposta este ano e liderar a aprovação de uma PEC após o governo Lula indicar que mandaria um projeto de lei sobre o assunto. O texto está em debate desde fevereiro, sob críticas de empresários que argumentam que haverá aumento de custos e consequente repasse nos preços para a população. A oposição também atacou a proposta e indicou que votará contra a redução da jornada. O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou nesta terça que a discussão sobre o fim da escala 6×1 é legítima, porém “inoportuna e eleitoreira”, e defendeu a remuneração por horas trabalhadas com manutenção de direitos trabalhistas. “A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção. Quem quer trabalhar mais ganha mais. Quem precisa de menos horas tem essa liberdade”, disse em nota. Ele reuniu as bancadas do partido na Câmara e no Senado para falar sobre o assunto. Para que a PEC seja aprovada, é necessário que 308 dos 513 deputados votem favoravelmente, em dois turnos no plenário. Depois, o texto ainda precisa passar pelo Senado Federal. O governo Lula tenta que o tema seja aprovado antes da eleição de outubro para melhorar a popularidade do presidente. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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