Author name: Junior Albuquerque

Uncategorized

Parlamentares pressionam CNPE por mais biocombustíveis

A Coalizão dos Biocombustíveis enfatizou a necessidade do governo aprovar o aumento da mistura de biodiesel no diesel para 17% (B17) e do etanol na gasolina para 32% (E32). A decisão deve ser analisada na próxima reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), marcada para o dia 7 de maio. O posicionamento foi formalizado em manifesto assinado por parlamentares ligados ao setor, como o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), coordenador da coalizão, Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, e Zé Vítor (PL-MG), presidente da Frente Parlamentar do Etanol, no qual a CNN teve acesso em primeira mão. Os deputados defendem o avanço das misturas como resposta à volatilidade dos preços de energia e como estratégia para ampliar o uso de combustíveis renováveis no país. “A Coalizão dos Biocombustíveis reforça o apelo para que o CNPE aprove a elevação da mistura de biodiesel no diesel fóssil para 17% e do etanol na gasolina para 32%”, diz o texto. Segundo o documento, o Brasil reúne condições para expandir rapidamente a participação dos biocombustíveis, com impacto direto sobre inflação, segurança energética e geração de emprego. “Diante do cenário de volatilidade dos preços de energia, os biocombustíveis do Brasil representam uma ferramenta indispensável para conter a pressão inflacionária e colocar o país na liderança da transição energética global”, afirmam. O manifesto também cita declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem à Europa, além de avaliações de organismos internacionais, como a AIE (Agência Internacional de Energia), para sustentar que o país tem vantagem competitiva na produção de energia limpa. Brasil é autossuficiente A proposta ocorre no momento em que o governo já sinalizou a intenção de elevar a mistura de etanol. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que vai levar ao CNPE a proposta de aumento para o E32, com base em testes técnicos já realizados. “O dia 7 faremos o CNPE, eu submeterei ao CNPE a proposta de nós aumentarmos para E32. Já estão aprovados os testes que vão de 28% a 32%. Isso é uma nova economia gerando emprego e renda”, disse o ministro em um evento em Minas Gerais na semana passada. Segundo ele, a medida pode levar o Brasil à autossuficiência em gasolina e reduzir a necessidade de importações. No manifesto, as entidades também defendem que não há entraves para o avanço das misturas e que o país tem capacidade produtiva para atender à demanda adicional. Para o grupo, o aumento da participação dos biocombustíveis na matriz de transportes reduz a exposição a choques externos, estimula investimentos e contribui para metas ambientais assumidas pelo Brasil. O texto ainda argumenta que adiar a decisão pode representar perda de competitividade para o país no mercado global de energia limpa. “Postergar esse avanço é desperdiçar uma vantagem competitiva que já está dada. Avançar é consolidar o Brasil como liderança global em energia limpa”, afirmam. Autor/Veículo: CNN

Uncategorized

UNITI expo e ABIEPS firmam aliança estratégica para impulsionar a cooperação internacional

UNITI expo e ABIEPS anunciam uma aliança estratégica que marca um novo passo na integração internacional do setor de postos de serviços, lavagem automotiva e lojas de conveniência. A iniciativa une a projeção global da UNITI expo com a representatividade e solidez institucional da ABIEPS no Brasil, impulsionando o intercâmbio de conhecimento, inovação e oportunidades de negócios entre ambos os mercados. Essa cooperação se refletirá na próxima edição da UNITI expo, que acontecerá de 19 a 21 de maio de 2026, na Messe Stuttgart, onde se espera uma participação expressiva de profissionais brasileiros em um ambiente cada vez mais global e conectado. A aliança tem como objetivo fortalecer a conexão entre Europa e América Latina, promovendo a troca de experiências, a geração de negócios e o desenvolvimento conjunto do setor. Em um contexto em que o Brasil representa um dos mercados mais relevantes da região, a colaboração entre ambas as instituições abre novas oportunidades para empresas e profissionais. “Esta aliança com a ABIEPS consolida o Brasil como um parceiro estratégico de primeiro nível para a UNITI expo. Com cerca de 50% do mercado latino-americano, colaborar com a indústria brasileira não é uma opção, é uma prioridade”, afirma Matias De Poli, Sales & BD Director da com-a-tec GmbH, coorganizadora da UNITI expo. “Coincidimos plenamente quanto ao grande potencial desta colaboração com a UNITI expo e à oportunidade de construir uma relação de longo prazo. A próxima edição será um espaço ideal para fortalecer vínculos, trocar experiências e gerar novas oportunidades. Confiamos que a UNITI expo 2026 será um ponto de encontro fundamental para os profissionais brasileiros”, destaca Cristian Bazaga, Presidente da ABIEPS. Este acordo acompanha o crescimento sustentado da participação latino-americana na UNITI expo, refletindo o papel cada vez mais relevante da região na dinâmica global do setor. Os visitantes já podem se registrar gratuitamente para participar da UNITI expo 2026. Autor/Veículo: Abieps

Uncategorized

Petróleo fecha em alta com impasse EUA-Irã e Estreito de Ormuz sem abertura iminente

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 28, com o WTI e o Brent na faixa dos US$ 100 o barril, em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã e ausência de sinais imediatos de reabertura do Estreito de Ormuz. O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 3,69% (US$ 3,56), a US$ 99,93 o barril. Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,66% (US$ 2,71), a US$ 104,40 o barril. Além da continuidade do bloqueio em Ormuz, – via vital para o transporte de petróleo global – a ausência de notícias sobre novas negociações entre Washington e Teerã e o ceticismo do presidente americano, Donald Trump, sobre a proposta iraniana para um acordo impulsionou os preços da commodity. Ainda não está claro se Trump, que afirmou que o alívio das sanções só ocorreria quando um acordo estivesse “100% concluído”, está disposto a considerar a proposta como um caminho para a desescalada no conflito que já dura dois meses. O ING, que acreditava na normalização dos fluxos pelo estreito em abril, agora pressupõe que a via começará a ser retomada lentamente em maio e junho e que permanecerá com um movimento abaixo dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio durante a maior parte do ano. “Os alarmes vão soar alto se o Estreito de Ormuz não reabrir durante maio”, alerta o analista-chefe de commodities da SEB Research, Bjarne Schieldrop, afirmando que os preços à vista do petróleo bruto e dos derivados vão avançar cada vez mais no atual cenário. A guerra no Irã deve provocar a maior alta dos preços de energia em quatro anos e ampliar pressões inflacionárias e riscos ao crescimento global, segundo relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça. A instituição projeta avanço de 24% nos preços de energia em 2026, ao maior nível desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos informaram que estão deixando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pra focar em uma evolução orientada por políticas, alinhada aos fundamentos de mercado de longo prazo. A saída dos Emirados Árabes Unidos pode enfraquecer a coesão do grupo, elevar a volatilidade dos preços do petróleo e inclinar o balanço de riscos para cotações mais baixas ao longo do tempo, avalia a Capital Economics. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

Uncategorized

Emirados Árabes anunciam saída da Opep após mais de cinco décadas

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e também da Opep+, aliança que reúne membros do cartel do petróleo e aliados como a Rússia, em um movimento com potencial para mexer no equilíbrio do mercado global de energia. A decisão entra em vigor no dia 1º de maio. A ruptura representa um revés para a Opep e sua estrutura ampliada, especialmente para a Arábia Saudita, principal liderança do grupo e historicamente responsável por coordenar estratégias de produção capazes de influenciar os preços globais do petróleo. Representa ainda a busca de soberania sobre os rumos da produção nacional de Abu Dhabi. Os Emirados Árabes foram o terceiro maior produtor de petróleo entre os 12 membros da Opep em março, com 2,4 milhões de barris diários, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia. A produção de todos os países foi reduzida devido à guerra no Irã. Naquele mês, sem ter como escoar o petróleo pelo Estreito de Ormuz, a queda foi de 27% em relação ao volume produzido em fevereiro. Em Washington, o anúncio também ganha leitura política. O movimento é visto como uma vitória para Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, crítico recorrente da atuação da Opep. Trump vinha acusando o grupo de “explorar o resto do mundo”, em referência à percepção de que a organização contribui para manter os preços do petróleo em patamares elevados. A saída dos Emirados da Opep ocorre em um momento delicado para o setor, marcado por volatilidade nos preços e rearranjos geopolíticos. O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, disse à Reuters que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias energéticas do país. Questionado sobre se os Emirados Árabes Unidos consultaram a Arábia Saudita, ele afirmou que o país não levantou a questão com nenhuma outra nação. — Esta é uma decisão de política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção. Efeitos da guerra do Irã Os produtores do Golfo da Opep já vêm enfrentando dificuldades para exportar através do Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã por onde normalmente passa um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças iranianas e ataques contra embarcações. Além do impacto econômico, a decisão dos Emirados adiciona tensão a um tabuleiro regional já sensível. O movimento ocorre após alertas de que aliados na região não estariam fazendo o suficiente para proteger seus próprios interesses diante de ameaças associadas ao Irã. Os Emirados Árabes Unidos vêm há vários anos expressando sua frustração com a Opep em relação às cotas de produção do cartel, que têm impedido o país de exportar maiores quantidades de petróleo. Esse desejo o colocou em rota de colisão com a rival regional Arábia Saudita em reuniões da Opep nos últimos anos. A tensão entre os dois países também aumentou neste ano porque, numa disputa por influência regional, Riad e Abu Dhabi apoiaram facções opostas na guerra no Iêmen. A guerra no Irã tornou as relações na Opep ainda mais tensas porque colocou o Irã, membro do cartel, contra aliados dos EUA no Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. Para Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy e ex-funcionário da Opep, o grupo fica “estruturalmente mais fraco” sem os Emirados Árabes Unidos, já que a Arábia Saudita seria o único membro com capacidade ociosa de produção, além dos emirados. No entanto, mesmo sem os Emirados Árabes Unidos, a aliança mais ampla Opep+ ainda será responsável por cerca de 40% da produção global. Ebtesam Al Ketbi, presidente do Centro de Políticas dos Emirados, escreveu no X que a saída da Opep marca uma transição de “compromissos coletivos baseados em cotas para uma flexibilidade soberana na gestão da produção, permitindo uma resposta mais rápida a interrupções como as relacionadas ao Estreito de Ormuz”. Outro ponto que pesa na decisão dos Emirados Árabes é que o país vem buscando diversificar sua economia, apostando no turismo, na tecnologia e no setor financeiro. O governo vem implementando mudanças para se aproximar do Ocidente. Em janeiro de 2022, por exemplo, o país mudou a configuração do fim de semana de sexta-feira e sábado para sábado e domingo, alinhando-se aos ritmos de Londres, Nova York e Hong Kong, e orientando-se para o comércio global em vez das convenções regionais. O que é a Opep e como ela funciona? A Opep reúne 12 países que são grandes exportadores de petróleo. Ela foi fundada em Bagdá, Iraque, em 1960, por cinco nações: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Estes são chamados de membros fundadores. Ao longo dos anos, outros países aderiram à associação: Líbia (1962), Emirados Árabes Unidos (1967), Argélia (1969), Nigéria (1971), Gabão (1975), Guiné Equatorial (2017) e Congo (2018). Esses são os chamados membros plenos, pois não faziam parte do grupo quando ele foi criado. Entre os membros da Opep há ainda os associados, que são países que não se qualificam para a adesão plena, mas que são admitidos sob condições especiais. De acordo com o estatuto da Opep, eles não têm direito a voto nas reuniões. A Opep foi criada com o objetivo de estabelecer uma política comum em relação à produção e à venda de petróleo, de forma a influenciar os preços do petróleo no mercado internacional. Por serem grandes produtores, seus membros são capazes mexer com as cotações, ao aumentar ou cortar a produção de forma coordenada. A saída dos Emirados Árabes não será a primeira. Em 2019, o Catar também abandonou o grupo e, em 2024, a Angola se retirou. Quatro anos antes, o Equador saiu do cartel pela segunda vez. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

Efeito da guerra: extração de petróleo e gás garante arrecadação 211% maior até março

A arrecadação de impostos decorrentes da extração de petróleo e gás no Brasil totalizou R$ 28,7 bilhões entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 28, pela Receita Federal. O resultado é 211% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando totalizou R$ 9,2 bilhões. Somente em março deste ano, a arrecadação que teve origem do setor de óleo e gás foi de R$ 9,2 bilhões, um crescimento de 170% quando comparado com os R$ 3,4 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. O governo, como anunciaram os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), usará esses recursos extras para bancar a desoneração de impostos que incide sobre combustíveis. Como mostrou o PlatôBR, a ala política quer usar parte desses recursos também para bancar o fim da taxa das blusinhas. Autor/Veículo: Estado de Minas

Uncategorized

Banco Central decide hoje a taxa básica de juros: veja o que o mercado espera e por quê

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide hoje o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic, no Brasil. No mercado, o consenso de analistas de instituições financeiras é de que a taxa vai cair, seguindo o ciclo de corte dos juros iniciado pela autoridade monetária, apesar das incertezas do cenário econômico atual. Das 86 instituições ouvidas pelo Valor Data, 81 esperam uma redução de 0,25 ponto porcentual do atual patamar, hoje em 14,75%, para 14,50%. A estimativa se mantém no mercado mesmo com a pressão inflacionária decorrente do conflito do Irã. Na última reunião do Copom, no meio do mês de março, o BC optou por não dar sinalização sobre os passos seguintes (forward guidance), justamente para incorporar os impactos do conflito que, naquele momento, entrava em sua terceira semana de duração. Agora, a leitura é outra: a autoridade monetária deve reforçar que está atenta ao prolongamento do conflito. Ontem, o IPCA-15, prévia da inflação de abril, mostrou forte pressão do aumento do preço dos combustíveis, que acompanhou em parte a alta no petróleo desde o início do conflito no Irã. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador alcançou 4,37%, próximo do teto do intervalo de tolerância da meta do BC, que vai até 4,5%. São justamente os efeitos colaterais do prolongamento da Guerra, que chega hoje no seu segundo mês, que devem implicar numa redução mais suave da Selic até o fim do ano, na visão dos especialistas, como o ex-diretor do Banco Central e economista-chefe da BTG Asset Management, Tiago Berriel. Em relatório, ele afirma que declarações recentes dos membros do comitê reforçam que o nível restritivo permite seguir com o ciclo de cortes. Ainda assim, ele pondera que “a evolução do cenário desde a reunião de março foi desfavorável, com piora da inflação corrente, das expectativas e manutenção de riscos externos elevados”. Ainda assim, avalia Ian Lima, da Inter Asset, as expectativas de inflação mais longas “seguem relativamente estáveis”, num sinal de preservação da credibilidade da política monetária e de confiança na reversão, ao longo do tempo, do atual choque de oferta. Em janeiro, na primeira reunião do ano, o comitê emitiu uma comunicação cautelosa por conta da desaceleração tímida da atividade e do mercado de trabalho. Na última reunião, que iniciou um ciclo de cortes após nove meses de manutenção da Selic em 15%, no maior patamar em quase 20 anos, o Copom já havia sinalizado preocupação com o conflito: “No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse o comitê em março. Naquele momento, o Copom julgou adequado dar início ao corte diante do longo tempo do patamar no nível de 15%. Em declarações posteriores, os participantes do comitê chegaram a afirmar que o nível restritivo na Selic criou uma espécie de “gordura” para absorver os impactos do conflito. O BC tem como meta perseguir o centro da meta de inflação definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O horizonte relevante do BC é de um ano e meio à frente, já que o efeito do patamar tende a levar algum tempo para surtir efeito na economia. Em março, a projeção do BC para o terceiro trimestre de 2027 era de uma inflação em 3,3%, enquanto para o fim de 2026, a estimativa era de um IPCA a 3,9%. Ciclo menorO último boletim Focus, divulgado na segunda-feira, mostrou que a média de agentes de mercado aponta para uma previsão de que a inflação ultrapasse o teto da meta, a 4,86% para este ano, e 4% no fim do ano que vem. Para o economista chefe do Itaú Mário Mesquita, o comitê deve enfatizar serenidade e voltar a reforçar que “os passos futuros do processo de calibração seguirão guiados pela evolução dos dados”, além de incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e extensão no tempo dos conflitos no Oriente Médio e seus efeitos diretos e indiretos. Se antes do conflito algumas casas estimavam a Selic alcançando os 12% no fim de 2026, agora já há quem estime a taxa básica nos 13,5%, uma diminuição grande da previsão inicial por conta do impacto inflacionário decorrente do choque de oferta de petróleo. A duração, diz Berriel, do BTG, em relatório, é justamente o fator de preocupação, já que a prescrição de política monetária é reagir aos efeitos secundários e não aos impactos primários sobre preços: “Desde a última reunião, surgiram sinais de deterioração justamente nessa dimensão. A desancoragem (alta na previsão) adicional do Focus, inclusive nos horizontes mais longos, e a piora da inflação corrente reforçam a hipótese de que o choque já começa a contaminar canais mais persistentes”, diz. O banco vê a Selic em 13% no fim do ano. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

Relator da PEC 6×1 defende transição para mercado se adaptar: ‘Ninguém quer fazer a fórceps’

Nomeado nesta terça-feira, 28, como relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) defende uma regra de transição para que o mercado se adapte à redução na jornada de trabalho. O mérito (conteúdo) da proposta vai começar a ser debatido em comissão especial que será instalada nesta quarta-feira, 29. A intenção do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é votar a PEC até 28 de maio. Ele argumenta ainda que uma compensação ajudaria a suavizar a mudança, mas que uma decisão sobre isso cabe ao governo. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, já disse algumas vezes que é contra a compensação, que também encontra resistência no Ministério da Fazenda. ‘Começar do zero’Prates relatou na Comissão de Trabalho o projeto de lei da deputada Daiana Santos (PC do B-RS) que trata da redução da jornada. Em entrevista ao Estadão, ele afirma que vai começar do zero o novo parecer. “Eu combinei com o presidente (da Câmara) Hugo Motta, que vai ser o grande maestro dessa nossa luta, que, a partir desse momento, não existe mais o relatório de Leo Prates”, diz. Ele afirma que pretende elaborar um texto médio a partir do sentimento da maioria do plenário – a PEC exige a aprovação de pelo menos 308 deputados, em votação em dois turnos. Ainda assim, o parlamentar defende alguns pontos que já havia incluído em seu relatório na Comissão de Trabalho, como a instituição de uma regra de transição para amenizar o impacto da redução da jornada sobre o setor produtivo. A PEC em discussão na comissão especial, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe cortar a jornada de 44 horas para 36 horas semanais em dez anos. O governo defende uma redução até 40 horas semanais, com aplicação imediata. “Quero mitigar ao máximo os problemas que estão sendo colocados pelo setor produtivo sem tirar a melhoria da qualidade de vida do trabalhador”, afirma Prates. “Eu considero coerente (a regra de transição) e eu considero também que o mercado precisa de um tempo de adaptação. Ninguém quer fazer a fórceps”, diz. O governo também descarta qualquer tipo de compensação a empresas para amenizar o impacto da mudança, mas Prates diz que seria uma forma de suavizar a medida. “Agora, se o governo federal vai querer ou não… porque teria que apontar uma fonte de receita. Então, como é que nós faremos isso? Aí você tem que perguntar ao governo federal se ele topa fazer algum tipo de desoneração”, diz. Escala 4×3Prates afirma também que quer propor a Motta que já seja fixada no texto uma regra de transição para, futuramente, chegar a uma escala 4×3, como indica a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). “Em 10, 15, 20 anos nós podemos chegar a isso. Então, para não ficar mudando a Constituição toda hora, que essa PEC já deixe caminhos para o Brasil, para o futuro. Combinado com o empregador e combinado com o empregado”, ressalta. Prates também defende que o governo faça um gesto em direção ao Congresso e retire a urgência do projeto que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Se não for apreciado em 45 dias, o projeto trava a pauta da Câmara. “Eu acho que seria o ideal (retirar a urgência), porque eu gostaria de ter um tempo aí, de 40, 45 dias, eu acho que seria o ideal”, diz. “Mas veja, nós vamos trabalhar no tempo. O presidente me pediu para dia 28 de maio a gente concluir. Nós vamos cumprir aqui a determinação do presidente.” O relator pretende sugerir ao presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), a realização de três audiências públicas fora da Câmara dos Deputados. “Até para dar à população a sensação de que ela continua sendo ouvida. Nós fizemos isso na subcomissão especial. Para não ficar só em Brasília a discussão”, argumenta. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

Cade abre processo contra Gol e Latam por suspeita de combinação de preços

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instaurou nesta terça-feira (28) um processo administrativo contra Gol e Latam para apurar possíveis condutas anticoncorrenciais no mercado aéreo brasileiro. Segundo o órgão, existem indícios de possível combinação de preços de passagens na ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo. O inquérito que permitiu a instauração do processo começou em 2023, quando o Ministério Público junto ao Cade pediu à superintendência-geral para que fosse iniciada uma investigação. As duas companhias, que deverão apresentar defesa ao órgão em 30 dias, negam irregularidades. Em nota, a Gol afirmou que enviou todas as informações solicitadas pelo Cade e que “sempre defendeu a livre concorrência e a liberdade tarifária entre todos os competidores”. “A Gol nega e repudia qualquer prática que fira tais princípios”, diz o texto. Também em nota, a Latam disse que a livre concorrência é “valor inegociável” da companhia e que “sempre atua em conformidade com as melhores práticas de compliance, transparência e integridade”. “A Latam repudia categoricamente qualquer hipótese de postura contrária à livre concorrência”, finaliza. O Cade utilizou ferramentas de precificação e base de dados de mercado para acompanhar a variação de preços das passagens aéreas. Com base nessas análises, em valores de 2023, foi constatada “identidade absoluta, inclusive em suas casas decimais”, dos preços ofertados por Gol e Latam, segundo o órgão. “Tal fenômeno, embora possa ocorrer em mercados competitivos sob condições de transparência, exige escrutínio quando inserido em um contexto de alta concentração e de uso de técnicas automatizadas de precificação”, diz o relatório do Cade. A superintendência do Cade mostrou preocupação quanto ao uso de instrumentos de inteligência artificial e aprendizado de máquina para operar os algoritmos de precificação. O órgão alertou para uma possível relação de “colusão” entre as empresas, ou seja, um acordo secreto para a fixação de preços, que violaria as regras concorrenciais do país. Ao longo das investigações, o Cade analisou contratos firmados entre Latam e Gol com empresas que fornecem serviços de inteligência tarifária, distribuição de conteúdo e soluções de precificação dinâmica. O conselho afirma que, diante desse levantamento, identificou que as ferramentas trazem risco de troca de informações comercialmente sensíveis, facilitando a coordenação de preços. As companhias teriam contratado os mesmos fornecedores de dados e ferramentas de gestão de receita. Essas ferramentas previam acesso às tarifas de cada empresa em tempo real e autorizavam o uso desses dados em serviços prestados a terceiros. Isso facilitaria o ajuste de preços quase instantâneo. Segundo o Cade, o resultado seria um arranjo em que uma mesma plataforma de dados alimentaria os algoritmos de precificação das duas empresas simultaneamente, com estratégias semelhantes, porém sem comunicação direta. O conselho também solicitou às empresas informações sobre as tarifas pagas pelos passageiros entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023 nos trechos de Congonhas-Curitiba, Congonhas-Santos Dumont e Brasília-Congonhas. Os dados reforçaram as suspeitas de manipulação conjunta, porém o Cade adotou tom mais cauteloso e preferiu afirmar que as evidências não constituem prova cabal de colusão. “Apesar de não se saber a extensão em que as tarifas da concorrente são utilizadas no processo de precificação —não houve resposta da Latam e da Gol quanto a este ponto— os resultados mostram claramente o forte acoplamento entre as séries temporais, sendo este compatível com o cenário de uma companhia tomar como base o preço da outra para definição de seus próprios preços”, afirma o Cade no relatório. Pela legislação, infrações à ordem econômica podem resultar em multas de até 20% do faturamento bruto das companhias, além de sanções como a proibição de contratar com instituições financeiras e de participar de licitações. Também podem ser impostas medidas administrativas adicionais, como a revisão, renegociação ou até mesmo a vedação de contratos com outras empresas. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Petrobras amplia retomada na Bacia de Campos

Em um reforço da atuação no pré-sal da Bacia de Campos, a Petrobras anunciou na segunda-feira (27/4) um acordo com Shell, ONGC e Brava para aquisição da parte do campo de Argonauta que tem uma jazida compartilhada do campo de Jubarte. A transação vai encerrar o processo de negociação para equalização das jazidas das áreas.A estatal vai pagar R$ 700 milhões e US$ 150 milhões pelo ativo. Veja o comunicado na íntegra.Segundo a Petrobras, a aquisição “apresenta condições econômico-financeiras atrativas” e “simplifica a gestão do ativo”.É mais um movimento de reforço da empresa na bacia offshore mais antiga do país, região já considerada madura, em produção há cinco décadas. A sinalização já estava no Plano de Negócios 2026-2030, divulgado ao final de 2025, com a indicação da intenção da estatal em fortalecer a atuação na Bacia de Campos e “maximizar valor com foco em ativos rentáveis”.O planejamento atual da Petrobras prevê que a bacia vai receber US$ 19 bilhões em investimentos até 2030, incluindo a perfuração de cinco poços exploratórios. Entre os focos das atividades exploratórias na região estão os blocos de Citrino, Norte de Brava, C-M-477 e Jaspe.Em março, a companhia também exerceu a opção de compra da participação da malaia Petronas no campo Tartaruga Verde e no módulo 3 do campo de Espadarte. Com isso, a estatal interrompeu um acordo fechado com a Brava Energia e vai voltar a deter 100% dessas áreas.Marca uma guinada em relação à atuação da empresa nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando a Petrobras conduziu um plano de desinvestimentos que incluiu áreas mais maduras, inclusive no pré-sal — alvo de críticas do PT, na época na oposição. Foi justamente a venda desses ativos que ampliou o número de petroleiras menores em atuação no Brasil, como a própria Brava, que surgiu da fusão entre a Enauta e a 3R Petroleum.O reforço da aposta em Campos ocorre também num momento de dificuldades da ampliação de novas reservas no país. A companhia tenta abrir uma nova fronteira exploratória na Margem Equatorial, mas levou anos para obter a liberação do Ibama para a primeira perfuração em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas. Além disso, o primeiro poço sofreu um incidente no começo do ano e ainda não foi concluído.Nesse contexto, a EPE já indicou que pelo menos até 2035 a maior parte da produção brasileira vai continuar a vir de recursos já descobertos. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Brasil leva ofensiva dos biocombustíveis à Alemanha em meio a revisão regulatória

Em um momento decisivo para o futuro dos combustíveis renováveis na Europa, o governo brasileiro e empresas como a Be8 intensificaram, na feira de Hannover, na Alemanha, um esforço coordenado para provar a sustentabilidade e a competitividade dos biocombustíveis produzidos no Brasil. A ofensiva ocorre em paralelo à revisão das regras alemãs para combustíveis, especialmente etanol e biodiesel — chamados de primeira geração —, e em um cenário de escassez de combustíveis fósseis, devido à guerra no Oriente Médio, que levou, inclusive, a alemã Lufthansa a anunciar o cancelamento de vinte mil voos até outubro. Neste ano, o Brasil foi o país parceiro da maior feira industrial do mundo, que contou com a presença do presidente Lula (PT) e do chanceler alemão Friedrich Merz. O protagonismo brasileiro no evento serviu como vitrine para uma agenda que mistura diplomacia, tecnologia e disputa regulatória. Lula critica barreiras europeias A passagem de Lula pela feira teve forte simbolismo. No estande da ApexBrasil, o presidente subiu em um caminhão da Mercedes-Benz abastecido com o BeVant, biodiesel desenvolvido pela Be8 que pode substituir 100% do diesel de petróleo sem adaptações em motores convencionais. O gesto reforçou uma mensagem política de que o Brasil quer derrubar barreiras europeias contra seus biocombustíveis. Em discurso no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, Lula defendeu a adoção de biocombustíveis brasileiros como estratégica para a descarbonização europeia. “O nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse. O presidente também destacou os dois caminhões movidos a biodiesel exibidos nos pavilhões da Be8 e da Volkswagen Brasil. “O nosso biodiesel mostrou potência porque a aceleração é equivalente ao diesel convencional com uma redução de 99% nas emissões do tanque à roda”. Lula aproveitou para criticar diretamente o que classificou como distorções na avaliação europeia sobre o setor. “Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente tanto do ponto de vista ambiental quanto do energético (…) É preciso ainda combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura”. Teste em solo alemão O Brasil levou dois exemplos práticos. Um deles foi um caminhão da Volkswagem produzido e desenvolvido por engenheiros brasileiros na fábrica da montadora no Rio de Janeiro. O modelo chamado de B100 Flex pode rodar com diferentes tipos de combustíveis, incluindo diesel convencional, biodiesel puro (B100) e HVO (diesel renovável). O segundo exemplo veio de outra montadora alemã, um caminhão Mercedes-Benz Actros abastecido com BeVant, que foi testado no campo de provas da Daimler Truck, em Wörth, e exibido na feira após rodar em estradas do Alemanha. Os resultados mostraram desempenho equivalente ao diesel convencional e potencial de redução de cerca de 99% das emissões no conceito tanque à roda. A validação foi reforçada por testes conduzidos pela SGS, certificadora alemã que demostraram uma superioridade do biocombustível na comparação com outros vinte combustíveis do mesmo tipo. Biocombustível vira “bandeira” política Em entrevista à agência eixos, durante a feira, o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella afirmou que o produto ganhou papel central na disputa regulatória. “O BeVant teve uma função muito importante defendendo o mercado dos biocombustível e está servindo como uma bandeira para demonstrar aqui na Europa que o nosso biocombustível, além de ser muito sustentável, reduzir as emissões, ele é muito correto no que diz respeito a esse balanço entre produzir alimento e produzir energia”. A estratégia da companhia inclui ampliar presença no continente. “Já estamos aqui na Europa com empresas de negócios, com uma planta inicial na Suíça, e temos uma estratégia, obviamente, de estar próxima da Europa e buscar oportunidades de crescimento aqui”. Para Camilo Adas, diretor de Transição Energética da Be8, o impacto da demonstração foi imediato. “O Brasil, de fato, está sendo visto como a solução do biocombustível nesse contexto. Tem tudo para que o mercado europeu e a própria Alemanha comecem a abrir as portas para esse debate”.Alemanha revisa regulação O avanço brasileiro ocorre em um contexto regulatório complexo na Alemanha. O governo de Friedrich Merz defende uma abordagem tecnologicamente neutra, inclusive com abertura para a continuidade de motores a combustão após 2035. A estratégia de Berlim tem sido apostar em um mix de biocombustíveis avançados, hidrogênio verde e eletrificação, preservando indústria nacional. No fim do ano passado, o gabinete alemão apresentou um projeto de lei que aumenta o uso de matérias-primas agrícolas — como alimentos e rações — na produção de biocombustíveis, O texto foi aprovado na última sexta (24/4) pelo parlamento. A participação atual dos biocombustíveis convencionais poderá saltar de cerca de 4,4% para 5,8% até 2032 — um avanço deliberadamente moderado. O próprio Ministério do Meio Ambiente alemão justificou a calibragem como forma de evitar pressões sobre o uso da terra e a competição com a produção de alimentos. O Bundestag, no entanto, elevou a meta de redução da intensidade de carbono dos combustíveis para 65% até 2040, acima dos 59% inicialmente propostos inicialmente pelo chanceler. A medida foi aprovada com apoio dos partidos governistas CDU/CSU, liderado por Friedrich Merz, e SPD, enquanto oposição — incluindo Verdes e A Esquerda — votou contra, em parte por considerar que o texto ainda abre espaço excessivo para combustíveis baseados em culturas agrícolas. Ao mesmo tempo, o desenho regulatório favorece explicitamente outras rotas tecnológicas. Os combustíveis renováveis de origem não biológica (RFNBOs), como o hidrogênio verde e seus derivados, terão expansão mais acelerada, com participação mínima de 10% até 2040. A legislação estabelece metas intermediárias — como uma obrigação de 1,5% já em 2030 — que, segundo o governo, devem destravar cerca de 2 GW de capacidade de eletrólise no país. Já os biocombustíveis avançados, produzidos a partir de resíduos, terão sua cota praticamente multiplicada por nove ao longo do período, saindo de 1% em 2026 para até 9% em 2040. Autor/Veículo: Eixos

plugins premium WordPress
Rolar para cima