Author name: Junior Albuquerque

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Opep+ decide manter produção de petróleo estável, apesar da turbulência na Venezuela

A Opep+ concordou em manter a produção estável de petróleo em sua reunião neste domingo (4), disse o grupo em um comunicado, apesar das tensões políticas entre dois dos principais membros do grupo, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e da prisão, pelos EUA, do presidente da Venezuela, um produtor menor. A reunião de domingo entre oito membros da OPEP+, que produzem cerca de metade do petróleo mundial, ocorre após os preços do petróleo terem caído mais de 18% em 2025 —a maior queda anual desde 2020—, em meio a crescentes preocupações com o excesso de oferta. Os oito países –Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã– aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025, o que equivale a quase 3% da demanda mundial de petróleo. Em novembro, eles concordaram em suspender os aumentos de produção em janeiro, fevereiro e março. A breve reunião online deste domingo não discutiu a Venezuela, disse um delegado da Opep+, grupo que reúne os membros da Opep mais grandes produtores aliados, como o Brasil. Os oito países se reunirão novamente em 1º de fevereiro, segundo o comunicado. OPEP ENFRENTA INÚMERAS CRISES As tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos aumentaram no mês passado devido a um conflito de uma década no Iémen, quando um grupo alinhado com os Emirados Árabes Unidos tomou território do governo apoiado pela Arábia Saudita. A crise desencadeou a maior cisão em décadas entre os antigos aliados, à medida que anos de divergência em questões cruciais chegaram a um ponto crítico. A Opep conseguiu, no passado, superar sérias divisões internas, como a relacionada à guerra Irã-Iraque, priorizando a gestão do mercado em detrimento de disputas políticas. No entanto, o grupo enfrenta diversas crises, com as exportações de petróleo da Rússia pressionadas pelas sanções americanas impostas devido à guerra na Ucrânia, e o Irã enfrentando protestos e ameaças de intervenção dos EUA. No sábado (3), os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o presidente americano Donald Trump afirmou que Washington assumiria o controle do país até que uma transição para um novo governo fosse possível, sem especificar como isso seria realizado. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, maiores até mesmo que as da Arábia Saudita, líder da Opep, mas sua produção petrolífera despencou devido a anos de má gestão e sanções. Analistas afirmam que é improvável que haja um aumento significativo na produção de petróleo bruto por anos, mesmo que as grandes petrolíferas americanas invistam os bilhões de dólares prometidos por Trump no país. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Bloqueio dos EUA faz Venezuela reduzir produção de petróleo por falta de armazenamento

A estatal petrolífera venezuelana PDVSA começou a reduzir a produção de petróleo bruto após ficar sem capacidade de armazenamento, segundo a agência de notícias Reuters. A medida é consequência de um bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que zerou as exportações e aumentou a pressão sobre o governo interino. Caracas vive uma crise política após o presidente Nicolás Maduro e sua esposa terem sido capturados por forças norte-americanas no sábado (3). Com a deposição do líder venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo em meio a ameaças americanas de novas ações militares. As exportações de petróleo do país — membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e cuja principal fonte de receita é o petróleo — estão paralisadas após os EUA imporem um bloqueio a navios-tanque sob sanções e apreenderem dois carregamentos no mês passado. As cargas da petrolífera americana Chevron destinadas aos EUA eram uma exceção e continuavam a ser embarcadas, já que a empresa possui licença de Washington para operar. No entanto, até essas operações estão interrompidas desde quinta-feira, segundo dados divulgados neste domingo (4). Ao anunciar a detenção de Maduro e uma transição de governo supervisionada pelos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou no sábado que um “embargo ao petróleo” contra o país estava plenamente em vigor. O republicano também declarou que os EUA passariam a “administrar” a Venezuela de forma interina após a captura de Nicolás Maduro. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, no entanto, adotou um tom diferente neste domingo. Segundo ele, os EUA não terão um papel direto no governo cotidiano da Venezuela e se limitarão a impor uma “quarentena do petróleo” já existente sobre o país. Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Rubio afirmou que a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças de política na Venezuela. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere quando diz isso”, disse. “Nós mantemos essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na forma como a indústria do petróleo é administrada em benefício da população, mas também para que se interrompa o tráfico de drogas”, acrescentou. Campos petrolíferos fechados A medida da PDVSA inclui o fechamento de campos petrolíferos ou de conjuntos de poços, à medida que os estoques em terra aumentam e a empresa fica sem diluentes para misturar o petróleo pesado venezuelano e viabilizar o transporte. Segundo a agência Reuters, a companhia pediu cortes de produção em joint ventures como a Petrolera Sinovensa, da CNPC, a Petropiar, da Chevron, além da Petroboscan e da Petromonagas. A Petromangas, antes operada em parceria com a estatal russa Roszarubezhneft, passou a ser administrada apenas pela PDVSA. Trabalhadores da Sinovensa se preparavam neste domingo para desligar até dez conjuntos de poços, a pedido da PDVSA, devido ao excesso de petróleo extrapesado e à falta de diluentes. De acordo com a Reuters, os poços poderão ser religados rapidamente no futuro. Parte da produção da Sinovensa é tradicionalmente destinada à China como pagamento de dívidas, mas dois superpetroleiros de bandeira chinesa que se aproximavam da Venezuela para carregar petróleo interromperam a navegação no fim de dezembro, de acordo com dados da LSEG. Na Petromonagas, trabalhadores começaram a reduzir a produção no fim da semana passada, até que o fornecimento de diluentes por oleodutos seja retomado, diz a Reuters. Já a Chevron ainda não reduziu a produção, porque conta com alguma margem de armazenamento — especialmente na Petropiar — e os navios-tanque continuam carregando. Ainda assim, suas embarcações não deixaram as águas do país desde quinta-feira, e a capacidade de armazenamento é limitada na Petroboscan, o que pode levar a cortes, segundo a agência. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração. Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. Dependência histórica do petróleo O petróleo moldou a economia venezuelana ao longo do século 20. Após grandes descobertas nas décadas de 1920 e 1930, o país rapidamente se tornou um dos maiores produtores do mundo e, em 1960, ajudou a fundar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em 1976, o governo nacionalizou a indústria petrolífera e criou a PDVSA, transformando o setor em um monopólio estatal. Nas décadas seguintes, durante os governos de Hugo Chávez, grande parte da renda do petróleo foi destinada a programas sociais, reduzindo outros investimentos na economia. Como resultado, entre 1998 e 2019, mais de 90% das exportações venezuelanas vieram do petróleo. Quando a produção caiu, o país passou a enfrentar sanções internacionais, agravando a crise econômica. A queda acentuada nas receitas do petróleo também contribuiu para a explosão inflacionária na Venezuela. Segundo o Banco Central, em 2019 os preços subiram 344.510% — o que significa que produtos que custavam 1 unidade monetária passaram a custar cerca de 3.400 vezes mais. Autor/Veículo: G1

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Trump quer o petróleo venezuelano para conseguir controlar os preços internacionais do produto

O presidente americano Donald Trump não citou por acaso o setor de petróleo, ao comentar a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro no último sábado. Com a maior reserva de petróleo no mundo nas mãos, os Estados Unidos poderão ter forte influência – para não dizer algum tipo de controle – sobre os preços internacionais do produto. Hoje, os americanos já são os maiores produtores de petróleo do mundo, com uma produção de cerca de 13 milhões de barris por dia. Mas possuem apenas a 10ª maior reserva provada, com 48 bilhões de barris de estoque. Os venezuelanos, por sua vez, possuem a maior reserva, com cerca de 303 bilhões de barris, mas são apenas 20º produtor mundial, com menos de 1 milhão de barris por dia. No melhor momento, nos anos 90, os venezuelanos chegaram a produzir mais de 3 milhões de barris por dia. Ou seja, se a indústria venezuelana de petróleo se recuperar com os investimentos americanos, e operar de acordo com os seus interesses, os EUA terão um grande controle da oferta mundial do produto, o que também significa um controle indireto sobre sobre os preços. De acordo com Vitor Sousa, analista de petróleo da Genial Investimentos, em um cenário de recuperação da indústria petrolífera venezuelana, se os americanos entenderem que os preços do petróleo estão muito elevados, eles poderão rapidamente elevar a produção, com a ajuda da Venezuela, ampliando oferta e reduzindo pressões sobre os preços. E o contrário também pode acontecer. Caso os preços estejam muito baixos, afetando a rentabilidade do setor, ambos os países poderão atuar em conjunto – sempre sob os interesses americanos – reduzindo produção e oferta. Com os campos de petróleo de ambos os países nas mãos, o poder de controle dos americanos sobre os preços aumenta consideravelmente, e reduz, por outro lado, o poder de influência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A chance de isso acontecer, contudo, ainda é bastante incerta. Tirar Maduro do poder – e violar as leis internacionais com uma agressão sem precedentes na América do Sul – não significa controle direto sobre a Venezuela. Não está claro se a presidente interina Delcy Rodríguez vai cooperar com os americanos, se novas ações militares acontecerão no país ou se haverá, em um cenário mais extremo, o início de uma guerra civil que a oposição tente voltar ao poder. Qualquer que seja o desfecho, as ações de Trump têm como interesse o petróleo venezuelano, e não o discurso de combate ao narcotráfico e muito menos a defesa da democracia, já que ele próprio tem pouco apreço por esse tema. (Opinião por Alvaro Gribel) Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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De fintechs a postos de combustíveis, crime avança sobre a economia

Chegou ao cidadão comum. Foi essa a sensação que os brasileiros tiveram ao se deparar com operações de Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal e outras autoridades que colocaram no centro de grandes investigações o posto de gasolina, a padaria da esquina, motéis, pequenos varejos e até mesmo aplicações financeiras e gestoras de investimento. Mais do que uma impressão, é fato que o crime está mais próximo do mundo dos negócios. “Foi um ano de virada”, diz Paulo Henrique Carnaúba, professor do programa avançado de finanças do Insper. Até pouco tempo, as grandes investigações se voltavam mais a tráfico de drogas, corrupção e sonegação. “Agora, elas estão mais próximas do cotidiano do grande público.” Para os especialistas, há alguns motivos por trás desse movimento. Um deles, diz Cleveland Prates, professor de economia da FGVLaw, é a necessidade de arrecadação federal, que tem investido em combate a brechas de evasão fiscal com mais afinco. Na lista dos inquéritos policiais da PF em andamento por tipos de crime, há mais de 3 mil que envolvem sonegação, supressão de tributos por meio de fraude, omissão ou declarações falsas. Outro fator, afirma Carnaúba, é o período de aprendizagem das autoridades, entre o mergulho nas investigações e o entendimento dos crimes, necessário para detonar então buscas, prisões e apreensões. “Todo fraudador tem de ter oportunidade e sensação de impunidade para praticar a fraude”, afirma. “Como há um delay de aprendizado das autoridades, esses crimes ganharam proporção muito grande.” De janeiro até o dia 15 de dezembro do ano passado, foram feitas 3.310 operações da Polícia Federal, com R$ 9,6 bilhões em ativos apreendidos, quase 60% a mais do que em 2024. Mas é nas maiores operações detonadas em 2025 que os padrões como os descritos por Carnaúba se repetem. No caso das operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, deflagradas simultaneamente, havia 268 empresas ligadas diretamente ao esquema. Os alvos das operações eram sócios em pelo menos 251 postos de combustíveis, em quatro Estados. Foram usados 60 motéis para lavar R$ 450 milhões, entre 2020 e 2024. Apenas o “cabeça” da organização tinha ligação com cerca de cem companhias diferentes. Outro contador investigado representava 941 empresas junto à Receita Federal. A organização criminosa controlava mais de 40 fundos de investimento (com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões). Embora cada operação tenha revelado movimentações bilionárias em suas respectivas frentes, a soma dos valores e a extensão do esquema indicam que os grupos criminosos movimentaram, no total, aproximadamente R$ 140 bilhões de forma ilícita. A segunda operação em termos de volume financeiro, a Compliance Zero, investigou a fraude praticada pelo Banco Master, segundo denúncia do Banco Central (BC), que movimentou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes. Também envolveu pelo menos 1,6 milhão de pequenos investidores. Esse é o número de pessoas que receberão de volta os recursos aplicados na instituição, por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O desembolso total será de cerca de R$ 41 bilhões. As outras operações que não se tornaram tão famosas, mas que estão entre as maiores em movimentação financeira, envolveram varejistas, atacadistas e distribuidoras. Também outras frentes do setor financeiro. Em outubro, a Operação Bóreas mirou um esquema de sonegação tributária estruturada no setor de ar-condicionado, com empresas de fachada e subfaturamento em importa– “Todo fraudador tem de ter oportunidade e sensação de impunidade para praticar a fraude” Paulo Henrique Carnaúba Insper “Vimos fundos de pensão públicos investindo em CDBs do Banco Master que tinham zero governança” Cleveland Prates FGV ções. Exótico, mas com estimativa de sonegação de R$ 400 milhões e bloqueio de R$ 800 milhões. Deflagrada em 16 de dezembro, a Operação Opções Binárias, da PF, investiga a operação de plataformas digitais falsas, com promessas de lucros garantidos no mercado de “opções binárias” e criptoativos para atrair pequenos investidores. A movimentação investigada ultrapassa R$ 1,2 bilhão. Em menor escala, também há diferentes operações que envolvem o varejo. Num dos casos, em âmbito estadual, a Operação Ambiente 186 investigou supermercados e atacadistas utilizavam “empresas noteiras” (companhias de papel que existem apenas para emitir notas fiscais) que simulam créditos de imposto e reduzem ilegalmente o valor a pagar ao Estado de Minas Gerais. O nome faz referência ao prejuízo estimado de R$ 186 milhões causado ao erário mineiro. GATO E RATO. Essa avalanche de operações permitiu identificar diferentes falhas em legislações e regramentos e algumas iniciativas já foram adotadas para corrigi-las. Entre elas, a aprovação da legislação do devedor contumaz, que estava parada no Congresso havia oito anos. Também a instrução normativa publicada pela Receita Federal que obriga todos os fundos de investimento a identificar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) dos cotistas finais, a partir de janeiro. Apenas a Receita Federal e autoridades com respaldo legal (como o Ministério Público e a Polícia Federal em investigações) terão acesso a esses dados. Ainda é preciso repensar, dizem eles, mecanismos de incentivos a eventuais fraudes, como a que aconteceu no Banco Master. Como os concedidos a plataformas para venderem investimentos que têm por garantia o uso do FGC. Para Prates, que estuda lavagem de dinheiro há mais de 20 anos, é preciso ter cuidado para não criminalizar as fintechs, que permitiram a universalização dos serviços bancários e trouxeram competição ao setor. Porém, havia brechas que os malfeitores são especialistas em encontrar – e o importante é fechá-las. Os especialistas afirmam que, historicamente, sempre que as falhas na legislação são combatidas, outras brechas são encontradas pelos criminosos. Por isso, dizem, é importante fortalecer sistemas de controle, como Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que cuidam do mercado financeiro e de capitais, respectivamente, entre outras. Também desenvolver expertise em combate a fraudes no judiciário. “Vejo boa vontade em apurar e aplicar lei de forma rigorosa, mas não é possível depender de advogados dos lesados para as denúncias”, diz Carnaúba. “É preciso ter um amplo movimento de treinamento no combate às fraudes, principalmente financeiras, na Justiça.” Além disso, dizem eles, não cabe apenas ao poder público combater fraudes e crimes.

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‘Fim da escala 6×1 pode diminuir a rotatividade’, diz CEO da Plurix, dona de supermercados

A onda de calor que atingiu o Centro-Sul do país no final de dezembro fez o consumo de cerveja disparar nas redes de supermercados Amigão, Avenida, Superpão, Compre Mais, Boa, Dom Olívio, Paraná e no Paraná Atacadista. São cerca de 180 lojas em 90 cidades, em especial no interior de São Paulo e do Paraná, chegando também ao Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A bebida recuperou o patamar de vendas do ano, depois de enfrentar uma primavera fria, e engrossou a lista de promoções das oito redes, cujo controle pertence à Plurix. “O brasileiro não gosta de preço [baixo], gosta de promoção”, diz o CEO da Plurix, Jorge Faiçal, 51. “O preço pode nem ser o melhor, mas se o consumidor sente que leva alguma vantagem, ele compra”, afirma o executivo, que chegou à Plurix em 2023, depois de quase 30 anos no varejo, com Walmart, Carrefour e GPA (Grupo Pão de Açúcar) no currículo. Acredita que algumas redes estrangeiras, como o próprio Walmart, não sobreviveram à dinâmica do varejo local por não se adaptarem às peculiaridades da clientela. Mas a Plurix divide com as grandes redes de varejo do país a mesma dificuldade: contratação e retenção de mão de obra. Metade dos trabalhadores deixa a empresa todo ano –um cenário que compromete a produtividade, dizem especialistas. Faiçal atribui a alta rotatividade ao momento de “pleno emprego” do país, com índice de desemprego de 5,2%, um dos menores da história. “Há quadros operacionais bastante desafiadores, como frente de caixa e repositores de gôndola”, afirma Faiçal. “A gente estuda bem de perto a eventual mudança da jornada 6×1, que pode trazer custos adicionais para o varejo, mas também uma redução do nosso ‘turnover’ de 50%, que é muito alto.” As eleições deste ano também são fonte de preocupação. “Em geral, ano eleitoral é bom [para as vendas] com mais dinheiro em circulação. O consumo é um propulsor da popularidade dos governos e ajuda a eleger”, diz. Mas o ambiente político polarizado exige cautela. “Há muita disputa nos estados em que a gente está presente e no próprio governo federal, o que pode trazer efeitos colaterais não tão positivos para a sociedade”, diz Faiçal, ressaltando que nenhuma das redes ou a Plurix assume lado na política. Os planos da Plurix para 2026 As ideias e estratégias do CEO Jorge Faiçal Ampliar uso de IA para identificar feedback de clientes e corrigir mix e serviços Investir em preços competitivos e marca própria Nida a partir de melhores negociações com a indústria Estar alerta aos efeitos da polarização política sobre o consumo, impedindo que redes regionais assumam lado Analisar oportunidades de aquisição nos estados onde o grupo atua Entre os 50 maiores supermercadistas do país, nenhum deu um salto tão grande quanto a Plurix. No ranking 2025 da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), a empresa passou do 19º para o 11º lugar, com vendas de R$ 9,4 bilhões em 2024. Em 2025, a previsão é fechar em R$ 10,2 bilhões, o que deve mantê-la na 11ª posição ou fazê-la avançar ao ‘top 10’ do próximo ranking Abras, a ser divulgado em abril. Para o consultor Alberto Serrentino, da Varese Retail, a compra do Amigão, em 2024, ajudou a Plurix a dobrar de tamanho. “Eles não fazem apenas operações de M&A, estão construindo um negócio consistente, com integrações graduais, procurando preservar um alto grau de independência em cada rede”, diz o especialista, lembrando que tentativas semelhantes no passado, de criar conglomerados unindo empresas regionais —como Máquina de Vendas e BR Pharma— não deram certo. Criada em 2021 pela gestora Pátria Investimentos, a Plurix comprou o controle de empresas familiares donas de supermercados, que enfrentavam problemas de sucessão ou financeiros, agravados com a expansão acelerada na pandemia, que comprometeu o negócio quando a taxa Selic atingiu dois dígitos. Faiçal afirma ter duas novas aquisições no horizonte, que podem ser concluídas em 2026. “Temos muitas conversas no forno, onde preço [do negócio] sempre é uma parte importante da discussão.” Em 2025, a empresa abriu 12 lojas e avançou no comércio eletrônico, criando uma operação digital para cada uma das bandeiras. “O percentual das vendas on-line ainda é baixo, 2%, mas tem crescido rápido”. Também criou uma marca própria, Nida, presente em todas as bandeiras. Para além do investimento no digital e na expansão, o modelo de negócio da Plurix envolve a conquista de escala na negociação com a indústria. “Hoje usamos o poder de compra de uma empresa de R$ 10 bilhões, o que nos garante melhores condições e acesso a grandes fornecedores”. O Pátria mantém os antigos donos das redes como sócios, que participam da gestão como presidente ou membros do conselho. As oito bandeiras integram cinco conselhos, em cidades diferentes: Avenida (Cândito Mota-SP); Boa e Dom Olívio (Jundiaí-SP); Paraná e Paraná Atacadista (Campo Mourão- PR); Superpão e Compre Mais (Guarapuava-PR); e Amigão 1 e 2 (Paiçandu-PR e Penápolis-SP). Os fundadores apoiam as tomadas de decisão, como a escolha dos pontos, a prospecção de terrenos, a cidade para qual expandir, além da adoção de práticas comerciais. “Tentamos manter o poder de decisão na ponta, para não repetir os erros das grandes redes, que têm dificuldade em captar nuances regionais.” No sul do Paraná, onde a colônia alemã e italiana é mais forte, por exemplo, a preferência é pelo consumo de carne suína. Já no norte do estado, na divisa com São Paulo, a maior demanda é pelo churrasco bovino. Há cidades no interior paulista onde o que mais sai é o bife na bandeja, mas em outras a maioria prefere carne fatiada na hora. “Também existe o apelo de marcas locais, de arroz, açúcar e café, em apresentações variadas, de 1kg a 5kg”, afirma. ‘2026, modo de usar’ Série entrevista CEOs de varejo, consumo e serviços sobre expectativas e desafios do novo ano ‘O maior diferencial sou eu à frente do negócio’, diz Pedrinho, dono do Supermercados BH e do Cruzeiro Depois de cortar gastos e reduzir gôndolas, Americanas quer mudar relação com

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Receita Federal volta a desmentir cobrança de imposto sobre Pix e suposta multa de 150%

A Receita Federal divulgou um comunicado nesta segunda-feira, 29, em que volta a desmentir a existência de cobrança de imposto sobre transações financeiras acima de R$ 5 mil e uma suposta multa de 150% para quem não pagar o falso imposto. Notícias falsas similares já haviam sidos desmentidas pelo órgão no início de 2025, quando viralizou vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) especulando que o Pix poderia ser taxado. “A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, disse a Receita Federal. “Não existe nenhuma tributação de 27,5% em transações, é completamente falso; também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, continuou o órgão. As notícias falsas que voltaram a circular nos últimos dias relacionam duas medidas completamente distintas: o monitoramento mais rígido de transações suspeitas via Pix e a isenção do pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aprovada pelo Congresso Nacional. É o caso de um vídeo gravado no início do ano pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente pré-candidato a presidente. Na gravação, que reapareceu nas redes sociais recentemente, ele afirma que um decreto de Lula determinou que quem recebesse mais de R$ 5 mil em transferências via Pix em um único mês teria que pagar imposto de renda. Caso contrário, poderia ser multado. “A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que: a partir de janeiro quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto. Isso é o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba.
Não caia em fake news!”, reforçou a Receita. A normativa da Receita Federal que serviu como base para a criação das notícias falsas tornou mais rígidas as regras para fintechs de monitorar transações suspeitas e aumentou o piso da movimentação monitorada de R$ 2 mil para R$ 5 mil para pessoas físicas, e de R$ 6 mil para R$ 15 mil para pessoa jurídica. Após a repercussão negativa, o governo Lula recuou da medida, mas voltou a estabelecer regras mais rígidas em agosto, após a Operação Carbono Oculto revelar que facções criminosas utilizaram contas em fintechs para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outros crimes. A nova instrução normativa da Receita deixou claro que o intuito da medida é combater o crime e apenas equiparou as regras das fintechs àquelas exigidas das instituições financeiras tradicionais, como os bancos. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Taxa de desemprego cai para 5,2% em novembro e renova recorde da série histórica

O desemprego no Brasil, que em outubro deste ano já havia chegado ao seu menor nível da série histórica, iniciada em 2012, renovou o recorde no trimestre encerrado em novembro, com a taxa de 5,2%. O número veio abaixo do esperado por analistas de mercado, que projetavam estabilidade em 5,4%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira. Neste mesmo dia, o Ministério do Trabalho divulga o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que só traz informações sobre trabalho com carteira assinada, com base no que as empresas informam ao ministério. Nos três meses até novembro, haviam 5,644 milhões de pessoas desempregadas, ou seja, em busca de trabalho, de forma que o resultado trouxe também o menor número absoluto já registrado pela pesquisa. O número de pessoas ocupadas também teve novo recorde, chegando a 103,0 milhões, de forma que o nível da ocupação também alcançou o maior percentual da série histórica: 59,0%. “A manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, reduzindo consideravelmente a taxa de desocupação”, considera Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad. Renda também bate recorde Com o aumento da ocupação, a renda média dos trabalhadores do país também bateu mais um recorde, chegando a R$ 3.574, e crescendo 1,8% no trimestre e 4,5% em relação ao mesmo período de 2024. Esse número foi puxado sobretudo pela alta no rendimento dos trabalhadores em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas. A massa de rendimento real habitual também registrou seu maior nível, chegando em R$ 363,7 bilhões, com altas de 2,5% (mais R$ 9 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano. “Os ganhos quantitativos no mercado de trabalho, por meio dos recordes de população ocupada, têm sido acompanhados por elevação do rendimento médio real recebido por essa população ocupada crescente. A combinação de expansão do trabalho e da renda impulsionam a massa de rendimento do trabalho na economia”, explicou a coordenadora da pesquisa. Autor/Veículo: O Globo

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Montadoras investem em carros com grande potencial de vendas para crescer em 2026

O Salão do Automóvel de São Paulo, realizado em novembro, revelou alguns dos automóveis que serão lançados em 2026, a maioria de origem chinesa. Após o evento, outros modelos foram anunciados, com destaques para as marcas que atuam no Brasil há mais tempo. Será uma disputa pesada em meio a um mercado que cresce pouco. Até novembro, foram emplacados 2,28 milhões de carros de passeio e comerciais leves no país, uma alta de apenas 1,82% sobre o mesmo período de 2024, segundo a Fenabrave (associação dos distribuidores). Em busca de volume e de rentabilidade, as montadoras que fabricam carros e componentes no país investem nos segmentos de entrada. A GM vai lançar o compacto Chevrolet Sonic Cupê, que vai concorrer com Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse na faixa de preço que começa em R$ 100 mil. Embora tenha porte de hatch, o novo modelo será tratado como um SUV, da mesma forma que ocorre com seus rivais diretos. A apresentação deve ocorrer no primeiro trimestre de 2026, sempre com motorização 1.0 flex, seja com ou sem turbo. Outro carro de alto volume que estreia em 2026 é o Fiat Panda. Será a principal novidade da marca no ano em que completará 50 anos de atuação no Brasil. Além de trazer o novo estilo da montadora italiana, esse compacto pode ter uma versão 100% elétrica para disputar mercado com os chineses. A Jeep também entra na lista de candidatos a top 10 em vendas com o Avenger, SUV que compartilha plataforma com o Peugeot 2008. As empresas fazem parte do grupo Stellantis, bem como Fiat, Citroën e RAM. O jipinho urbano será produzido em Porto Real (RJ), com lançamento previsto para o meio do ano. Espera-se que alcance o mesmo sucesso que tem feito no mercado europeu. No Brasil, seus preços sugeridos devem começar em R$ 120 mil. A estratégia da Jeep inclui a chegada de versões híbridas dos SUVs Renegade, Compass e Commander. O braço americano do grupo Stellantis terá ainda a picape RAM Dakota, que divide plataforma com a Fiat Titano. Na japonesa Toyota, a principal novidade estreia em fevereiro e já tem preço. Será o SUV compacto Yaris Cross, que vai custar a partir de R$ 161.390. A chegada foi atrasada pelo vendaval que, em setembro, destruiu sua fábrica de motores, em Porto Feliz (interior de São Paulo). A marca terá ainda o GR Yaris no Brasil, hatch esportivo com tração integral e 300 cv de potência. As vendas terão início em abril, com valores que devem ficar acima de R$ 300 mil. A Honda também aposta na esportividade para chamar a atenção em 2026. A nova geração do Prelude virá com a mesma motorização híbrida disponível no sedã médio Civic. Com estreia prevista para o segundo semestre,o cupê tem potência combinada de 203 cv. Seu preço também deve se aproximar dos R$ 300 mil. Na alemã Volkswagen, o primeiro lançamento confirmado para 2026 é o SUV médio Tiguan, que trará um novo desenho frontal e mais conectividade. Importado do México, o modelo deve ser novamente equipado com o motor 1.4 turbo flex de 150 cv. Versões híbridas flex de diferentes carros da marca também chegarão às lojas no próximo ano, mas a empresa ainda não divulgou as datas de estreia. A combinação de gasolina, etanol e eletricidade também estará presente entre as marcas chinesas, com destaque para a BYD. A montadora vai lançar o Song Pro reestilizado com essa tecnologia. Uma unidade já foi exibida em Belém (PA) durante a COP30, mas a montagem em Camaçari (BA) com peças importadas da China só vai ganhar escala no próximo ano. O grupo Caoa prepara novidades das marcas Changan e Chery. Enquanto a primeira estreia com os elétricos Avatr, a segunda vai iniciar as vendas do Tiggo 5X reestilizado. Montado em Anápolis (GO) e com lançamento aguardado para o primeiro trimestre, o 5X manterá o motor 1.5 turbo flex (150 cv) nas versões mais em conta, que hoje partem de R$ 129.990. Haverá também uma nova opção híbrida, cujos dados técnicos ainda não foram revelados. A onda chinesa segue com os novos carros já anunciados pelas marcas GWM, Geely, MG, Jetour, Omoda Jaecoo, GAC, Leapmotor e Zeekr. Juntas, trarão mais de 20 modelos ao Brasil, acirrando ainda mais a disputa em um mercado que cresce timidamente. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Vibra começa pela Argentina expansão externa

A Vibra Energia deu a largada no plano para tornar o negócio de lubrificantes um motor de crescimento da rentabilidade da companhia no Brasil e na América Latina. A estratégia considera a cinquentenária marca Lubrax. O primeiro passo do projeto foi o redesenho do segmento, com a criação de uma unidade de negócios dedicada exclusivamente ao produto. Além de crescer no Brasil, a Vibra ambiciona conquistar a liderança em lubrificantes no mercado latino-americano até 2030 e o plano terá início pela Argentina, país no qual a Lubrax será produzido. Em novembro, a Vibra anunciou a reestruturação na área de lubrificantes. Até então o negócio era gerido por uma diretoria da vice-presidência comercial B2B (iniciais em inglês para transações entre empresas). O redesenho trouxe mais autonomia ao negócio, que passou a contar com uma vice-presidência exclusiva, assento ocupado por Marcelo Fernandes Bragança. Na primeira entrevista desde que assumiu a nova unidade de negócios, Bragança disse que a Vibra havia deixado o mercado externo de lado, mantendo exportações pontuais para alguns países, como Paraguai, Uruguai e Bolívia. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Gás natural: ANP aprova metodologia e critérios para definição da taxa de retorno das transportadora

A Diretoria da ANP aprovou hoje (29/12) a metodologia e os critérios para definição da taxa de retorno, referente ao transporte de gás natural, para vigorar entre 2026 e 2030 (o chamado Ciclo Tarifário 2026-2030). A taxa de retorno é o retorno que as transportadoras obtêm sobre o capital investido em seus ativos (neste caso, gasodutos de transporte). A metodologia e os critérios para a definição da taxa de retorno foram objeto da Consulta Pública ANP nº 12/2025, durante o período de 15 (quinze) dias, quando foram recebidos 18 formulários eletrônicos (totalizando 199 contribuições) e 13 contribuições por e-mail contendo estudos e manifestações adicionais. A decisão de hoje atualiza a metodologia utilizada desde 2019, de modo a assegurar que o transportador, atuando como um prestador de serviços eficiente, obtenha retorno adequado sobre o capital investido, representado pela base regulatória de ativos (BRA). A BRA representa o conjunto de ativos diretamente relacionados à atividade de transporte de gás natural. Assim, estão sendo propostos aprimoramentos com relação à metodologia anterior com base na evolução das melhores práticas regulatórias e nas transformações observadas no mercado de capitais brasileiro nos últimos anos. Como resultado, a Nota Técnica nº 6/2025 propõe um Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) de 7,63% ao ano, em termos reais, para o Ciclo Tarifário 2026-2030, valor este que representa incremento de dezesseis pontos-base em relação à proposta preliminar de 7,47% apresentada na Nota Técnica nº 2/2025. Trata-se da 1ª fase plano de ação aprovado pela Diretoria da Agência em 6/11, visando à aprovação das metodologias e dos parâmetros para definição da Receita Máxima Permitida (RMP) e das propostas tarifárias das transportadoras para o Ciclo Tarifário 2026-2030. Plano de ação O plano de ação foi dividido em três fases para permitir uma análise mais detalhada e seguir um sequencialmente lógico na definição dos pontos discutidos. As fases são: – 1ª fase: definição da taxa de retorno, cuja aprovação ocorreu hoje; – 2ª fase: valoração da base regulatória de ativos (BRA), com previsão de conclusão em fevereiro de 2026; – 3ª fase: definição da RMP e das propostas tarifárias para o Ciclo Tarifário 2026-2030, com previsão de conclusão em maio de 2026. A valoração da BRA compreende a definição da metodologia aplicável na apuração de seu valor, o qual será a base para o cálculo da Receita Máxima Permitida dos transportadores, a ser recuperado pela tarifa de transporte. A Receita Máxima Permitida (RMP), por sua vez, é a receita máxima que o transportador pode receber pelos serviços de transporte de gás natural, estabelecida pela ANP com base nos custos e despesas, na remuneração do investimento em bens e instalações e na depreciação e amortização das respectivas BRAs. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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