25 de junho de 2026

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Fecombustíveis promove momento histórico para revenda nacional

O presidente da Fecombustíveis, James Thorp Neto, e os presidentes dos sindicatos filiados de vários estados brasileiros foram recebidos, ontem (24), pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin. O encontro foi marcado por ampla receptividade de Alckmin, que teve contato com os principais pleitos da revenda. James Thorp Neto e sua diretoria entregaram um ofício, com as seguintes solicitações:– Instituição de Canal Permanente de Comunicação ou Grupo de Trabalho Institucional entre o Governo Federal, a Fecombustíveis e os Demais Elos da Cadeia de Abastecimento de Combustíveis;– Monofasia tributária do ICMS para o etanol hidratado e o Gás Natural Veicular (GNV);– Padronização das Fiscalizações dos PROCONs Estaduais e Municipais, sob coordenação da SENACON, para evitar prejulgamentos à revenda;– Revisão dos Critérios de Reajuste dos Preços do Gás Natural Veicular. Autor/Veículo: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis

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Petróleo fecha em queda com retomada de fluxos em Ormuz

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (24), diante de sinais de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz e avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã após a assinatura do memorando de entendimento. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em queda de 3,92% (US$ 2,87), a US$ 70,34 o barril, operando abaixo dos US$ 70 na mínima intraday. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 3,81% (US$ 2,93), a US$ 73,87 o barril. O petróleo passou a acelerar queda a cerca de 3% pela manhã, depois de o presidente americano Donald Trump comentar que o Irã informou a Washington que não está cobrando pedágios de embarcações que transitam por Ormuz. Em visita ao Kuwait, o secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, frisou que um grupo de negociação técnico voltará ainda este mês para o Oriente Médio para novas conversas com os iranianos. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse que cerca de 72 navios saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, o que significa que em torno de 20 milhões de barris de petróleo passaram pela via marítima. Os investidores já precificaram grande parte das notícias sobre a recuperação das exportações de energia do Golfo, deixando espaço para alguma volatilidade nos preços ao longo do terceiro e quarto trimestres, avalia a Capital Economics. Para a consultoria, o mercado global de petróleo provavelmente retornará a condições de excesso de oferta assim que a produção interrompida for totalmente restaurada, o que empurrará o preço do Brent para cerca de US$ 60 o barril até o final de 2027. Em paralelo, o Goldman Sachs aponta que as margens de derivados da commodity devem permanecer elevadas por mais tempo e têm risco de queda menor do que o do preço do petróleo bruto, acrescentando que as margens de diesel e gasolina seguem bem acima dos níveis pré-guerra. Nos EUA, os estoques de petróleo caíram 6,08 milhões de barris na semana encerrada em 19 de junho, apontando queda mais acentuada do que a de 4,1 milhões prevista pelos analistas. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: CNN

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ANP diz que mercado de combustíveis está abastecido no curto e médio prazos

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, afirmou nesta quarta-feira (24) que o mercado de combustíveis está devidamente suprido no curto e no médio prazos. Segundo ele, a agência segue monitorando o abastecimento, em meio às movimentações no mercado global provocadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Durante o evento Energy Summit, no Rio de Janeiro, Watt declarou que a produção nacional, somada à previsão de importações, atende à demanda atual. Na avaliação do diretor-geral da ANP, não há risco de desabastecimento. O executivo também comentou o comportamento dos preços dos derivados e do mercado de combustíveis diante da possível redução do barril do tipo Brent. Segundo Watt, já há uma tendência gradual de estabilização à medida que novas importações são realizadas. Ele afirmou que esse movimento ocorre de forma paulatina, mas que já começa a ser observado com a entrada dessas cargas. Autor/Veículo: Canal Rural

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‘Vamos todo mundo para selva e vamos ter um ar maravilhoso’, diz presidente da Petrobras

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (23) que o Brasil precisa decidir se quer gerar impostos e desenvolvimento com a produção de petróleo ou ir para a selva e ter um ar maravilhoso”. “O Brasil tem que entender e se decidir, afinal de contas, qual vai ser o seu futuro e o que ele quer desse futuro. ‘Phase away’ [políticas para reduzir a produção] de petróleo vai significar abrir mão de R$ 277 bilhões em tributos, porque foi o que nós pagamos no ano passado”, disse Magda. Na presidência da COP30, o governo brasileiro propôs ao mundo a discussão de um mapa do caminho para reduzir gradualmente a produção e o consumo de combustíveis fósseis. A proposta não foi aceita na conferência, mas Brasil e Turquia, sede da próxima COP, seguem trabalhando em um texto. Após a COP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a elaboração de um mapa do caminho brasileiro, para criar “diretrizes para uma transição energética justa e planejada, com vistas à redução da dependência de combustíveis fósseis no Brasil”. Magda disse que o Plano Clima do governo brasileiro tem que considerar “a construção do futuro do Rio de Janeiro, a construção do futuro do Brasil”. “Não tem Plano Clima se não tiver sociedade, né? Então é muito fácil, olha, fecha tudo, vamos todo mundo para selva e vamos ter um ar maravilhoso”, afirmou. O debate sobre a redução da produção de petróleo, porém, vai além da qualidade do ar. Combustíveis fósseis são apontados por cientistas como a principal causa da mudança climática pelo excesso de gases do efeito estufa na atmosfera. Esse processo torna mais frequentes e intensos eventos climáticos extremos, como enchentes, secas ou queimadas florestais, e tem também impactos econômicos em diferentes setores industriais ou agrícolas. Magda não citou especificamente os planos de “phase away” brasileiros. Disse em seu discurso que a transição energética “não pode destruir o que estamos construindo”. “Não temos vergonha de produzir petróleo”, repetiu. A indústria do petróleo passou a tentar difundir o termo “adição energética” em vez da transição energética, para reforçar a ideia de que o mundo precisará de renováveis, mas em complemento —e não substituição— ao petróleo. “Temos que falar em adição energética, em soma de esforços, de um país que progride com transição energética, mas aquela transição do nosso tempo. Quando se falava em etanol e em Pro-Álcool, se falava além de petróleo e gás.” Ela participou do lançamento do anuário de petróleo e gás do Rio de Janeiro, elaborado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). O estado é responsável por quase 90% da produção nacional e altamente dependente das receitas desse setor. No evento, a Firjan estreou outro slogan em defesa da indústria: “O petróleo está em tudo”. “O Rio de Janeiro é petróleo, veste petróleo, se movimenta com petróleo, se alimenta, vive e constrói com petróleo”, afirmou o presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Petrobras estuda duplicar fábricas de fertilizantes para reduzir importações

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (24) que a estatal estuda duplicar todas as suas fábricas de fertilizantes nitrogenados para reduzir a necessidade de importações do país. Magda se reunirá nesta quinta-feira (25) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Três Lagoas (MS) para celebrar a retomada da chamada UFN-3, que teve as obras paralisadas após o início da Operação Lava Jato, em 2014. A Petrobras aprovou a retomada do projeto em 2024. Em abril, o conselho de administração da companhia deu aval à contratação das obras. O evento com Lula é o sexto do ano, em um esforço para garantir palanque ao presidente antes de restrições do período eleitoral. A fábrica de Três Lagoas está com 85% das obras concluídas, e a Petrobras estima um custo adicional de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) para conseguir iniciar as operações. A expectativa é que as obras comecem ainda neste ano, com inauguração entre o final de 2028 e o início de 2029. “Estamos retomando algumas obras e construções com as quais nos comprometemos no passado e que foram entendidas como não viáveis no meio do caminho”, disse Magda. “As condições melhoraram, mudaram, e elas são sim econômicas e úteis para o Brasil”. Entre as grandes obras investigadas pela Lava Jato e retomadas no governo Lula 3, estão a segunda fase da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a unidade de refino do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), rebatizado de Complexo de Energias Boaventura. A Petrobras chegou a iniciar também obras de uma fábrica de fertilizantes em Uberaba (MG), mas o projeto não foi muito além de uma cerimônia de lançamento de pedra fundamental, que contou com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff. Magda disse nesta quarta que ainda não há definição sobre a duplicação das fábricas existentes —são três em operação e a de Três Lagoas, em construção— mas que a empresa entende que é melhor ampliar instalações existentes do que construir novas. “Estamos estudando e com muita vontade de fazer isso porque, antes de tudo, ancora e fideliza uma demanda por gás natural, que é um produto que a Petrobras produz e vai produzir cada vez mais no futuro”, disse ela. A presidente da Petrobras tem repetido que a estatal terá grandes volumes de gás ainda por muitos anos, já que reinjeta nos poços parte da produção do pré-sal. Precisa, por isso, encontrar mercado para o combustível. Quando estiver pronta, a fábrica de fertilizantes de Três Lagoas vai consumir 2,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, o que equivale a cerca de 5% do volume que a estatal disponibiliza hoje ao mercado brasileiro. A unidade terá capacidade para atender 15% da demanda nacional por fertilizantes nitrogenados. O parque da estatal hoje, com fábricas de fertilizantes no Paraná, na Bahia e em Sergipe, consegue atender outros 20%. As três unidades já existentes estavam paradas, por diferentes motivos, e tiveram a operação retomada recentemente. Lula já esteve na Bahia e em Sergipe para celebrar a retomada. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Vibra defende previsibilidade para mudanças na mistura de etanol na gasolina

O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, defendeu nesta quarta-feira (24), no Energy Summit, no Rio de Janeiro, regulações claras e agendas previsíveis para mudanças na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. Segundo o executivo, ajustes de 1% ou 2% na composição exigem resposta rápida de toda a cadeia logística, com prazos de 30 a 60 dias para adaptação. Durante o painel, Pousada afirmou que a Vibra acredita no potencial do etanol como produto de apoio à transição energética, mas ressaltou a necessidade de planejamento para a execução das mudanças regulatórias. Segundo ele, nas bases de distribuição, a empresa realiza as misturas conforme a regulação vigente, e qualquer alteração normativa demanda ajustes operacionais em curto prazo. A discussão ocorre em meio ao debate sobre a elevação do porcentual de etanol anidro na gasolina. O governo federal vem defendendo a mudança como forma de ampliar o consumo de biocombustíveis. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tinha reunião agendada para esta quarta-feira (24) para aprovar o aumento da mistura de 30% para 32%, mas o encontro foi cancelado. Pousada também comentou os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis. Segundo o executivo, a Vibra dobrou o volume de importação de diesel e segue atendendo os clientes. A companhia informou ser a única distribuidora presente em todo o território nacional, com mais de 200 bases de distribuição e 7.500 postos, que recebem cerca de 30 milhões de consumidores por mês. No painel, o executivo ainda destacou a preocupação do setor com irregularidades na distribuição de combustíveis, citando práticas como crime organizado, evasão fiscal e adulteração de produto. Ele afirmou que a companhia atua com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com o Instituto Combustível Legal (ICL) no combate a essas ocorrências. O diretor-geral da ANP, Artur Watt, afirmou no mesmo evento que a autarquia está comprometida com as operações de apoio e com o monitoramento permanente do setor. Ele também defendeu agências reguladoras mais fortes e independentes, em meio à discussão sobre orçamento e autonomia desses órgãos. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Globo Rural

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