Author name: Junior Albuquerque

Uncategorized

Justiça isenta a Refit de pagamentos previstos no plano de recuperação judicial, como dívida ativa

O grupo Refit conseguiu nesta terça-feira, na segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), a suspensão temporária por 120 dias das obrigações previstas no plano de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, principal operação da empresa. A principal delas é o pagamento parcelado da dívida tributária com o Estado do Rio. No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral do Estado do Rio (PGE) já havia informado no processo de recuperação judicial que a Refit vinha atrasando pagamentos da dívida, renegociada e parcelada em 2023. Com a decisão desta terça-feira, a empresa tem respaldo judicial para deixar de pagar. A PGE informou que vai recorrer da decisão liminar. A Refinaria de Manguinhos está em recuperação judicial desde 2015. Em novembro passado, o grupo voltou aos holofotes com uma operação da Receita Federal em parceria com os Ministérios Públicos de cinco estados, sob suspeitas de montar um esquema que teria sonegado R$ 26 bilhões em impostos, especialmente o ICMS. Empresa alega ‘asfixia financeira’ Pouco antes de deflagração da operação em novembro, em setembro, a ANP, agência reguladora do setor, suspendeu o funcionamento da Refinaria de Manguinhos. A suspensão, somada a medidas de novembro — como o bloqueio de R$ 10,2 bilhões contra todos os integrantes do grupo, incluindo imóveis e veículos —, paralisou os negócios da Refit. Ao TJRJ, no processo da recuperação judicial, o grupo alegou que estava em “asfixia financeira”, como mostrou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. O pedido foi por uma suspensão de 180 dias nas obrigações do plano de recuperação. Nesta terça-feira, o desembargador Guaraci de Campos Vianna aceitou o pedido numa decisão liminar, mas reduziu o período para 120 dias, ou “enquanto perdurarem as medidas de integral constrição patrimonial”, conforme parte do processo ao qual O GLOBO teve acesso. A decisão deixa claro que a suspensão inclui “a adoção de medidas tendentes ao cancelamento do parcelamento tributário ou ao prosseguimento da execução fiscal por inadimplemento”. A Refit tinha pressa para conseguir a suspensão. Na próxima sexta-feira, dia 30, venceria um prazo no acordo de renegociação da dívida tributária com o Estado do Rio. Se continuasse inadimplente, o grupo poderia ter toda a dívida executada de uma vez. Dívida ativa sobe, e PGE vai recorrer Conforme dados da dívida ativa, divulgados pela PGE, a Refinaria de Manguinhos fechou 2025 devendo R$ 13,3 bilhões ao Estado do Rio — o valor sobe quando se somam as dívidas de distribuidoras de combustíveis tidas como ligadas ao conglomerado. No balanço mensal de novembro, o valor estava em R$ 13,1 bilhões, ou seja, houve um aumento de R$ 200 milhões na passagem para dezembro. Segundo a PGE, o grupo Refit não paga a dívida renegociada desde outubro. Em dezembro, o procurador-geral do Estado, Renan Saad, disse ao GLOBO que, após uma petição da PGE no processo de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, a Refit pediu a emissão de guias para retomar os pagamentos da dívida renegociada. Nesta terça-feira, a PGE informou que vai recorrer da liminar no processo, embora ainda não tenha sido notificada da nova decisão. A PGE informou que já havia entrado com uma petição, na segunda-feira, contra o pedido do grupo Refit, que acabou sendo acatado pelo desembargador Vianna. “Na petição, a PGE-RJ pede que a 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital intime a Refit, no prazo de 15 dias, para que recolha as parcelas faltantes do parcelamento acordado pela pela Lei 9.733/2022, que garante às empresas em recuperação judicial o pagamento de 3,5% sobre o faturamento mensal”, disse a PGE, em nota ao GLOBO. A PGE ressaltou ainda que “caso não sejam retomados os pagamentos, o acordo de parcelamento de dívidas poderá ser cancelado, uma vez que o inadimplemento não pode ultrapassar 90 dias”. Segundo o órgão, “a empresa não efetua pagamentos desde outubro de 2025, mesmo tendo registrado faturamento nos últimos três meses do ano passado”. “A PGE-RJ ressalta também que no dia 12 de dezembro, a Refit fez contato para solicitar a emissão de novas guias de pagamento referentes aos meses de outubro e novembro, o que foi feito. Ou seja, no mesmo dia em que requereu a suspensão de todas as suas obrigações, a empresa demonstrou interesse em regularizar o parcelamento”, diz a nota da PGE. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

Focus: mercado reduz a 4% projeção para a inflação em 2026

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 4,02% para 4,00%. A taxa está 0,50 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,05%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,02% para 3,99%. A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%, pela 12ª semana consecutiva. Considerando apenas as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida também seguiu em 3,80%. O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,5% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no segundo trimestre de 2027. A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu a 4,46%, abaixo do teto. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o BC reafirmou seu compromisso com a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%. “O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, diz o texto. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

Maersk testa uso do etanol como combustível limpo para navios no Porto de Suape

A APM Terminals está em fase de testes do uso do etanol para o abastecimento de navios no Porto de Suape. O projeto foi apresentado nesta segunda-feira (26), em palestra no Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) para representantes de usinas do Nordeste. A expectativa é de que o etanol seja viabilizado como alternativa de transição energética para o setor marítimo, com potencial para transformar o estado em um hub para o setor. Projetada como uma aposta da empresa para ser uma alternativa ao uso do metanol, que deve enfrentar desafios como falta de infraestrutura padronizada no mundo para a produção do combustível, o etanol está sendo testado como combustível para frota marítima, que pode abastecer o mercado global. De acordo com o Diretor de Negócios Públicos da APM Terminals, Felipe Campos, a empresa prevê um cenário conservador em que o etanol ganhe 10% do consumo mundial de combustível marítimo, isso representaria o consumo de cerca de 50 milhões de toneladas de etanol. “Isso é mais do que o Brasil produz hoje, cerca de 37 milhões de toneladas”, aponta. Diante desse cenário, a perspectiva é de que a empresa aproveite a produção que já existe e pode ser ampliada, principalmente no Nordeste do país. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, a perspectiva do consumo do etanol, gerado pelo milho vem crescendo, mas não no ritmo de produção nacional. “É um mercado novo para se usar o etanol diretamente na mistura com o óleo bunker. Pernambuco chegou a produzir 700 milhões de litros de etanol em algumas safras. É um um consumo que pode ser em parte absorvido, também para o abastecimento desses navios com etanol”, explica Renato. Segundo ele, caso os testes sejam aprovados, o uso do etanol para embarcações pode transformar o Porto de Suape em um hub para abastecer navios de todo o mundo, o que pode movimentar a economia do estado. “Há uma ampla possibilidade de uso desse etanol após os testes e após o funcionamento desses hubs de abastecimento que estão previstos no plano da Maersk. São portos concentradores de abastecimento de navios. Tanto pode ser o próprio produto que é produzido no Nordeste ou até por cabotagem que pode vir de outras regiões do do Brasil e concentrar-se em Pernambuco”, explica. Nos últimos dois anos, a empresa dinamarquesa investiu R$1,6 bilhão para a construção do terminal de contêineres, no Porto de Suape. A previsão é de que o local seja utilizado como 1º terminal zero de emissão da América Latina. Fase de testes Para comprovar a viabilidade do uso do etanol, uma primeira fase de testes foi realizada com um Blend E10 (10% de etanol e 90% de metanol). Agora, a APM Terminals testa o E50 (50% etanol e 50% metanol) já com expectativa positiva de viabilidade. A previsão é de que o próximo teste, do E100, seja realizado com 100% de etanol brasileiro. Os testes, realizados na sede da empresa, na Dinamarca, foram realizados com embarcações flex, projetadas para serem abastecidas com metanol. Diante do crescimento do uso do etanol gerado por meio do milho produzido no Centro Sul brasileiro, a expectativa da empresa é utilizar o potencial de produção do mercado sucroenergético do Nordeste brasileiro para gerar o etanol da cana-de-açúcar. Autor/Veículo: Diário de Pernambuco

Uncategorized

Refinaria no RS tem primeira autorização para produzir gás de cozinha sustentável

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a operação da primeira biorrefinaria do Brasil, abrindo caminho para a produção e a comercialização contínua de gás de cozinha de origem renovável. Segundo a agência, testes indicam que o uso do combustível, conhecido como Bio-GL (de gás liquefeito), pode reduzir entre 65% e 70% as emissões de dióxido de carbono em comparação aos combustíveis fósseis. A autorização foi concedida à Refinaria de Petróleo Riograndense, localizada em Rio Grande (RS), sociedade entre a Petrobras e o grupo Ultra. É a primeira autorização concedida pela ANP em caráter permanente para unidade de refino com 100% de matéria-prima renovável. A unidade já vem fazendo testes de produção de combustíveis sustentáveis, como parte da estratégia da Petrobras para reduzir emissões dos produtos que vende. A presidente da estatal, Magda Chambriard, anunciou na semana passada R$ 6 bilhões em investimentos nessa unidade. Segundo a ANP, a documentação técnica apresentada pela empresa comprova que o Bio-GL atende integralmente às especificações físico-químicas exigidas para o gás de cozinha, o que permite seu uso de forma direta e elimina necessidade de adaptações em equipamentos ou infraestrutura. Testes laboratoriais conduzidos pela Ultragaz em fogões e aquecedores domésticos indicaram que o Bio-GL é tecnicamente equivalente ao GLP convencional, com resultados semelhantes de potência, consumo, eficiência energética e emissões de monóxido de carbono, todos dentro dos limites regulatórios. Assim, a ANP decidiu equiparar o Bop-GL ao gás de cozinha para fins regulatórios, estendendo ao produto renovável todas as regras atualmente aplicáveis à comercialização do gás de cozinha e permitindo sua circulação por toda a cadeia de abastecimento. Para a agência, a autorização consolida um marco regulatório para combustíveis renováveis no país, com impactos potenciais sobre a redução de emissões, a diversificação da matriz energética e a segurança do abastecimento. “A iniciativa de produção nacional de Bio-GL vai ao encontro do desenvolvimento de combustíveis de origem renovável no país, de forma alinhada às políticas públicas, com ganhos ambientais, de segurança energética e de abastecimento”, afirmou a agência. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Petróleo cai com aumento da oferta e expectativa por decisão da Opep+

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 26, refletindo os temores de uma oferta excessiva da commodity frente ao aumento de embarques da Venezuela e sob expectativas para a próxima reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Investidores monitoram ainda o impacto da forte tempestade de inverno nos Estados Unidos sobre a produção de petróleo e tensões geopolíticas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março fechou em queda de 0,72% (US$ 0,44), a US$ 60,63 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,46% (US$ 0,30), a US$ 64,77 o barril. Segundo a Bloomberg, delegados da Opep+ afirmaram que o cartel deve seguir os planos de manter a produção de petróleo estável em março, enquanto o grupo lida com um excedente global e uma onda de riscos geopolíticos. Ainda conforme o veículo, a Chevron aumentou sua frota para transportar petróleo venezuelano aos EUA, enquanto o Casaquistão retomou operações no oleoduto do Cáspio – responsável por 90% da produção do país, um dos maiores fornecedores globais da commodity. Os temores sobre a oferta pressionaram o petróleo e se sobrepuseram a notícias de danos provocados pela tempestade de inverno nos EUA, cuja onda de frio ameaça a produção doméstica de energia. Para o Price Futures Group, o mercado segue em estado de alerta, reagindo a cada nova atualização sobre a tempestade. Também pesando sobre os preços, aumentou no fim de semana a preocupação de investidores com possível novo shutdown nos EUA e eventuais repercussões na economia, após democratas demonstrarem resistência em aprovar o orçamento. Limitando as perdas, a Ucrânia lançou novo ataque contra uma refinaria de petróleo da Rússia, apesar do andamento das negociações para um acordo de paz. A próxima reunião está marcada para domingo, em Abu Dhabi. Ainda no radar geopolítico, um porta-aviões dos EUA chegou ao Oriente Médio e, segundo o Washington Post, amplia as opções do governo Trump para um possível ataque ao Irã. Incertezas sobre a Groenlândia levaram a União Europeia a adiar votação do acordo comercial com os EUA, enquanto Trump ameaçou aplicar novas tarifas de 100% sobre o Canadá por fechar parceria com a China. Na visão do SEB, essas tensões devem dar algum suporte aos preços do petróleo no curto prazo. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

Uncategorized

Petrobras amplia eficiência no refino e expande combustíveis mais limpos

A Petrobras registrou avanços relevantes na eficiência operacional de seu parque de refino, com efeitos diretos sobre a oferta de combustíveis, a redução da dependência de importações e o fortalecimento da transição energética no país. Entre 2023 e 2025, as refinarias da companhia operaram com um Fator de Utilização Total (FUT) médio de 92%, acima dos 88% observados em 2022, evidenciando ganhos consistentes de produtividade e modernização industrial. Esse desempenho sustentou um aumento de 3% na produção média de derivados no período e permitiu ampliar em mais de 20% a capacidade de produção de diesel S-10, combustível com menor teor de enxofre. O acréscimo foi de 138 mil barris por dia, resultado de projetos implantados nas refinarias Reduc, Replan, Revap e Rnest, que elevaram a eficiência dos ativos e ampliaram a flexibilidade operacional do sistema. O diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França, destacou que os resultados são fruto de investimentos contínuos em engenharia, modernização e segurança. “Os projetos implementados nos últimos anos aumentaram de forma consistente a capacidade e a flexibilidade operacional do nosso parque de refino. As ampliações em unidades de nossas refinarias são resultado de ganhos de eficiência, modernização de processos e engenharia aplicada, sempre com foco em segurança e confiabilidade operacional”, afirmou. Os ganhos de eficiência também se refletiram em recordes sucessivos de produção. Entre 2023 e 2025, a produção média de diesel cresceu 3,1%, enquanto a de gasolina avançou 9,3%, alcançando médias históricas de 452 mil barris por dia de diesel S-10 e 419 mil barris por dia de gasolina. Diversas refinarias do sistema atingiram volumes inéditos, impulsionadas por projetos que acrescentaram cerca de 48 mil barris diários à capacidade de processamento de petróleo, com destaque para a Rnest e a RPBC. Para 2026, estão previstas novas ampliações nas refinarias Replan e Revap, que devem adicionar mais 44 mil barris por dia à capacidade instalada. Também avança o projeto do Trem 2 da Rnest, que permitirá elevar o processamento em até 130 mil barris diários, reforçando a autossuficiência do país em derivados e a estabilidade do abastecimento. Outro eixo estratégico é o biorefino. As refinarias da Petrobras já estão adaptadas para a produção do diesel R, com capacidade aproximada de 74 mil metros cúbicos por mês. O diesel R5 já é comercializado e utilizado por empresas de transporte coletivo em Araucária, no Paraná. Testes também foram realizados com o diesel R10, empregado no abastecimento de ônibus e geradores durante a COP30, realizada no Brasil em 2025. No segmento de aviação, as unidades de refino foram adequadas para o coprocessamento do SAF, combustível sustentável de aviação. A partir de 2027, companhias aéreas que operam no Brasil poderão utilizar esse derivado, em conformidade com a Lei do Combustível do Futuro e com a fase mandatória do Corsia, programa da Organização da Aviação Civil Internacional voltado à redução e compensação das emissões de CO₂ em voos internacionais. A companhia conduz ainda o processo licitatório para a implantação da primeira planta dedicada à produção de combustíveis 100% renováveis na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão, com capacidade de 15 mil barris por dia. Até o fim do primeiro trimestre deste ano, a Petrobras passará a operar, de forma inédita, a Refinaria Riograndense como a primeira do país com 100% de carga renovável. Em 2026, também terão início as obras de uma planta dedicada à produção de renováveis nessa mesma unidade, com capacidade equivalente. No mercado de gás natural, a empresa ampliou a oferta ao aumentar em cerca de 21 milhões de metros cúbicos por dia a capacidade de processamento, a partir da entrada em operação das novas infraestruturas da Rota 3 e da Unidade de Tratamento do Complexo Energias Boaventura. A expansão fortalece o atendimento ao mercado industrial e ao parque termelétrico. Na geração renovável, a Petrobras já opera a primeira usina fotovoltaica integrada ao refino, instalada na Regap, com capacidade de 10 megawatts. Até o fim do ano, novas usinas entrarão em operação na Rnest e na Replan, elevando a capacidade total para 42 megawatts e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com esse conjunto de resultados, a Petrobras consolida uma estratégia voltada à eficiência de seus ativos, à segurança energética nacional e ao avanço da transição para uma matriz energética mais diversificada, limpa e sustentável. Autor/Veículo: Brasil 247

Uncategorized

Petróleo fecha em alta, com falas de Trump sobre Groenlândia e AIE projetando maior demanda – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (21) após o presidente dos EUA, Donald Trump, negar intenção de usar força para controlar a Groenlândia, mas manter tensão comercial elevada frente a pressão provocada por tarifas. Ainda, a Agência Internacional de Energia (AIE) aumentou sua previsão para o crescimento da demanda global de petróleo. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,43% (US$ 0,26), a US$ 60,62 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 0,49% (US$ 0,32), a US$ 65,24 o barril. Os mercados financeiros se estabilizaram após um discurso relativamente conciliador de Trump em Davos. “Embora seja difícil prever como irá evoluir a disputa, um tanto quixotesca, sobre a soberania e a defesa militar da Groenlândia, as declarações de Trump podem ser interpretadas como um passo rumo à redução de tensões”, avalia a Capital Economics. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que é “positivo” que Trump tenha descartado o uso da força militar na Groenlândia. Por outro lado, ele ponderou que as ambições do americano com relação ao território no Ártico se mantém intactas e que as falas sobre a ausência de uma incursão armada não resolvem a situação. A AIE aumentou sua projeção de demanda com melhora na perspectiva econômica e a preços mais baixos do petróleo bruto, mas alertou que a oferta ainda deve superar o consumo. A organização espera que a demanda cresça 930 mil barris por dia este ano, em comparação com 860 mil barris por dia anteriormente Enquanto isso, os preços do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA dispararam, registrando altas significativas pelo terceiro pregão consecutivo. O movimento segue em linha com o gás europeu, que registrou uma alta menor, em meio aos temores de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, segundo as previsões meteorológicas. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Folha de Pernambuco

Uncategorized

União Europeia, pela primeira vez, produz mais energia limpa do que fóssil

Enquanto Donald Trump ameaça a Groenlândia e vende o petróleo venezuelano como operações de garantia da segurança energética dos EUA, a Europa caminha em sentido contrário. Em 2025, pela primeira vez, a União Europeia gerou mais energia eólica e solar do que a proveniente de fontes fósseis. “European Electricity Review”, relatório abrangente da Ember, think tank especializado no setor, mostra que as fontes limpas mais populares do planeta responderam por 30% da geração no ano passado, contra 29% da obtida a partir de carvão, gás e outros combustíveis fósseis As emissões de dióxido de carbono provocadas pela queima desse combustíveis, mostra a ciência, são determinantes para o aquecimento global e a mudança climática. Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, tais emissões caminham para um patamar recorde. “É um marco histórico, mostra como a UE está se movendo rapidamente em direção a um sistema energético baseado em fontes renováveis”, afirmou Beatrice Petrovich, autora principal do estudo. “E à medida que a dependência dos combustíveis fósseis alimenta a instabilidade global, o prêmio de fazer uma transição para a energia limpa está cada vez mais evidente.” O crescimento da fatia dos renováveis na matriz energética da UE foi marcado em 2025 pela ascensão da energia solar, com um salto de 20,1% —é o quarto ano consecutivo que a fonte supera a marca de 20%. A geração obtida a partir de placas fotovoltaicas bateu recorde, chegando a 13% do total do ano, mais do que o obtido com carvão e hidrelétricas. Hungria, Chipre, Grécia, Espanha e Holanda foram os campeões da geração solar, com mais um quinto das produções nacionais provenientes da fonte renovável. Diferentemente do Brasil, que conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a Europa ainda tem uma dependência grande dos combustíveis fósseis para geração de eletricidade. Em 2025, 48% da geração da UE veio de fontes renováveis. Em 14 dos 27 países-membros da UE a geração eólica e solar já é superior à obtida com combustíveis fósseis, em uma mudança que a Ember já classifica como estrutural. Os números poderiam ser ainda melhores, não fossem as condições climáticas adversas de 2025, o terceiro ano mais quente já registrado pelos serviços de meteorologia. Da mesma forma que beneficiou a captação solar, as altas temperaturas e os períodos de seca verificados na Europa prejudicaram a produção de torres eólicas (-2%) e usinas hidrelétricas (-12%). Essas perdas foram compensadas com uma maior produção de energia derivada do gás natural, que teve um aumento de 8% no ano e custo estimado de € 32 bilhões (RS 194,3 bilhões). É a maior conta de importação do bloco desde 2022, quando a invasão da Ucrânia provocou uma crise no setor e fez o continente iniciar o desembarque do gás russo. No mês passado, a UE anunciou que prescindirá totalmente do produto em 2027. A diversificação da matriz energética provocada por questões geopolíticas desempenhou papel importante no impulso que se observa agora das fontes renováveis. “O gás não só torna a UE mais vulnerável à chantagem energética, como também é mais caro”, diz Petrovich, que aposta na maior utilização de baterias para reduzir os custos com a fonte fóssil, ainda o principal recurso durante as noites. “Já estamos vendo alguns sinais iniciais. À medida que a tendência se acelerar, os preços da energia devem se estabilizar.” Em 2025, a maior parte da conta foi bancada por Itália e Alemanha. No país do primeiro-ministro Friedrich Merz, em estagnação econômica nos últimos três anos, o preço volátil da energia tomou conta do debate eleitoral, junto com assuntos normalmente mais polêmicos, como imigração e segurança nacional. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Expansão na oferta de etanol de milho pode afetar mercado global de açúcar

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil cria um excedente de oferta que pressiona os preços do combustível e pode afetar as cotações do açúcar já a partir da próxima safra. A conclusão faz parte de um estudo do Rabobank. “Há uma mudança estrutural no mercado. Com os projetos de etanol de milho já previstos, haverá um aumento na oferta que pode gerar desequilíbrio no mercado, podendo gerar impacto no mercado de açúcar, no momento em que os preços já estão baixos”, diz Andy Duff, analista de açúcar, cana e etanol do Rabobank. A produção brasileira de etanol de milho na safra 2025/26, que se encerra em março, deve crescer 16%, para 9,5 bilhões de litros. A análise da RaboResearch sugere que, até o fim de 2028, a capacidade de produção de etanol de milho e cereais como sorgo e trigo subirá para 16 bilhões de litros. No início da década de 2030, a capacidade poderá ultrapassar 20 bilhões de litros por ano. Com o aumento da produção de etanol, a preocupação é que o desconto do etanol hidratado em relação à gasolina aumente nos postos de gasolina, com impacto nas receitas do etanol de cana-de-açúcar e de milho. Tanta capacidade nova programada para chegar ao mercado cria um alerta para a indústria sucroalcooleira no Brasil e em outros países. A Organização Internacional do Açúcar estima um superávit de 1,525 milhão de toneladas de açúcar na safra 2025/26, revertendo o déficit de 2,915 milhões de toneladas na safra anterior. “O mercado está numa transição de déficit para superávit, com reação nos preços e a oferta do etanol no Brasil é um agravante a mais neste ciclo, dado que o país é o maior exportador de açúcar e as decisões no país têm impacto no mercado global de açúcar”, afirma Duff. O excesso de oferta de etanol poderia pressionar mais os preços, levando as usinas sucroalcooleiras a aumentar a produção de açúcar, havendo então pressão nas duas commodities. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. Demanda Do lado da demanda, o consumo adicional do etanol poderia vir do aumento da mistura obrigatória do etanol na gasolina, de um aumento do consumo do etanol resultante da reforma tributária sobre combustíveis ou do uso crescente de combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo. Mas boa parte dessas soluções são de longo prazo e não resolvem o cenário de desequilíbrio previsto para o curto e médio prazos, observa Duff. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. A RaboResearch projeta um crescimento anual do consumo de combustíveis de veículos leves em geral (ciclo Otto) de 2% em um cenário base. Mas, com o aumento da capacidade de produção do etanol até 2028, esse consumo teria que crescer 4% ao ano para que não haja impacto nos preços do álcool hidratado. Caso contrário, a relação entre o preço do etanol hidratado e o da gasolina tende a baixar da média de 68% nos últimos dez anos para 63% — o que torna o etanol mais interessante em relação à gasolina para o consumidor, mas menos lucrativo para as usinas. Otimizar produção de açúcar O setor canavieiro, que ainda produz cerca de dois terços de todo o etanol produzido no Brasil, não pode deixar de ver com preocupação a expansão do setor de etanol de milho. Nos últimos anos, o setor de etanol de cana tem se concentrado em maximizar a produção de açúcar, já que os preços de mercado vinham sendo atrativos. Portanto, o processamento de cana para etanol diminuiu, criando espaço no mercado para o crescimento do etanol de milho sem precipitar um desequilíbrio entre oferta e demanda. Para 2026, a resposta tradicional da indústria canavieira ao baixo preço associado ao excedente de açúcar no mercado – produzir mais etanol e menos açúcar – pode criar um excesso de etanol no mercado interno. As perspectivas desfavoráveis para o preço do etanol podem, portanto, resultar em uma menor migração dos produtores brasileiros para longe do açúcar, mesmo com os preços mundiais do açúcar bruto lutando para atingir US$ 0,15 por libra-peso. Após 2026, o cenário pode se manter, se o aumento da oferta de etanol não for acompanhado de um aumento no consumo. A pressão do excedente de etanol no mercado brasileiro pode levar o maior exportador mundial de açúcar a pressionar os preços globais do açúcar por meio de uma produção maior. Autor/Veículo: Globo Rural

plugins premium WordPress
Rolar para cima