Uncategorized

Uncategorized

Fim da 6×1: O que cabe agora é a escala 5×2 com redução para 40 horas semanais, diz Marinho

Em meio aos debates sobre o fim da escala 6×1, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o que cabe neste momento é a escala 5×2, com redução de 44 horas para 40 horas de trabalho semanais. Ele afirmou que a economia hoje suporta esse patamar, e não 36 horas semanais. As declarações ocorreram em audiência pública realizada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira, 10. “O que cabe nesse momento é redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, jornada máxima, sem redução do salário, com duas folgas na semana. Portanto, eu estou falando de 5×2”, disse a parlamentares. Marinho defendeu enfrentar o debate do impacto de custo decorrente da mudança. “Nós não podemos negar que há um impacto de custo, evidentemente que acontece um impacto de custo. Mas é preciso não entrar numa neura de que esse custo é proibitivo a tal ponto de não encontrarmos um ponto de equilíbrio”, sustentou o ministro. “Nós não desejamos asfixiar a economia. O que nós precisamos é criar condições de trazer uma conquista, porque é uma exigência especialmente da juventude trabalhadora”, prosseguiu. Segundo ele, há empresas se antecipando à redução da jornada e a economia já precificou os impactos da mudança. “Nós estamos seguros de que a redução da jornada para 40 horas semanais é plenamente factível, é plenamente sustentável”, concluiu. A proposta que dá fim à escala 6×1 está sendo analisada pela CCJ do ponto de vista da admissibilidade constitucional. O mérito (conteúdo) da proposta será discutido somente após a instalação da comissão especial. De acordo com o presidente da Câmara, a expectativa é de que a PEC seja levada para votação no plenário em maio deste ano. ‘Colocar turno de Constituição é um equívoco’ Marinho disse que considera um equívoco colocar no texto constitucional o turno de jornada. Na visão dele, depois de reduzir a jornada para 40 horas semanais, cabe uma negociação de escala de trabalho entre trabalhador e empregador. Por essa razão, o ministro defendeu ser mais adequado tratar do tema da redução da jornada de trabalho por projeto de lei (PL) e não por proposta de emenda à Constituição (PEC). “Nós desejamos que esse debate seja encarado com serenidade, tranquilidade, pé no chão, mas de forma coerente com a velocidade que a sociedade está nos pedindo”, defendeu, afirmando que, se não houver “embromação”, não há por que se falar no encaminhamento de um PL em regime de urgência. Segundo o ministro do Trabalho, a mudança provoca aumento de produtividade do trabalhador, o que é benéfico para o empregador, “portanto, não há que se falar em compensação”. “Não estou autorizado, de maneira alguma, a falar de compensação. O governo não deu autorização a nenhum membro do governo a falar de compensação”, prosseguiu. Ele frisou que a mudança vai gerar efeitos “extremamente positivos” para o ambiente de trabalho como um todo. “A posição de governo, hoje, é não falar sobre compensação e apostar todas as nossas fichas no aumento de ambiente de trabalho, portanto, ganho de produtividade para compensar”, completou. O ministro também pontuou que, na sequência, haverá o processo de implantação da reforma tributária, que vai melhorar a condição tributária das empresas. ‘Não vejo necessidade de governo mandar projeto com urgência’ O ministro afirmou que o governo vai acompanhar diariamente a tramitação da PEC sobre o fim da escala 6×1 para avaliar se é necessário o envio de um projeto de lei sob urgência constitucional ao Congresso Nacional. “Precisamos conversar com a direção das Casas, seja com o presidente Hugo Motta, com o presidente Davi Alcolumbre, para avaliar a eventualidade desse processo”, declarou. Na ocasião, Marinho afirmou ter conversado mais cedo com Motta sobre a escala 6×1 e relatou que o presidente da Câmara disse ter o desejo de que a PEC ande rapidamente. “Portanto, não vejo necessidade de o governo, neste momento, pensar em mandar um projeto de lei, mas isso é um debate que vamos acompanhar diariamente. Vamos continuar medindo o pulso desse debate”, disse. O ministro acrescentou: “Se houver necessidade, se a gente sentir necessidade, conversando com o presidente, nós podemos colocar à disposição das Casas um projeto de lei com urgência, mas por enquanto não”. ‘Não acreditamos que leve a um aumento da informalidade’ O ministro disse não acreditar em um possível aumento da informalidade decorrente do fim da jornada 6×1. Ele afirmou que hoje o número de trabalhadores informais é grande (39 milhões), mas menor do que já foi. “Quanto mais o mercado de trabalho se fortalece, quanto mais a gente garante segurança jurídica, mais compensa a transferência da informalidade para a formalidade, essa é a aposta. Portanto, não vejo essa consequência e não há que se falar em consequência também na Previdência Social”. Ele pediu que o Parlamento entre com urgência no debate da pejotização, que já está em debate no Judiciário. “Aqui há um grande risco. O Supremo parece que vai avançar nisso, por isso eu clamo o Parlamento entrar urgente nesse debate, porque autorizar que um gari, trabalhador que trabalha honrado e tal, mas ser considerado PJ é uma insanidade, é uma aberração jurídica. Considerar que um auxiliar de escritório é uma pessoa jurídica é uma insanidade, uma aberração jurídica”, exemplificou. Marinho afirmou que está ocorrendo no País uma “fraude trabalhista”, e é importante entrar nessa discussão para proteger não só a Previdência, mas também o Fundo de Garantia para continuar investindo e financiando a infraestrutura, os municípios, a saúde, as santas casas, a habitação e também para eventuais saques emergenciais de FGTS em casos de calamidade. ‘Não podemos perder a jornada de 36h do horizonte’ Marinho afirmou que o governo não é contra que o Congresso avalie ao longo do tempo a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. “As 36 horas nós não podemos perder do horizonte. Então, a minha posição, a posição do governo é assim, nós não somos contra que o Congresso avalie, no tempo, a PEC para 36 horas”,

Uncategorized

‘Não visualizamos falta física de combustíveis no momento’, diz ANP

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, reforçou, nesta terça-feira (10/3), a posição de que, mesmo com o cenário de instabilidade acentuada no mercado de petróleo, o abastecimento de combustíveis não representa um risco no momento. “Não visualizamos falta física de produtos no momento”, disse a jornalistas durante evento da agência no Rio de Janeiro. “Temos visto os principais produtores, como a Petrobras, com estoques regulares e entregas normais, então a gente não está vendo problema de abastecimento”, reforçou. A ANP informou, na segunda-feira (9/3), que recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. Watt reforçou que a situação no Sul, assim como em todo o Brasil, está sendo acompanhada “diariamente e de perto”. “A ANP recebe informações pelos seus sistemas informatizados, está escutando as reclamações. Não subestimamos a situação de forma nenhuma. Sempre avaliando cada momento e buscando que o mercado funcione normalmente, com a possibilidade regulatória de avaliar que esse estoque esteja fluindo”, detalhou o diretor. “Não estamos vendo nenhum gargalo físico para o abastecimento nacional no momento”, reforçou. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Alta de preços do petróleo torna biodiesel competitivo frente ao diesel importado

Com a alta dos preços do petróleo em função da guerra no Irã, o valor do diesel importado pelo Brasil superou a cotação do biodiesel. A situação é rara e poderia favorecer um aumento do percentual da mistura do biocombustível no combustível fóssil, apontou um levantamento da consultoria Raion obtido pela Reuters. O movimento pode reforçar o argumento dos defensores de uma alta da mistura de biodiesel no diesel no Brasil, notadamente integrantes do setor agrícola, às vésperas de uma esperada reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), prevista para a próxima quinta-feira (12). “Do ponto de vista técnico, tem espaço para o aumento da mistura, mas para fazer isso tem que convencer o governo”, disse o sócio-diretor da Raion Consultoria, Eduardo Oliveira de Melo, ponderando que a decisão normalmente é política. Ele disse ainda que uma mistura maior de biodiesel poderia amenizar problemas de oferta de diesel. “Mas aí o governo teria de assumir que está faltando produto [diesel], que a Petrobras não está conseguindo entregar, e não vai assumir.”, acrescentou ele. Segundo a Raion, com base em dado atualizado nesta segunda-feira (9), o biodiesel no Brasil foi cotado a R$ 5,4881/litro em média, versus R$ 5,6740 do diesel importado. Até quinta-feira (5), antes da disparada mais acentuada no valor do petróleo, a situação era inversa —R$ 5,30 para o diesel importado versus R$ 5,582 para o biodiesel. Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou imediatamente se o aumento da mistura está na pauta da reunião do CNPE. Duas pessoas com conhecimento da situação confirmaram à Reuters a data do encontro. Integrantes do setor agrícola e do segmento de combustíveis também têm afirmado que a reunião está prevista para o dia 12 de março. Em um cenário de alta do preço do diesel, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) solicitou ao Ministério de Minas e Energia o aumento “urgente” da mistura obrigatória dos atuais 15% para 17% (B17), diante da escalada recente dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado de petróleo, como forma de amenizar impactos da alta do petróleo. “O avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional”, disse o presidente da CNA, João Martins, em ofício ao ministério. Entidades como a Aprosoja Brasil afirmaram que “é urgente avançar no aumento da mistura de biodiesel, reduzindo a dependência externa, e ampliar o uso do etanol na matriz energética, inclusive no transporte de cargas e em máquinas agrícolas”. Os produtores do grão estão apontando problemas de oferta de diesel e alta nos preços em pleno período de colheita da soja e de cultivo do milho segunda safra. O analista de biodiesel da consultoria Safras & Mercado, Gabriel Viana, lembrou que a alta da mistura geralmente enfrenta obstáculos como questões inflacionárias, algo que não ocorreria no momento atual. “Com o petróleo disparando, temos um biodiesel que não vai ser tão inflacionário”, afirmou ele, lembrando que a maior parte da matéria-prima do biocombustível é o óleo de soja e o Brasil está colhendo uma safra recorde. Pelo cronograma legal, a mistura deveria subir um ponto percentual, para 16%, em 2026. Para o presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sérgio Araujo, não é momento de aumentar a mistura, apesar de o biodiesel ter ganhado competitividade. Ele ressaltou que biodiesel normalmente custa mais e ainda há despesas com a logística. “O diesel que sai da refinaria da Petrobras é mais barato”, afirmou, destacando que um aumento da mistura elevaria o preço do combustível vendido na bomba. Para Araujo, ainda são necessários mais testes para que as distribuidoras se sintam confortáveis em vender diesel com uma mistura de 16%. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Brasil está entre países emergentes menos vulneráveis à crise do petróleo, diz banco

Em relatório divulgado na segunda-feira (9), o banco UBS avalia que o Brasil é um dos países emergentes menos vulneráveis à crise energética atual, que levou o preço do petróleo a ultrapassar os US$ 100 por barril após o início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. Autossuficiente na produção de petróleo e com menor dependência de combustíveis fósseis para a geração de energia, o país é “mais bem isolado do que a maioria” dos emergentes, diz o texto, assinado por 12 analistas de diversas partes do mundo. Eles criaram um índice de vulnerabilidade, que considera indicadores como importância do petróleo na matriz energética, saldo comercial do setor de óleo e gás, vulnerabilidades fiscal e à inflação e sensibilidade do PIB (Produto Interno Bruto) ao preço do petróleo, entre outros. O Brasil aparece na sétima posição em uma lista de 20 países emergentes de todos os continentes. Os três mais vulneráveis são Polônia, Turquia e Coreia do Sul. Os três menos, República Tcheca, Malásia e Indonésia. “O Brasil, a Colômbia e a Malásia são os que mais se beneficiam entre os grandes mercados de um aumento sustentado de US$ 20 por barril nos preços globais de petróleo e gás”, diz o texto. O banco calcula que o PIB brasileiro ganha 20 pontos base a cada 10% de aumento nas cotações internacionais. O relatório destaca que 44% da energia primária consumida no país vem do petróleo e do gás natural, um dos menores patamares entre todos os países pesquisados. Apenas grandes consumidores de carvão, como China, Índia e África do Sul, têm dependência menor. Países dependentes de importações de petróleo e gás, como os três primeiros do ranking, terão mais dificuldades para lidar com a escalada dos preços após o conflito. Nesta segunda (9), a cotação do petróleo Brent, principal referência global de preços, chegou perto dos US$ 120 por barril durante o pregão, atingindo patamares vistos pela última vez em 2022. Depois, caiu para cerca de US$ 90, valor ainda bem superior ao de antes da guerra. Os analistas do UBS dizem que o fechamento do estreito de Hormuz gera impactos não lineares nos países emergentes, que devem aumentar com a esperada redução dos estoques globais de petróleo e com congestionamentos nos portos. “As atuais interrupções no fornecimento, se sustentadas, podem ser vistas mais como um choque de crescimento do que como um choque puramente inflacionário”, diz o texto. “Se o estreito não for aberto rapidamente, as ameaças tanto à produção quanto à inflação devem aumentar”. O relatório destaca que o mercado de ações brasileiro é mais isolado da crise, com a Petrobras sob menos riscos de sentir efeitos de disrupções na produção de petróleo. Entre os 20 emergentes pesquisados, é um dos únicos três em que a bolsa vale hoje mais do que antes da guerra na Ucrânia. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Petrobras nega que esteja racionando diesel; mercado põe no radar reajuste em meio à guerra no Irã

A Petrobras passou a aplicar a “cota-dia” para o diesel, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pelo Estadão/Broadcast. Esse sistema fraciona o volume mensal contratado pelas distribuidoras em remessas diárias e impede que empresas antecipem retiradas e formem estoques maiores às vésperas de um provável reajuste. O aumento do preço do diesel por causa da guerra no Oriente Médio suspendeu as importações do produto e colocou em risco o abastecimento do País. Lida como um racionamento por parte dos distribuidores, a medida é normalmente usada em cenários de escassez e teria sido adotada após a disparada internacional do petróleo e a percepção de corrida de grandes consumidores para encher tanques enquanto o preço interno permanece defasado. A Petrobras, porém, negou que tenha alterado a venda de diesel às distribuidoras. Segundo a companhia, responsável por cerca de 80% do mercado de refino no País, as entregas do produto estão ocorrendo normalmente. “A Petrobras informa que não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme planejado e alinhadas aos compromissos comerciais vigentes”, disse em nota, ao ser questionada pelo Estadão/Broadcast sobre a restrição de cotas de diesel para as distribuidoras de combustíveis. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a empresa está esperando o momento certo de agir, em meio à grande volatilidade do petróleo por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã. No fechamento do mercado de petróleo na segunda-feira, 10, o diesel vendido no Brasil registrava defasagem de 60% em relação ao praticado no mercado internacional, abrindo espaço para a Petrobras elevar o preço do combustível em R$ 1,94 por litro. Um executivo de distribuidora, em condição de anonimato, disse que, na prática, a Petrobras está fazendo um tipo de racionamento diante do risco de crise. Com estoques privados estimados para no máximo 15 dias, o risco de falta de diesel começa pelas “pontas” do mercado, como Nordeste e Rio Grande do Sul, mais dependentes de volumes estrangeiros. Refinarias privadas, como Ream, no Amazonas, e Mataripe, na Bahia, já repassaram altas sucessivas, mas a estatal mantém os preços congelados. Executivos e analistas defendem ajuste imediato para restabelecer a atratividade das importações e evitar problemas de suprimento. Caso o impasse persista, alertam, o racionamento informal tende a se intensificar e poderá chegar ao consumidor final. TRRsAs empresas autorizadas a comprar combustível a granel (principalmente óleo diesel) e revender diretamente ao consumidor final, sem posto fixo, as chamadas TRRs (Transportador-Revendedor-Retalhista), que abastecem fazendas, indústrias, construtoras e transportadoras, já sentiram a falta do produto no mercado. “O setor já sentiu o problema e a posição é tentar fracionar as entregas de forma a não deixar nenhum cliente sem produto. As regiões com agro acabam sentindo primeiro. Vale ressaltar que o TRR é abastecido pelas distribuidoras”, informou a assessoria do segmento, afirmando que o problema está bem distribuído, mas que o primeiro estado a reclamar mais fortemente foi o Rio Grande do Sul”, afirmou. Na segunda-feira, 9, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. De acordo com a agência, no entanto, a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras. “Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um Estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto”, explicou a agência. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

Governo quer dialogar com setor privado sobre o fim da escala 6×1, diz Marinho

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou em audiência pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que há, sim, impactos de custos para a redução da jornada de trabalho, mas que também há viabilidade de aprovar uma proposta de redução da jornada para 40 horas semanais, escala 5×2 e sem redução salarial. De acordo com Marinho, o governo está aberto a dialogar com representantes do setor produtivo. “Não podemos negar que há um impacto de custo, que evidentemente acontece, mas não podemos entrar em uma neura de que esse custo é proibitivo”, declarou o ministro. “É preciso estabelecer uma mesa técnica para avaliar no fio da navalha o impacto.” O ministro argumentou que a redução da jornada pode trazer impactos positivos para a saúde mental e física dos trabalhadores e para o ambiente de trabalho, com potencial de elevar a produtividade e a qualidade das atividades. “Temos que fazer a escuta dos setores da economia e analisar conjuntamente o que é melhor para o país”, disse. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

Uncategorized

Aumento do preço do petróleo ampliará foco de usinas brasileiras no etanol

O aumento acentuado dos preços do petróleo com a continuação da ​guerra no Oriente Médio levará os processadores ​de cana-de-açúcar brasileiros a produzir mais etanol e menos açúcar na nova temporada que começará nas próximas semanas, disseram analistas nesta segunda-feira. Os futuros do açúcar bruto na bolsa ICE saltaram mais de 3% na segunda-feira, seguindo os ganhos dos futuros do petróleo, já que o mercado prevê um volume menor de açúcar vindo do centro-sul do ⁠Brasil, a maior região produtora ​de açúcar do mundo. As usinas têm flexibilidade para ajustar suas plantas ​para produzir mais etanol ou açúcar, dependendo dos preços de mercado para eles. ⁠Quando o etanol proporciona melhores retornos, elas ⁠usam mais cana para produzir o biocombustível e menos para produzir ​açúcar. ‌O preço do etanol já é melhor e pode ficar mais alto. “Combustíveis fósseis ⁠mais caros tendem a melhorar o retorno do etanol, levando as usinas a destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol”, disse Arnaldo Correa, sócio-diretor da ‌Archer ⁠Consulting, uma empresa ‌de consultoria do setor açucareiro. “Em teoria, a situação atual deve reduzir a disponibilidade de açúcar no mercado e aumentar os preços globais”, disse ele. Segundo os analistas, uma peça ⁠do quebra-cabeça ainda não foi movida. A Petrobras, ⁠que fornece cerca de 80% da gasolina no Brasil, ainda não aumentou os preços locais, mesmo ‌após o aumento do petróleo. O grupo de importadores de combustível do Brasil, Abicom, estima que os preços locais da gasolina estão 46% abaixo da paridade de importação atualmente. “Seria de se esperar que isso fosse suficiente para levar a Petrobras (a aumentar ‌os preços), mas o problema é que Lula quer manter o apoio do eleitorado, embora a eleição seja apenas em outubro”, disse o analista independente de açúcar ⁠Michael McDougall, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula tentará a reeleição este ano e talvez queira manter os preços dos combustíveis sob controle. A consultoria Datagro projetou, ​antes da guerra no Irã, que as usinas brasileiras reduziriam a quantidade de cana-de-açúcar ​destinada ao açúcar para 48,5% na nova temporada, contra 50,7% na temporada passada. (Reuters) Autor/Veículo: CNN

Uncategorized

Petróleo despenca para US$ 90 após Trump dizer que guerra no Irã está praticamente encerrada

O petróleo chegou a disparar quase 30% e ficar próximo de US$ 120 pelo barril nesta segunda-feira (9) antes de sofrer uma forte queda que levou o preço do barril para cerca de US$ 90, a maior variação intradia já registrada. A derrocada ocorreu ao longo desta segunda e se intensificou após Donald Trump afirmar que a guerra no Irã está “praticamente encerrada” e que não há “mais nada em termos militares” no país. O Brent, referência global, encerrou o dia cotado a US$ 89,79, enquanto o WTI, referência americana, recuou para US$ 85,02. “Eles não têm marinha, não têm comunicações, não têm força aérea. Seus mísseis estão reduzidos a poucos. Seus drones estão sendo destruídos por toda parte, incluindo suas fábricas de drones. Se você olhar, não sobrou nada”, disse ele em entrevista à CBS nesta segunda. As quedas deixam ambos os contratos de petróleo próximos dos níveis de fechamento de sexta-feira (6), mas ainda acima dos valores anteriores ao início do conflito, de cerca de US$ 73 para o Brent. Desde o início da guerra, o preço da commodity vem subindo, aumentando os riscos para a economia global e a estabilidade da inflação. A disparada de preços foi causada pela ameaça de redução no fluxo de transporte do petróleo, já que a passagem no estreito de Hormuz, entre o Irã e Omã e por onde passa 20% da produção global, foi interrompida. Analistas, no entanto, atribuem o risco do petróleo em um nível mais alto por mais tempo a uma guerra prolongada, enquanto a fala de Trump à CBS aponta para o sentido oposto. Mais tarde, no entanto, o presidente voltou a falar em novos ataques. A negociação do barril Brent começou a sessão em US$ 92,69, foi subindo e atingiu o ápice às 23h30 (horário de Brasília) de domingo (8), cotado a US$ 119,46, no maior valor desde 29 de junho de 2022, no auge da guerra da Ucrânia. No mesmo horário, o barril WTI também chegou a disparar quase 30% e atingir a marca de US$ 119,43. Na noite desta segunda, Trump aboudou o assunto em entrevista a jornalistas durante evento na Flórida. O presidente americano disse que a guerra vai “acabar bem rápido”, mas que os EUA ainda não venceram o bastante. Trump afirmou que, se necessário, os EUA farão escolta de navios no estreito de Hormuz e atingirão o Irã “muito, muito mais forte”, se o bloqueio da passagem de combustíveis continuar. No Brasil, o risco refere-se principalmente à defasagem entre os preços do mercado internacional e os praticados pela Petrobras. Na abertura do mercado desta segunda, o litro da gasolina vendido nas refinarias da Petrobras estava em R$ 1,22, ou 49% mais barato do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). No caso do diesel, que já vinha sendo vendido com elevada defasagem antes mesmo do início da guerra no Irã, a diferença era de R$ 2,74 por litro, ou de 85%. Na sexta (6), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou que a estatal ainda considera prematuro falar em reajustes. Antes das falas de Trump, os ganhos já haviam começado a sumir após a informação de que o G7, o grupo das maiores economias do mundo, considerava uma liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo. Porém, por volta das 11h30 (de Brasília), o ministro de Finanças da França, Roland Lescure, afirmou que não houve um acordo sobre o uso da reserva. Em nota, o G7 afirmou que “acompanha de perto a situação” e que está preparado para implementar medidas necessárias. A AIE (Agência Internacional de Energia) defendeu a liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo na reunião dos ministros das finanças do G7, que contou ainda com executivos da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional). No final de semana, Trump afirmou em sua rede social Truth Social que os movimentos de curto prazo são “um preço muito pequeno a pagar” para os EUA, o mundo e a paz. Ele acrescentou que os preços cairão rapidamente “quando a destruição da ameaça nuclear iraniana acabar”. O presidente dos EUA disse no evento da Flórida na noite desta segunda que sabia que os preços de petróleo e gasolina subiriam antes mesmo do início da guerra, mas minimizou a alta ao dizer que “subiram menos do que o esperado”. Trump também disse que o governo está abrindo mão de sanções a alguns países como parte dos esforços para garantir o fornecimento adequado de petróleo e preços mais baixos em meio ao conflito no Oriente Médio, mas se recusou a dar detalhes. Para analistas, a opção de liberar reservas de emergência é uma solução paliativa. “As alternativas são limitadas, como recorrer às reservas estratégicas de petróleo, mas em comparação com a magnitude potencial da interrupção do fornecimento se o estreito permanecer fechado por mais tempo, elas são uma gota no oceano”, afirmou o analista do UBS Giovanni Staunovo. O prêmio dos contratos de carregamento do Brent no primeiro mês sobre os contratos para entrega em seis meses disparou para uma máxima histórica nesta segunda de quase US$ 36, segundo dados da LSEG que remontam a 2004. Esse prêmio indica uma estrutura de mercado conhecida como backwardation, mostrando que os traders veem uma intensa escassez de oferta no momento. A nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai Ali Khamenei como líder supremo do Irã também alimentou a alta de preços, sinalizando que os linha-dura permanecem no comando em Teerã uma semana após o início do conflito com EUA e Israel. A guerra pode deixar consumidores e empresas em todo o mundo enfrentando semanas ou meses de preços mais altos de combustíveis, mesmo que o conflito termine rapidamente, enquanto os fornecedores lidam com instalações danificadas, logística interrompida e riscos elevados para o transporte marítimo. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Ultrapar contrata BTG para possível venda de participação na Ipiranga, diz agência

A Ultrapar contratou o banco de investimentos BTG Pactual para tratar da potencial venda de uma participação na distribuidora de combustíveis Ipiranga, disseram duas pessoas familiarizadas com o processo à Reuters nesta segunda-feira (9). No início do dia, o Brazil Journal informou que a produtora de petróleo Chevron estava em negociações avançadas com a Ultrapar para a aquisição de uma fatia de 30% na Ipiranga. Essas duas fontes disseram à Reuters que não podiam confirmar se a Chevron estava entre os possíveis compradores. Duas outras fontes, que pediram anonimato porque as discussões são confidenciais, disseram que a Ultrapar está buscando reduzir sua exposição ao negócio de distribuição de combustíveis. A empresa planeja atualmente realocar capital para o setor de logística, disse uma delas, enquanto mantém o controle operacional da Ipiranga mesmo sob uma participação acionária reduzida, acrescentou a segunda pessoa. Um possível acordo com a Chevron se basearia em um relacionamento existente entre as duas empresas. A Chevron e a Ipiranga já têm uma joint venture no negócio de lubrificantes, o que, segundo uma das fontes, torna as discussões sobre a Ipiranga “uma progressão natural”. Essa mesma fonte alertou, no entanto, que a Ultrapar pode estar explorando opções com vários compradores em potencial. Representantes da Chevron, da Ultrapar e do BTG não quiseram comentar. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Fim da escala 6×1: Câmara ouve ministro do Trabalho em primeira reunião sobre tema

O ministro do Trabalho e Emprego do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparecerá à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira para debater o fim da escala 6×1, tema tratado como prioritário pelo Planalto. O encontro está agendado para as 14h e atende a um requerimento do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), relator das propostas no colegiado. O texto precisa ser apreciado pela CCJ antes de seguir para análise em comissão especial e votação em plenário. A expectativa de Azi é que a votação na CCJ seja feita entre março e abril. O tema é tido como prioritário pelo governo Lula por sua potencial popularidade social, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Em seu pronunciamento do Dia das Mulheres, Lula defendeu o fim da escala de 6 dias de trabalho para 1 de descanso. Segundo o presidente da República, a extinção desse modelo poderia ajudar sobretudo mulheres trabalhadoras que muitas vezes acabam acumulando, além da jornada tradicional de trabalho, outras tarefas domésticas. — Muitas vezes é uma escala dupla. Por isso, é preciso avançar no fim da escala 6×1. Está na hora de acabar com isso para que as pessoas possam ficar mais tempo com a família, descansar e viver — disse em mensagem veiculada no último sábado. Um dos textos em discussão é de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), apresentado no início do ano passado. A outra PEC, que vem sendo debatida em conjunto é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), de 2019, que reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais ao longo de 10 anos. A pauta do fim da escala 6×1 vem sendo defendida pelo Planalto desde que o projeto ganhou tração no Congresso. Declarações públicas de ministros como o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também corroboram a posição governista, que tende a defender o estabelecimento de uma jornada 5×1, ou seja, de 5 dias de trabalho para 2 de descanso. Segundo Azi, ao justificar o pedido de comparecimento do ministro Luiz Marinho na Comissão, afirma que a realização de audiências públicas para discutir a viabilidade econômica da proposta, custos operacionais para empresas, possibilidade de agravamento da informalidade no mercado de trabalho, além de políticas de proteção ao trabalhador. Autor/Veículo: O Globo

plugins premium WordPress
Rolar para cima