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Petróleo Brent salta 4% por ataques dos EUA no Irã

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram cerca de 4% nesta terça-feira, depois que os militares norte-americanos realizaram ataques no Irã, um revés para as esperanças, no fim de semana, de que os Estados Unidos e o Irã chegariam a um acordo para encerrar a guerra de três meses, que também reabriria a navegação pelo crucial Estreito de Ormuz. No entanto, os futuros dos EUA caíram, acompanhando a liquidação do Brent na segunda-feira, quando os mercados dos EUA estavam fechados. O petróleo Brent, referência global, subiu US$3,44, ou 3,6%, fechando a US$99,58 por barril, enquanto o petróleo WTI dos EUA caiu US$2,71, ou 2,8%, para US$93,89. Na segunda-feira, o Brent fechou no seu nível mais baixo desde 20 de abril, perdendo 7%, devido às esperanças renovadas de um acordo entre os EUA e o Irã. O WTI fechou em seu nível mais baixo desde 22 de abril na terça-feira, enquanto os futuros da gasolina dos EUA caíram 7% e o diesel dos EUA caíram 4%, atingindo seus fechamentos mais baixos em cinco semanas. As autoridades dos EUA disseram em várias ocasiões que estavam próximas de um acordo com o Irã para encerrar o conflito, mas não chegaram a um acordo além de um cessar-fogo temporário que reduziu os ataques. Na terça-feira, o Irã disse que os EUA violaram um cessar-fogo depois de realizar o que chamou de ataques defensivos no sul do Irã, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a negociação de um acordo para interromper o conflito poderia “levar alguns dias”. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que os ataques dos EUA na província de Hormozgan, no sul do Irã, onde a mídia iraniana relatou sons de explosões na madrugada de terça-feira, representaram uma “violação grosseira” de um tênue cessar-fogo em vigor há quase sete semanas. Os dois lados já haviam indicado progresso em um memorando de entendimento que poderia interromper a guerra e reiniciar o transporte marítimo pelo bloqueado Estreito de Ormuz, enquanto dava aos negociadores 60 dias para negociar questões mais complexas, incluindo o programa nuclear do Irã. (Reuters) Autor/Veículo: Notícias Agrícolas

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Rússia segue como principal fonte de diesel importado para o Brasil

O diesel da Rússia continua como a principal fonte para as importações brasileiras mesmo com a guerra no Oriente Médio e a competição mais acirrada no mercado internacional pelos combustíveis. Os dados indicam que o Brasil conseguiu manter acesso ao produto importado em meio à redução da disponibilidade de petróleo e derivados no mercado internacional, ainda que a um custo mais caro. Vale lembrar que o diesel importado também tem direito ao subsídio do governo brasileiro em vigor desde 13 de março para aliviar o impacto da alta internacional nos preços. A disponibilidade do produto russo no mercado, no entanto, é uma fonte de preocupação, dados os constantes ataques contra a infraestrutura do país, envolvido em uma guerra com a Ucrânia desde 2022. O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, mas nas últimas semanas a ampliação do fator de utilização das refinarias da Petrobras ajudou a reduzir a necessidade de importação. A Rússia se mantém como uma fonte de suprimento para o Brasil desde 2022, quando a Europa e os EUA impuseram sanções contra produtos russos pela invasão à Ucrânia. Autor/Veículo: Eixos

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Possível revisão de tarifa brasileira: Etanol entra na disputa comercial entre Brasil e EUA

O etanol brasileiro está entre os itens da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos, já que a investigação aberta em julho de 2025 pelo Escritório do Representante Comercial americano incluiu a revisão da tarifa de 18% imposta pelo Brasil para importação do combustível. A questão fez parte da pauta do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca, no início de maio. O governo americano alega que a taxação configura prática comercial desleal, uma vez que o etanol brasileiro paga 2,5% para entrar nos EUA, o que gerou na ocasião expectativas de novo tarifaço caso o Brasil mantivesse sua posição. O governo brasileiro discorda e defendeu, durante a reunião, o encerramento da apuração aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA — que permite ao governo americano aplicar tarifas adicionais sobre importações — e que inclui, além do etanol, Pix, desmatamento e propriedade intelectual. Diante do impasse, ficou acertado que equipes de ambos os países trabalharão por 30 dias para avançar nas negociações sobre tarifas. No fim do prazo, a proposta será apresentada aos presidentes. Com isso, o governo brasileiro ganha tempo, uma vez que a investigação americana terminará em julho, com possibilidades de resultar em novo aumento de taxas por parte do governo dos EUA. — A ideia do grupo de trabalho bilateral é bem interessante porque conseguiremos nos reunir com os pares americanos. Acredito que a diplomacia corporativa vai prevalecer, porque encontra pontos de convergência nas relações comerciais e os números do setor produtivo — diz Patrícia Arantes, diretora-executiva da Sociedade Rural Brasileira. As relações comerciais foram afetadas no ano passado, quando os EUA aplicaram tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras. Parte foi retirada após decisão da Suprema Corte dos EUA, mas permanece em vigor, até julho, tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Poucos impactos Apesar do impasse, o Brasil revisou regras que agradaram aos americanos, permitindo a inclusão do etanol importado no programa RenovaBio sem necessidade de intermediário nacional. A Copersucar recebeu a primeira aprovação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para importar etanol anidro da americana Plymouth Energy LLC, que dá acesso à venda de créditos de descarbonização emitidos por produtores de combustíveis renováveis. A mudança, segundo fontes do setor, não terá impactos expressivos sobre o mercado, sobretudo devido ao baixo volume de importação de etanol no país. Além disso, é grande atualmente a oferta de CBIO (crédito de descarbonização recebido pelas usinas certificadas pela ANP) no mercado, levando a uma baixa de preços. A questão tarifária, segundo Arantes, vem em um momento de investimentos elevados da indústria de etanol de milho no Brasil. — Se a tarifa de importação brasileira fosse retirada, haveria excedente de milho no Brasil, o que poderia causar um desgaste financeiro grande para os produtores nacionais. Já nos EUA isso não aconteceria. O impasse ocorre em meio à expansão das usinas de processamento de etanol de milho no Brasil, principalmente nos estados do Centro-Oeste, ampliando a capacidade de exportação nacional. — Nos tornamos o principal competidor dos Estados Unidos, o que gera dificuldades comerciais — diz. O cenário do mercado de etanol mudou em relação ao de 2025, mas a posição da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia é a mesma do ano passado, quando a entidade manifestou “confiança na atuação do governo brasileiro na defesa dos interesses estratégicos do país, em especial no campo dos biocombustíveis”. Hoje, o Brasil convive com balanço confortável entre oferta e demanda, ao contrário do ocorrido na virada de 2025 e 2026, quando houve aperto de estoque de etanol, por conta de uma safra de açúcar mais forte no Brasil e do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%. Série histórica Diante disso, apesar da tarifa de 18%, o Brasil importou cerca de 247 milhões de litros de etanol de milho dos EUA entre janeiro e abril de 2026, alta de 350% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas o comportamento ao longo de 2026 deverá ser outro. A expansão em curso no Nordeste elevou a capacidade de produção. A safra 2025/26 de cana-de-açúcar, encerrada em março, registrou sua maior produção de etanol da série histórica: 37,5 bilhões de litros, 0,8% acima da safra anterior. A alta é influenciada pela maior produção, que cresceu 29,8% na comparação com a safra 2024/25, chegando a 10,17 bilhões de litros. Autor/Veículo: O Globo

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Fim da escala 6×1: Empresários têm ‘esperança’ de que tramitação no Senado seja menos acel

Às vésperas da votação na Câmara da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, empresários recorreram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pedindo que o texto só seja analisado na Casa após as eleições. Especialistas, por sua vez, apontam alguns problemas no projeto. Entre os deputados, a comissão especial que trata do tema analisa o projeto nesta quarta-feira, com o texto indo ao plenário na quinta. Para reduzir resistências, o governo já avalia colocar à disposição das empresas de menor porte uma linha de crédito para lidar com o fim da jornada de 44 horas semanais. Ainda em fase de estudos, a ideia é um reforço de recursos de crédito para o período de transição entre as regras atuais e as que valerão após a aprovação da emenda constitucional. Uma das possibilidades é reforçar um programa já existente, mas com foco nas micro, pequenas e médias empresas que têm maior participação de funcionários com escala 6×1 e carga de 44 horas. O governo entende que as mudanças de jornada significarão, na prática, um aumento de custo do trabalho, ainda que seja para uma minoria de empregadores. Por isso, considera que faz sentido ajudar empresas menores a investir em mecanismos de aumento da automação, digitalização e outras atualizações de processos que, no fim das contas, podem ajudar a elevar a produtividade dessas firmas. Escolha do relator Já as grandes empresas pediram mais prazo. O texto da PEC, apresentado anteontem, foi negociado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta prevê dois dias de folga na semana já neste ano e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas num período de 14 meses. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que levou ao Senado representantes da indústria, comércio, agricultura, bares e restaurantes, serviços e shoppings. — Uma representatividade de todas as regiões do Brasil de uma forma sensata, equilibrada e preocupada com a forma açodada e irresponsável que isso foi tocado na Câmara dos Deputados. Nossa esperança, e iremos acreditar, é que no Senado será trilhado de uma forma diferente, com serenidade — completou. Além do pedido para que a tramitação seja mais lenta, há uma demanda para que Alcolumbre escolha um relator que não vá disputar a reeleição, para que fique menos sensível às questões eleitorais. No Senado, porém, a tramitação começa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é presidida por Otto Alencar (PSD-BA), aliado de Lula. Caso a PEC seja modificada no Senado em relação ao texto da Câmara, é possível publicar e promulgar a parte de consenso e devolver a divergência para a outra Casa. Em PECs, é preciso consenso para promulgação (momento a partir do qual passa a contar o cronograma de mudanças). — Vamos fazer um grande equívoco junto a todos os consumidores e trabalhadores, porque aquele pseudoganho que ele teve na redução da jornada, ele vai ter um custo adicionado nos seus produtos e serviços — disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban. Rito natural De acordo com interlocutores, o presidente do Senado não chegou a detalhar o calendário que a proposta deverá ter na Casa, mas disse que ela seguirá o rito natural, o que foi interpretado como indicativo de que irá passar por comissões em vez de ir diretamente ao plenário. Ele disse ainda que todos os setores serão ouvidos antes de os senadores votarem. Para o presidente do conselho da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Erik Momo, uma alternativa seria aplicar a jornada menor a novos contratos, enquanto os atuais passariam por mudança gradual e mais longa. O texto dá 60 dias para a redução de 44 para 42 horas semanais e mais 12 meses para que a jornada caia a 40 horas. — Sessenta dias não é transição. O país está sendo conduzido pela pauta eleitoral — disse Momo. Já o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone, avalia que a proposta vai na contramão de temas consolidados na Reforma Trabalhista, de 2017, como a prevalência do negociado sobre o legislado. Ele pondera ainda que o teor da proposta não leva em conta o momento de dificuldade para contratações. Ainda assim, na Câmara, o texto não passará por mudanças, disse Motta ao GLOBO: — O texto está redondo, não deve ter mudanças. Na Câmara está resolvido. Ele afirmou que não faria sentido fazer uma transição mais longa se a jornada semanal de trabalho vai cair de 44 horas para 42 horas no primeiro ano de vigência da emenda constitucional e esperar mais três anos, por exemplo, para cortar mais duas horas. PL quer votar projeto de Erika Hilton A bancada do PL na Câmara, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que irá pedir para a Casa votar o projeto da deputada Erika Hilton (Psol-SP) sobre o fim da escala 6×1, no lugar da proposta que está em discussão. A proposta de Erika prevê a redução da jornada de trabalho para a escala 4×3, ou seja, três dias de folga ao trabalhador. Essa possibilidade acendeu um sinal de alerta entre integrantes do governo Lula, que avaliam que isso poderá gerar um tumulto na discussão e atrasar a votação da PEC. A medida, segundo integrantes do PL, busca constranger o governo, que teria de se opor. — Na hora da votação em plenário, apresentaremos destaque de preferência para votar a escala 4 x3 porque somos a favor de o trabalhador trabalhar menos, ficar em casa, descansar com a sua família, e não somos hipócritas e oportunistas como este governo — disse o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ). Para especialistas, alguns fatores chamam a atenção no texto em debate na Câmara. — Quatorze meses é um prazo relativamente curto para adaptação da jornada, para os empresários e para os trabalhadores — disse Fernanda Nasicutti, sócia da área Trabalhista do BMA Advogados. Compensação do

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Atenção, revendedor!

A partir de agora, a revenda nacional poderá a utilizar o número “zero” na terceira casa decimal das bombas de combustíveis. A medida foi contemplada pela ANP a pedido da Fecombustíveis e resolve um importante impasse do setor. Desde a publicação da Resolução ANP nº 990/2025, que regulamenta os casos passíveis de Medida Reparadora de Conduta (MRC), havia sido suprimida a possibilidade de utilização da terceira casa decimal zerada. Esta é mais uma conquista da Fecombustíveis e de seus sindicatos filiados em defesa da revenda. Em 27 de janeiro, a Federação encaminhou um ofício à ANP solicitando a revisão do tema, cuja análise foi acolhida pela Agência, que restabeleceu a permissão para manter a terceira casa decimal zerada. Em resposta ao ofício, encaminhado ontem (21), a ANP destacou que “após todas as análises técnicas e consultas formais e regimentais necessárias (inclusive junto à Procuradoria-Geral Federal junto à ANP), conclui-se não haver prejuízo ao consumidor, nem ao disposto na legislação, em permitir que a bomba abastecedora exiba o preço do combustível com o terceiro dígito zerado e travado na hora do abastecimento”. O entendimento beneficia diretamente a revenda, especialmente os postos que possuem bombas antigas em perfeitas condições de uso, mas que não comportam tecnicamente a adaptação para exibição exclusiva de duas casas decimais. Importante destacar que a permissão para zerar a terceira casa decimal é válida somente para as bombas de abastecimento. No caso do painel de preços exposto na entrada do estabelecimento, a Agência exige a exposição com apenas duas casas decimais após a vírgula. Situação semelhante ocorreu à época da publicação da Resolução ANP nº 858/2021, que alterou a regra de exposição dos preços de três para duas casas decimais. Na ocasião, também após atuação da Fecombustíveis, a ANP flexibilizou a exigência e permitiu a manutenção do zero na terceira casa decimal quando não fosse tecnicamente possível adequar o equipamento. Autor/Veículo: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis

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Comissão da Câmara debate fim da escala 6×1; veja o que está em jogo

A comissão especial que analisa o mérito da proposta de emenda à Constituição sobre o fim da escala 6×1 vai se reunir a partir das 17h desta segunda-feira, 25, para debater o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA). A reunião deve ocorrer após um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir pontos em aberto na negociação, em especial a transição. A expectativa é que haja pedido de vista do parecer de Prates, que seria votado na comissão especial na quinta-feira, 28, e levado a plenário no mesmo dia. Participantes das conversas afirmam que, como pano de fundo, há uma preocupação com a disputa eleitoral de outubro. Bandeira de Lula em sua busca pela reeleição, a PEC da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 também deve ser explorada por Motta em sua campanha e na tentativa de eleger o pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, como senador pela Paraíba. Além desse cenário, entra no cálculo político de Motta a costura antecipada de apoios para a eleição ao comando da Mesa Diretora da Câmara em fevereiro de 2027. Nesse contexto é que se insere a necessidade de fazer acenos à oposição e ao setor produtivo na proposta em tramitação na Câmara. Em entrevista coletiva na semana passada, Motta reiterou que a ideia é conduzir a pauta com equilíbrio, mas sem abrir mão de entregar à sociedade a redução da jornada de trabalho. O ponto central da PEC deve tratar da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salário e com dois dias de folga. Segundo o relator, a ideia é que os dois dias de folga já entrem em vigor em 2026. A ideia de Prates é adotar parâmetros mensais para o cálculo das 40 horas semanais e duas folgas na semana. Em almoço da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços na semana passada, Prates afirmou que pretendia dar em torno de 120 dias para que fossem atualizadas as leis ordinárias que regulam 14 categorias específicas, prazo que também serviria para atender categorias que buscassem criar sua própria lei ordinária, em vez de estipular a mudança em convenção coletiva. Esse prazo começaria a contar a partir da promulgação da PEC e também poderia ser usado para a entrada em vigor dos dois dias de folga. Transição A divergência principal está na transição da redução da jornada de trabalho. Na sexta-feira, 22, Lula defendeu que a mudança ocorra de uma vez. “Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 (horas) para 40 (horas) e fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente nós não temos força para aprovar tudo que a gente quer. Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano, uma hora por ano. Ai é brincar de fazer redução”, disse. No entanto, parlamentares da base defendem um período de até três anos. Uma proposta seria a aplicação de uma hora de redução após a promulgação da PEC, deixando duas horas para o próximo ano e, a última, para o seguinte. Uma ala governista chegou a defender uma redução de uma hora por ano – o que daria uma transição de quatro anos, mas passou a defender o escalonamento menor. Prates também diz que seu relatório deverá fortalecer a convenção coletiva. “Essa é uma demanda do governo, do setor empresarial e do setor de empregados. Então eu acho que há um consenso dessa necessidade de fortalecer a convenção.” Além da PEC, um projeto de lei enviado pelo presidente também deve ser votado, segundo acordo firmado por Motta com Lula. Parlamentares que integram a base do governo veem risco de o texto, que regulamenta categorias específicas, virar alvo de emendas com mudanças expressivas, entre elas pedido de compensação e apoio a pequenas empresas. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Preços do petróleo caem quase 5% com expectativas de acordo entre EUA e Irã

Os preços do petróleo atingiram mínimas de duas semanas neste domingo (24), com os contratos futuros do petróleo Brent caindo quase 5%, para US$ 98,83 o barril, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA estava cotado a US$ 92,03 o barril, também com queda de mais de 4%. A queda nos preços do petróleo ocorre enquanto os EUA e o Irã negociam um acordo que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, que permanece efetivamente fechado ao fluxo de petróleo desde o início da guerra em 28 de fevereiro. Cerca de 20% de todo o fornecimento de petróleo passa pelo estreito. O aumento dos preços da gasolina chamou a atenção no feriado do Memorial Day, que acontece em 25 de maio nos EUA, período movimentado para viagens. Este feriado foi o mais caro em quatro anos, de acordo com a AAA (American Automobile Association), que observou que os preços elevados da gasolina permanecerão durante todo o verão dos EUA. A média nacional para um galão de gasolina no domingo era de US$ 4,51 — um aumento de cerca de 51% desde o início da guerra. Analistas do JPMorgan esperam que os preços do petróleo fiquem em média em US$ 97 por barril até o final do ano, caso o estreito seja reaberto no início de junho. Autor/Veículo: CNN

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Quais países ganham e quais perdem com o choque do petróleo causado pela guerra no Irã

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã lançou o mundo em sua pior crise energética de todos os tempos, reduzindo drasticamente a produção de petróleo e fazendo os preços dispararem. Esses preços muito mais altos geraram lucros inesperados para empresas que operam fora do golfo Pérsico —especialmente nos EUA, que têm vendido muito mais energia do que o habitual. Mas, dentro do golfo Pérsico, a história é muito mais complicada. O fechamento efetivo do estreito de Hormuz, um ponto de estrangulamento entre o golfo e o resto do mundo, forçou os Emirados Árabes Unidos, o Iraque e outros países a reduzirem drasticamente a produção e as exportações. Alguns estão sofrendo mais do que outros. Aqueles que podem usar oleodutos para redirecionar seu petróleo para portos distantes do estreito se saíram muito melhor do que países sem essas opções. A crise energética afeta a todos, mas não de forma igual. O jornal The New York Times analisou meses de dados de exportação e preços da S&P Global Energy Commodities at Sea e da Argus Media para avaliar quanto alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo têm vendido e a que preço. A análise examinou especificamente o petróleo e produtos relacionados exportados por via marítima, que foram os mais afetados pelo fechamento do estreito. Entender quem está ganhando e quem está perdendo nesse grupo ajuda a explicar por que alguns países estão mais bem posicionados para suportar as consequências econômicas desta guerra. Também fornece pistas sobre o futuro. Se o estreito não for mais um canal confiável, os vencedores de hoje provavelmente permanecerão dominantes. Se ele reabrir, a capacidade de recuperação dos países será influenciada pelo quão doloroso o fechamento foi para eles. “Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, aqueles que ganharam com isso continuarão ganhando”, disse Jim Burkhard, que lidera a pesquisa global de petróleo da S&P Global Energy. “Para aqueles que estão enfrentando dificuldades, a situação pode se tornar mais grave.” Estados Unidos Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de petróleo e gás natural, amortecendo o impacto econômico de uma guerra que eles e Israel iniciaram. No final de março, empresas americanas estavam exportando muito mais petróleo, diesel e outros combustíveis do que o normal. Isso ajudou a compensar uma pequena parte da energia que o mundo perdeu e evitou que os preços subissem ainda mais. Mas, diferentemente de muitos outros grandes produtores de petróleo, os Estados Unidos não têm uma empresa estatal de petróleo. Isso significa que as grandes petroleiras estão recebendo a maior parte dessa receita extra. Até agora, há poucos sinais de que elas reinvestirão esses recursos para perfurar mais ou contratar mais trabalhadores. Isso significa que é improvável que haja um grande boom econômico relacionado à guerra no Texas, Novo México e outros estados americanos produtores de petróleo. Em vez disso, grande parte dessa receita extra provavelmente beneficiará os investidores na forma de preços de ações e dividendos mais altos. Muitos governos estaduais também ganharão mais porque receberão pagamentos maiores de impostos e royalties, assim como os proprietários de terras que permitiram a perfuração de petróleo em suas propriedades. Rússia A Rússia foi outra grande beneficiária —não porque esteja vendendo mais petróleo, mas porque está sendo paga mais pelo seu petróleo. A principal razão é que a guerra fez os preços do petróleo dispararem em todo o mundo. Os EUA também suspenderam temporariamente as sanções sobre parte do petróleo russo em março, uma mudança abrupta de política que provavelmente ajudou a Rússia a receber mais pelo seu petróleo do que receberia de outra forma. No início de abril, por exemplo, o preço do petróleo russo vendido no golfo da Finlândia se aproximou de US$ 120 por barril (R$ 601), contra US$ 41 (R$ 205) antes da guerra. Dito isso, a Ucrânia tem tentado limitar a capacidade da Rússia de capitalizar com os preços mais altos atacando a infraestrutura petrolífera do país. Golfo Pérsico A maioria dos produtores do golfo Pérsico não teve a mesma sorte. Na verdade, a guerra ressaltou a importância de ter rotas de exportação alternativas ao estreito de Hormuz. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos se saíram relativamente bem porque investiram anos atrás em oleodutos que contornam o estreito, uma forma cara de seguro que está valendo a pena. As exportações da Arábia Saudita caíram mais de 150 milhões de barris durante a guerra, em comparação com o ano anterior, mas sua receita com essas vendas aumentou em cerca de US$ 9,2 bilhões (R$ 46,1 bilhões). O Irã, que tem controlado o acesso ao estreito, também se saiu relativamente bem até meados de abril. Mas as exportações do país despencaram depois que os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval visando embarcações ligadas ao Irã, pressionando ainda mais a economia do país. Países vizinhos que não têm controle sobre o estreito nem rotas alternativas de exportação foram especialmente atingidos. Entre eles estão Iraque, Kuwait e Qatar. Autoridades de alguns países do Golfo começaram a explorar a construção ou expansão de oleodutos que contornariam o estreito. Mas esses projetos provavelmente custarão bilhões de dólares e levarão anos para serem concluídos. No futuro previsível, esses países provavelmente permanecerão à mercê de quem exercer controle sobre o estreito de Hormuz. Metodologia O The New York Times analisou dados semanais de exportação da S&P Global Energy Commodities at Sea que mostravam embarques marítimos de petróleo bruto e uma variedade de produtos relacionados, de gasolina e diesel a nafta, frequentemente usada para fabricar plástico. O jornal combinou esses volumes de exportação com dados de preços da Argus Media, usando referências regionais como Brent, um preço para o petróleo produzido no mar do Norte na Europa, e Urals, o principal preço russo. Também estimou as receitas da venda de produtos petrolíferos exportados. Depois, agrupou os produtos em categorias amplas, usando preços do que a indústria chama de “gasóleo”, uma categoria que inclui diesel e óleo de aquecimento, para estimar o valor de certos produtos e preços do petróleo bruto

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Raízen entra em nova rodada de negociação com credores

A Raízen entra na próxima semana em uma nova rodada intensa de negociação com seus credores, com o prazo para a apresentação do plano de recuperação extrajudicial se aproximando do fim. A companhia ainda não tem o apoio dos detentores de sua dívida externa – os “bondholders” – e avalia que, mesmo sem um acordo com esse grupo, poderá entregar um plano com o suporte dos credores bancários e os da dívida local, conforme fontes. Com o maior pedido de recuperação extrajudicial no Brasil, a Raízen precisa entregar um plano à justiça até meados de junho. Pela lei é necessário o aceite de ao menos 50% dos credores, considerando o volume total da dívida a ser negociada, de R$ 65 bilhões. Se atingir esse porcentual, o restante dos credores são levados ao mesmo acordo. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Previsão de seca prolongada no Norte leva Atem a reorganizar cargas de diesel

A previsão de uma seca mais prolongada na região Norte este ano está fazendo a Atem antecipar a programação de cargas de diesel para garantir o suprimento do combustível no segundo semestre do ano. “A gente vai ter um El Niño muito forte este ano e o suprimento vai ser mais difícil na região Norte”, disse disse o diretor de Trading da Atem, Rafael Valim, durante durante o Argus Rio Crude Conference, na quarta-feira (20/5). O transporte de cargas de combustíveis na região ocorre sobretudo por meio de rios, portanto uma estiagem mais prolongada compromete a movimentação e impacta os custos logísticos. No ano passado, a seca durou dois meses, mas para 2026 a previsão é que possa se estender por até cinco meses. “Estou me preparando para o pior ano”, afirmou o executivo a jornalistas. Valim ressaltou que é um desafio se programar para esse cenário em meio a um mercado de petróleo instável, com alta volatilidade de preços devido à guerra no Irã, mas ressaltou que não há risco de desabastecimento. Segundo ele, o grupo vai manter o compromisso de atender aos clientes na região, incluindo as usinas termelétricas. “Não vai faltar produto de jeito nenhum”, disse. A Atem responde por cerca de 60% do abastecimento de diesel da região Norte. O fenômeno do El Niño aquece as águas do Oceano Pacífico Equatorial e gera secas mais prolongadas na região Amazônica. Valim lembrou que o fenômeno tende a impactar também a demanda de diesel pelo agronegócio, com a antecipação das colheitas e do período de maior consumo do combustível. “A gente vai ver esse movimento do consumo de diesel provavelmente acontecendo antes do que normalmente acontece e deve ser um pouco menor”, afirmou. Autor/Veículo: Eixos

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