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Petrobras lidera lucro entre petroleiras do mundo no primeiro trimestre

A Petrobras foi a empresa que mais lucrou no primeiro trimestre deste ano entre as grandes petroleiras do mundo, de acordo com levantamento feito pela Elos Ayta. O aumento na produção, a desvalorização do dólar frente ao real e a alta nas cotações internacionais fizeram a estatal registrar ganhos de US$ 6,2 bilhões entre janeiro e março, colocando a companhia na dianteira do ranking. Em segundo lugar aparece a Shell, com US$ 5,6 bilhões, seguida da ExxonMobil, com US$ 4,1 bilhões. O ranking considerou apenas as produtoras de óleo e gás com valor de mercado acima de US$ 50 bilhões. Segundo Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, o lucro da Petrobras em dólar registrou alta de 3,7% na comparação anual e foi influenciado pela desvalorização do dólar, que passou de R$ 5,85 para R$ 5,26, na média entre o primeiro trimestre do ano passado e o início deste ano. Já em reais, por outro lado, o lucro caiu 7,2%, para R$ 32,6 bilhões, justamente pela valorização do real frente ao dólar. — Como a conversão para dólares é realizada com uma taxa de câmbio mais baixa, cada real de lucro passou a corresponder a um valor maior em moeda americana. Assim, mesmo com recuo no lucro em reais, o resultado em dólares mostrou expansão — explica Rivero. Além do câmbio, especialistas ressaltaram o aumento da produção no início deste ano, influenciado pela alta de 17,8% no pré-sal. Contribuiu ainda o fato de a companhia não ter operações no Oriente Médio, o que afetou os negócios de diversas empresas que atuam na região, como Shell, Exxon, Chevron e TotalEnergies. O avanço do preço do petróleo também ajudou a estatal brasileira a alcançar a liderança no ranking, que subiu para acima de US$ 100, diz ele: — O trimestre também foi marcado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, após a escalada do conflito no Oriente Médio. O ranking foi influenciado por fatores operacionais, cambiais e conjunturais. Em 2025, a Exxon Mobil liderou a amostra, com lucro líquido de US$ 28,8 bilhões, enquanto a Petrobras ficou na segunda posição, com US$ 20 bilhões. Empregos aumentam Em evento na Bahia para a retomada da produção de fertilizantes no estado ontem, Magda Chambriard, presidente da estatal, comemorou o resultado e atrelou o lucro ao aumento da produção de petróleo e gás. — Fomos a empresa mais lucrativa do planeta no primeiro trimestre. Não é pouca coisa. Nunca dantes na história deste país. E como fizemos isso? Colocamos muita produção no tanque. Temos dois campos que superam a produção de mais de um milhão de barris por dia. Estamos entregando mais de 50 milhões de metros cúbicos por dia de gás. Há dois anos, eram 29 milhões — afirmou ela. Mas, apesar do aumento da produção, o setor precisa ampliar a recuperação de reservatórios e aumentar os investimentos previstos em novas fronteiras, como a Margem Equatorial, no litoral dos estados do Amapá ao Rio Grande do Norte, e a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, segundo o Caderno Abespetro 2026, lançado ontem. Só assim o país vai conseguir elevar seu volume de reservas provadas de petróleo dos atuais 17 bilhões para 23,5 bilhões de barris na próxima década. A entidade, que representa os fornecedores da indústria de óleo e gás, estima que, para o país alcançar esse marco, serão necessários investimentos de ao menos US$ 30,6 bilhões por ano. — O Brasil não realizou sequer uma perfuração de poços em áreas consideradas de nova fronteira entre 2018 e 2024. A Noruega perfurou 32 poços em novas fronteiras no período, enquanto Guiana e Suriname somaram 62 poços, e as regiões sul e oeste da África contabilizaram 28 poços — afirma Telmo Ghiorzi, presidente-executivo da Abespetro. A entidade também destacou que o Brasil encerrou o ano passado com quase 700 mil pessoas empregadas de forma direta e indireta no setor, número que retoma o patamar de 2010, quando as vagas atingiram recorde histórico. Depois disso, porém, o setor entrou em declínio por conta da crise desencadeada após a revelação da Lava Jato e da queda no preço do petróleo, que freou os investimentos. Para Ghiorzi, embora o dado mostre um aquecimento do setor nos últimos anos, ele destaca a necessidade de o país manter os ciclos de leilões de novas áreas e a importância de melhorias na questão regulatória, criticando, por exemplo, a tributação sobre a exportação de petróleo: — Precisamos de mais empresas privadas no Brasil. Autor/Veículo: O Globo

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Petróleo fecha em alta com foco em fluxo no estreito de Hormuz e reunião entre Trump e Xi

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (14), ainda em meio a incertezas sobre o retorno do fluxo de embarcações pelo estreito de Hormuz. Ataques a um navio e a apreensão de outro aumentaram as preocupações sobre o fluxo de suprimentos de energia devido ao conflito. No entanto, a reunião do presidente americano Donald Trump com o líder da China, Xi Jinping, ajudou a manter os preços relativamente próximos da estabilidade. Trump sinalizou que o líder chinês estaria disposto a auxiliar nas negociações com o Irã. O barril Brent, referência global, fechou com alta de 0,91%, a US$ 106,59. O WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, estava cotado a US$ 101,61 ao fechamento, uma queda de 0,39%. (Helena Schuster, com Reuters e Bloomberg) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Petrobras negocia associação à Ubrabio, em aproximação com produtores de biodiesel

A Petrobras está pleiteando o ingresso da subsidiária PBio à União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), disse nesta quinta (14/5) o gerente executivo da área de Transição Energética da petroleira William Nozaki. Ele aludiu à aproximação como “um abraço do agro com o petro [petróleo]” e negou articulação para modificar a Lei do Combustível do Futuro. Nozaki participou nesta tarde do III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela Ubrabio em São Paulo, e afirmou que a estatal está “reabrindo os estudos e avaliações” sobre a retomada da planta de biocombustível de Quixadá (CE). “A orientação estratégica da Petrobras é por fortalecer a PBio. Entendemos que a PBio é um instrumento fundamental para atuação do sistema Petrobras junto ao segmento de biodiesel. E é nesse sentido que aproveito para anunciar que a PBio e a Petrobras estão pleiteando o ingresso da nossa subsidiária na Ubrabio”, disse o executivo. No bastidor está a articulação de um acordo setorial para encontrar um espaço para o diesel coprocessado com óleo vegetal, batizado pela petroleira de Diesel R, no mercado hoje reservado ao biodiesel. “Entendemos que o Diesel R é um ponto fundamental de diálogo com o segmento de biodiesel, na medida em que a produção desse coprocessado gera e antecipa uma demanda or matérias-primas que faz com que a Petrobras e o setor de biodiesel se enxergem como parceiros nesse processo”, disse o gerente. Nozaki negou, no entanto, qualquer iniciativa no sentido de mudar a lei do Combustível do Futuro, onde a Petrobras saiu derrotada de sua ofensiva para incluir o coprocessado no madato de biodiesel e, posteriormente, de diesel verde. “A Petrobras não tem uma agenda de revisão ou de discussão sobre a lei do Combustível do Futuro. Pelo contrário. A gente acata a lei e quer se aproximar do setor de biodiesel para aproveitar as oportunidades que estão abertas a partir desse novo cenário e aperfeiçoar aquilo que pode ser feito em conjunto”, afirmou. É uma mudança na narrativa da petroleira sobre o tema. Em outubro de 2025, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse em evento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) que a companhia pretendia retomar, no início de 2026, a discussão junto ao governo e Congresso sobre uma política pública para o diesel coprocessado. “Conseguimos hoje oferecer um diesel com 10% de conteúdo vegetal tão estável e perfeito que a única forma de detectar a diferença é com um teste de carbono 14, capaz de distinguir o carbono antigo do carbono novo. Este coprocessado não tem mandato porque o Combustível do Futuro excetuou esse diesel. Eu não acho isso razoável e não é justo. Nós vamos tratar disso no início do ano”, afirmou na época. A jornalistas, Nozaki explicou nesta quarta que a companhia está “reorganizando a relação” com o setor de biodiesel. “A gente entende que a lei estabeleceu os mandatos e esse debate foi superado. A posição da Petrobras agora é buscar interlocução com os setores que têm mandato e buscar melhor caminho para colocação do Diesel R”. “Aquele mal estar que houve no passado sobre uma suposta concorrência entre o Diesel R e o biodiesel está sendo amenizado, com entendimentos mútuos”. Segundo o executivo, a lei dá espaço para atuação conjunta. Além disso, ele conta que a aproximação com produtores de biodiesel também irá olhar para possibilidades de parcerias comerciais envolvendo os diversos elos da cadeia produtiva, desde a aquisição de óleo vegetal como matéria-prima, até a destinação do farelo oriundo do processamento da soja. “Nessa nossa aproximação com a Ubrabio, uma das primeiras lições que aprendemos é que o aumento do mandato de biodiesel vai trazer uma questão sobre a produção de farelos, que vai precisar ser devidamente endereçada e a disposição da Petrobras é olhar em conjunto toda essa cadeia produtiva para pensar tanto nossa atuação nacional, quanto as oportunidades na prospecção de novos mercados internacionais”, comentou.B16 só depois dos testes Apesar da aproximação com o setor, a petroleira matém posição contra o aumento imediato da mistura de biodiesel no diesel, dos atuais 15% para 16%, como querem os produtores associados à Ubrabio. Para a estatal, o avanço do cronograma previsto em lei deve respeitar a realização de testes de validação em motores, argumento utilizado pelo governo para adiar o aumento antes previsto para março. “A gente apoia a implementação da lei com a previsão de todos os testes estabelecidos, com o tempo adequado para que a gente possa fazer as mensurações, para que o conjunto da cadeia produtiva possa ter traquilidade”, disse à agência eixos. Autor/Veículo: Eixos

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Faltam caminhoneiros em quase 90% das transportadoras no Brasil

“Eu mesma tenho uns 20 caminhões parados no pátio porque não tenho motorista.” A declaração de Gislaine Zorzin, diretora administrativa da Zorzin Logística e diretora institucional da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), resume uma crise que já afeta diretamente o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Pesquisa da NTC&Logística divulgada em março mostra que 88% das transportadoras enfrentam dificuldades para contratar caminhoneiros e motoristas agregados, enquanto a escassez de mão de obra começa a comprometer operações, ampliar a ociosidade das frotas e pressionar a logística nacional. Segundo o levantamento, entre as empresas que relatam veículos parados, a média é de oito caminhões sem operação por falta de profissionais. O problema já é apontado como uma das principais limitações para o crescimento do transporte rodoviário de cargas no País. Menos motoristas nas estradas Dados da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), divulgados pela Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas (ANATC), indicam que o número de motoristas habilitados para veículos pesados caiu de cerca de 3,5 milhões em 2014 para 1,3 milhão dez anos depois, uma redução de aproximadamente 62%. A idade média dos profissionais ativos já chega a 46 anos, enquanto o interesse dos jovens pela profissão diminui ano após ano. Diretora administrativa e de novos negócios da Zorzin Logística e diretora institucional da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), Gislaine afirma que a situação é ainda mais delicada no transporte de cargas químicas, que exige mão de obra especializada e treinamentos específicos. “A gente tem um perfil de motorista mais especializado, mas que muitas vezes se sente até invadido porque tudo o que ele faz precisa comunicar para a empresa por questões de segurança”, afirma. Tecnologia, vigilância e rotina pesada Segundo ela, o avanço da tecnologia embarcada nos caminhões trouxe ganhos operacionais e de segurança, mas também aumentou a resistência de parte dos profissionais. Empresas utilizam câmeras, rastreamento em tempo real e sistemas internos de controle para reduzir riscos de acidentes e roubos de carga. “Não é todo mundo que aceita dirigir com uma câmera filmando o tempo inteiro”, diz. Além do monitoramento, a rotina pesada e as longas jornadas também afastam novos profissionais. “É realmente um percentual muito baixo de pessoas que vêm para a profissão porque gostam. Os jovens não querem mais isso porque é uma profissão pesada”, afirma Gislaine. Para as transportadoras, os carros de aplicativo se tornaram concorrentes diretos na disputa por mão de obra. A possibilidade de trabalhar em horários flexíveis e sem o mesmo nível de controle operacional atrai profissionais que antes poderiam migrar para o transporte de cargas. “A gente perde muita mão de obra para os carros de aplicativo”, afirma a executiva. Ela afirma que a exigência de habilitação profissional também pesa contra o transporte rodoviário. Enquanto motoristas de carros por aplicativo podem começar rapidamente a trabalhar com CNH categoria B, caminhoneiros precisam obter habilitação específica e cumprir exigências adicionais, como exames toxicológicos e cursos especializados. Exigências aumentam segurança, mas elevam barreiras Apesar dos desafios, Gislaine avalia que parte das exigências trouxe ganhos para a segurança viária. “Depois que o toxicológico começou a ser exigido, você vê a diminuição nos números de acidentes”, diz. O exame toxicológico passou a ser obrigatório para motoristas profissionais em 2016. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçam o impacto da medida. Segundo levantamento do órgão, entre 2015 — antes da obrigatoriedade — e 2017, após a implementação da política, os acidentes com caminhões nas rodovias federais caíram 34%, enquanto os envolvendo ônibus recuaram 45%. Ainda de acordo com a PRF, desde a entrada em vigor da exigência do exame toxicológico, a Lei Seca identificou 29.605 motoristas profissionais dirigindo sob efeito de álcool. Já o toxicológico apontou 188.873 resultados positivos para substâncias psicoativas, principalmente cocaína. Pressão nos custos e dificuldade de reposição A crise de mão de obra ocorre em um momento de pressão crescente sobre os custos do transporte rodoviário. Segundo levantamento da NTC&Logística, os motoristas representam 19,5% da estrutura de custos do setor, atrás apenas do combustível e dos veículos. Nos últimos 24 meses, o custo com mão de obra acumulou alta de 13,42%. Mesmo assim, empresas afirmam que há dificuldade para elevar salários de forma significativa, já que os reajustes nem sempre conseguem ser repassados ao valor do frete. “O dinheiro que ele vai pegar na mão não vai fugir muito daquilo que o mercado paga, porque senão você não consegue cobrar do cliente um valor [competitivo]”, afirma Gislaine. Hoje, cerca de dois terços das cargas movimentadas no Brasil dependem das rodovias, segundo dados citados pela própria ANATC. Caminhões sem motorista Diante da dificuldade crescente para repor mão de obra, Gislaine avalia que parte da solução pode vir do avanço dos veículos autônomos no transporte de cargas. Segundo ela, a tendência é que, no futuro, a função tradicional do caminhoneiro passe por uma transformação profunda. “Talvez a gente não tenha mais motorista, mas operador”, afirma. Segundo a executiva, esses profissionais poderão controlar caminhões remotamente, por computador, sem necessariamente estarem dentro do veículo. Tecnologias desse tipo já são realidade em operações de mineração no Brasil. A Vale, por exemplo, opera caminhões autônomos em minas como Brucutu, em Minas Gerais, desde 2018, além de expandir a tecnologia em Carajás e Serra Sul, no Pará. Os veículos utilizam sistemas guiados por GPS, radares e algoritmos para circulação sem motorista dentro da cabine. Segundo a mineradora, a tecnologia ajuda a reduzir riscos de acidentes, melhorar o consumo de combustível e aumentar a produtividade. A Vale anunciou em 2025 um acordo para ampliar sua frota de caminhões autônomos no Sistema Norte, com meta de chegar a 90 veículos em operação até 2028. Atualmente, a empresa opera entre 130 e 140 caminhões fora de estrada na região, entre modelos autônomos e convencionais. A comparação com a mineração, porém, exige cautela. Os caminhões autônomos da Vale operam em ambientes fechados, com rotas predefinidas e infraestrutura dedicada, condições radicalmente diferentes das rodovias brasileiras. Outro ponto é que a legislação ainda

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Petrobras paga R$ 9,03 bilhões em dividendos no 1º trimestre

A Petrobras anunciou que vai distribuir R$ 9,03 bilhões em dividendos ordinários aos acionistas, referentes aos resultados financeiros do primeiro trimestre deste ano, que caiu 7,2% para R$ 32,6 bilhões. O governo federal vai abocanhar 28,67% desse total. O anúncio foi feito pouco antes de a estatal divulgar seu balanço do primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a Petrobras teve um lucro líquido de R$ 32,6 bi. A previsão era de um pagamento aos acionistas em torno de US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 11,8 bilhões, com base na cotação atual), após a prévia operacional da estatal indicar produção recorde de 3,225 milhões de barris de petróleo equivalente. No primeiro trimestre do ano passado, o pagamento feito pela estatal somou R$ 13,45 bilhões. Em fevereiro deste ano, a estatal havia anunciou uma remuneração geral de R$ 75,8 bilhões aos acionistas relativa ao exercício do ano passado. De acordo com a estatal, o pagamento equivale a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação. Os dividendos serão pagos em duas parcelas: a primeira em 20 de agosto e a segunda em 21 de setembro deste ano. Segundo a estatal, a distribuição proposta está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas (Política) vigente, que prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor, observadas as demais condições da Política, a Petrobras deverá distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre. Autor/Veículo: O Globo

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Cessar-fogo com Irã está respirando por aparelhos, alerta Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (11) que o cessar-fogo de um mês entre os EUA e o Irã está “respirando por aparelhos”. Embora Trump tenha dito que o cessar-fogo permanece em vigor, ele também alertou que a pausa nos combates está “incrivelmente frágil”. “Eu diria que o cessar-fogo está respirando por aparelhos”, disse o presidente a repórteres no Salão Oval da Casa Branca. Tanto o Irã quanto os EUA trocaram ataques no Estreito de Ormuz desde que o cessar-fogo entrou em vigor. Proposta “estúpida” do Irã Ainda durante a coletiva de imprensa, Trump classificou a resposta do Irã a uma proposta de paz dos EUA como uma “estúpida”. No domingo (10), o presidente afirmou que ela era inaceitável. A rápida rejeição de Trump à resposta iraniana alimentou as preocupações de que o conflito, que já dura dez semanas, se prolongue e continue a paralisação da navegação no Estreito de Ormuz. Autor/Veículo: CNN

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Lucro da Petrobras cai 7% no primeiro trimestre, para R$ 32,6 bilhões

Em um balanço ainda sem grandes efeitos da escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Irã, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira (11) que fechou o primeiro trimestre com lucro de R$ 32,6 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pelo desempenho, a empresa anunciou a distribuição de R$ 9,3 bilhões em dividendos a seus acionistas. O valor será pago em duas parcelas, em agosto e setembro. A empresa disse que, desconsiderando efeitos extraordinários, como a valorização do real frente ao dólar, o lucro teria sido de R$ 23,8 bilhões, em linha com o desempenho dos três primeiros meses de 2025, também sem considerar efeitos extraordinários. “Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026”, disse o diretor Financeiro da companhia, Fernando Melgarejo. “Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor.” Nos primeiros três meses de 2026, a Petrobras registrou recorde de produção de petróleo e gás, com 3,2 milhões de barris por dia, alta de 16% com relação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, 2,5 milhões de barris referem-se apenas a petróleo. A estatal afirmou, porém, que o recorde não teve impacto na receita, já que há defasagem entre o embarque do petróleo e o faturamento, que ocorre quando a carga chega aos portos de destino. A empresa fechou o trimestre com receita de R$ 123,7 bilhões, também em linha com o ano anterior. Também por esse motivo, as vendas do trimestre não foram beneficiadas pela escalada do petróleo após o início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro. Os preços de venda no mercado asiático, maior cliente, são feitos com base nas cotações do mês anterior à chegada da carga. “Portanto, a elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026”, afirmou a companhia. No primeiro trimestre, diz a empresa, a cotação média do petróleo Brent ficou em US$ 80,6 por barril, apenas 6,5% mais caro do que nos primeiros três meses de 2025. Após a guerra, porém, o valor passou de US$ 100 —nesta segunda, estava em torno dos US$ 104 por barril. A empresa também anunciou crescimento de 6,4% nas vendas de combustíveis, como parte de uma estratégia de priorizar a produção interna a importações. Foram 1,8 milhão de barris de combustíveis produzidos por dia, contra 1,7 milhão no primeiro trimestre de 2025. A alta foi quase toda na produção de diesel e QAV (querosene de aviação), produtos que o conflito mais impactou. A produção de diesel S-10 nas refinarias da estatal, por exemplo, atingiu no trimestre o recorde de 512 mil barris por dia. O fator de utilização das refinarias da estatal chegou a 95%, contra 90% do mesmo período do ano anterior. Em março, já após o início da guerra, o indicador ultrapassou os 97%, maior patamar desde 2014, informou a empresa. Com maior produção local, as importações de diesel pela empresa caíram 26%. O produto foi o mais afetado após o início do conflito no Oriente Médio, com os preços internacionais subindo mais de 90% em seis semanas. Para tentar minimizar os repasses ao consumidor brasileiro, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou impostos federais e lançou dois programas de subsídio ao combustível, um deles com apoio dos estados. A Petrobras foi a primeira empresa a aderir. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Credores e acionistas da Raízen se aproximam de consenso sobre conversão de dívidas

As negociações entre credores e acionistas da Raízen para evitar uma recuperação judicial avançaram, com conversas focadas na estrutura de governança da empresa, juntamente com outras questões importantes, disseram três pessoas familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters. As negociações para manter a reestruturação da companhia fora dos tribunais começaram oficialmente em abril e devem ser concluídas até meados de junho. Os credores e acionistas da empresa —uma das maiores distribuidoras de combustíveis no Brasil— estão chegando a um acordo para converter de 45% a 50% da dívida da empresa em ações, uma medida que diluirá significativamente as participações da joint venture entre Shell e Cosan, e potencialmente reformulará a composição do conselho da empresa, disseram duas das pessoas. Em março, a Raízen anunciou que havia chegado a um acordo extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, com um prazo de 90 dias para garantir apoio suficiente para a aprovação final, após o qual os novos termos de pagamento se aplicariam a 100% dos créditos cobertos. A Raízen e a Shell não quiseram comentar as negociações de conversão da dívida. A Shell reiterou sua proposta de injetar R$ 3,5 bilhões para socorrer a Raízen, acrescentando que continuará a trabalhar em estreita colaboração com a liderança e os credores da fabricante de açúcar para garantir o futuro de longo prazo do negócio. É provável que os credores não consigam pressionar a Shell a contribuir com mais do que os R$ 3,5 bilhões já postos na mesa, disse uma das pessoas, citando o impacto do imposto de exportação de 12% sobre o petróleo que o governo brasileiro implementou para aliviar os impactos do conflito no Oriente Médio. Duas das fontes, que pediram para não ter seus nomes revelados porque as negociações são privadas, disseram que acreditam que um acordo será alcançado antes do prazo final, mas reconheceram que algumas questões ainda não foram resolvidas. Uma questão pendente diz respeito ao futuro do atual presidente do conselho de administração da Raízen, Rubens Ometto, que está injetando R$ 500 milhões para apoiar a reestruturação, muito menos do que a Shell. A Cosan, que acaba de levantar capital novo por meio de um IPO (oferta pública inicial) de R$ 3,2 bilhões da subsidiária de gás Compass, está lidando com seus próprios problemas de dívida e não usará os recursos do IPO para resgatar a Raízen, disse uma das fontes. Cosan e Ometto não quiseram comentar. A Raízen também está em negociações para vender uma refinaria e centenas de postos de gasolina na Argentina para o Mercuria Energy Group, negociante de energia e commodities fundado na Suíça, em um negócio que pode render entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, disse uma das fontes. A transação provavelmente será anunciada somente quando as discussões da reestruturação financeira forem finalizadas, reduzindo o risco do comprador, afirmou a pessoa. Os credores e acionistas também estão discutindo se os recursos da transação na Argentina serão usados para reduzir a dívida ou para reforçar a posição de caixa da Raízen, disse uma segunda pessoa. A Mercuria não respondeu aos pedidos de comentários. Uma das fontes acrescentou que vários fatores ajudaram a levar as negociações adiante, incluindo o interesse internacional na distribuição de combustíveis no Brasil, a repressão policial ao crime organizado nos postos de combustíveis e o fato de que as dificuldades da Raízen decorriam de problemas relacionados ao clima, agravados pelas altas taxas de juros. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Trump cogita suspensão temporária de imposto sobre gasolina diante da alta dos combustíveis

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio a uma suspensão temporária do imposto federal sobre a gasolina para conter a alta dos preços nos postos, em meio ao avanço do petróleo provocado pela continuidade da guerra com o Irã. Caso a proposta avance, os EUA vão se juntar ao grupo de países que se mobilizam com medidas para amenizar choques de preços. Em entrevista por telefone à CBS News, Trump afirmou que gostaria de suspender “por um período de tempo” o imposto federal de 18,4 centavos de dólar por galão sobre a gasolina, embora ainda não esteja claro quanto desse corte chegaria efetivamente ao consumidor. O preço médio da gasolina comum disparou no país desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em fevereiro, chegando a US$ 4,52 por galão no domingo. O conflito afetou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra. Após a notícia, o senador republicano Josh Hawley, do Missouri, disse nesta segunda-feira que apresentará um projeto para suspender o imposto sobre combustíveis. Mesmo que a proposta avance, ainda não está claro se o corte temporário teria impacto relevante nos preços. Segundo um estudo da Associação Americana de Construtores de Estradas e Transporte, entidade favorável ao imposto, apenas 18% das mudanças em tributos estaduais sobre combustíveis entre 2013 e 2021 foram, em média, repassadas aos consumidores. A suspensão do imposto também poderia ter consequências significativas para o Fundo Fiduciário Rodoviário (Highway Trust Fund), fundo que financia obras e reparos em rodovias, estradas e pontes interestaduais, caso o Congresso americano não encontre uma forma de compensar a perda de arrecadação. Mais de 80% dos recursos do fundo vêm do imposto sobre gasolina e de uma taxa de 24,4 centavos por galão sobre o diesel, segundo o Tax Policy Center. O senador democrata Mark Kelly, do Arizona, e o deputado Brendan Boyle, da Pensilvânia, também defendem uma suspensão temporária do imposto. Kelly apresentou em março um projeto para suspender a cobrança até 1º de outubro. Boyle propôs interromper o tributo sempre que o preço médio da gasolina superar US$ 4 por galão e compensar o fundo rodoviário redirecionando US$ 30 bilhões em subsídios federais destinados a empresas de petróleo e gás. Tentativas recentes de suspender o imposto sobre combustíveis tiveram pouco apoio no Congresso. Em 2022, o então presidente Joe Biden propôs uma suspensão de três meses para amenizar a disparada do petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Na época, cinco estados, incluindo Nova York e Connecticut, suspenderam seus tributos sobre combustíveis. Lideranças dos dois partidos no Congresso, porém, rejeitaram rapidamente a proposta de Biden, questionando o quanto ela realmente reduziria os preços para os consumidores. O senador Mitch McConnell, então principal republicano no Senado, classificou a ideia como uma “proposta absurda”. (Bloomberg) Autor/Veículo: O Globo

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Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

O Brasil ampliou fortemente as compras de diesel da Rússia desde o início da guerra no Oriente Médio, após a suspensão das importações vindas da região. Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que Rússia e Estados Unidos passaram a liderar o fornecimento do combustível ao país nos últimos meses. Em março e em abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel. Desse total, US$ 1,43 bilhão tiveram origem na Rússia, equivalente a 81,25% das compras externas do produto. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total. Apenas em abril, a dependência do diesel russo aumentou ainda mais. O país comprou US$ 924 milhões do combustível da Rússia, o que correspondeu a 89,84% das importações no mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98% das compras, enquanto o Reino Unido teve participação residual. Principais números Antes do conflito, o Brasil ainda mantinha parte das importações vindas do Oriente Médio. Em março, o país recebeu carregamentos enviados antes do agravamento da guerra, incluindo compras dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita. Os números mostram uma rápida escalada das compras russas. Em fevereiro, o Brasil importou US$ 433,22 milhões em diesel da Rússia. O valor subiu para US$ 505,86 milhões em março e se aproximou de US$ 1 bilhão em abril.Medidas Para conter os impactos da alta do diesel sobre consumidores e transportadores, o governo federal anunciou uma série de medidas de compensação. Em março, uma medida provisória liberou R$ 10 bilhões em subsídios para importação e comercialização do combustível. Paralelamente, decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel. Segundo o governo, a desoneração tributária deve reduzir o preço em R$ 0,32 por litro nas refinarias. O subsídio adicional a produtores e importadores pode gerar nova queda de R$ 0,32 por litro. A equipe econômica afirma que a perda de arrecadação foi compensada pelo aumento das receitas com royalties do petróleo, impulsionadas pela valorização internacional do barril. Corte do ICMS Em abril, o governo federal lançou um programa para incentivar os estados a reduzirem o ICMS sobre o diesel importado. O custo da medida é dividido entre União e governos estaduais. A redução estimada é de R$ 1,20 por litro nas bombas, com custo total de R$ 4 bilhões em dois meses. Apenas Rondônia não aderiu ao acordo. O governo também anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês. Empresas beneficiadas precisarão comprovar o repasse da redução ao consumidor final. (Agência Brasil) Autor/Veículo: Brasil247

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