Author name: Junior Albuquerque

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Produtores de arroz interrompem colheita por falta de diesel

Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul estão desde a última quinta-feira (5) sem receber diesel em suas fazendas, segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O estado é responsável por 70% da produção do grão no país e está no auge do período de colheita. O diesel é importante porque é o combustível usado pelos produtores para operar os maquinários usados na plantação, como tratores. Sem ele, os produtores não conseguem colher o grão. “O produtor está tendo que ir aos postos de gasolina para pegar diesel, mas isso dá para no máximo um dia; não é possível operacionalizar dessa forma”, diz Domingos Velho Lopes, presidente da Farsul. “Os produtores têm estoque em geral de quatro dias a uma semana, e o problema vai ser muito grave se não receber até o meio desta semana, até porque se o produtor demorar mais de três dias, ele perde a colheita.” De acordo com ele, as dficuldades começaram na última terça (3), em meio aos ataques dos Estados Unidos ao Irã e a redução na produção de petróleo por alguns países países do Oriente Médio. Nos últimos cinco dias, o preço do barril de petróleo Brent, referência mundial, subiu 14,65%, desestabilizando o mercado internacional do combustível. Hoje, cerca de 70% do mercado de petróleo do Brasil é atendido pela Petrobras, sendo o restante atendido por refinarias privadas ou importadoras –no caso do diesel, cerca de 30% é importado. A estatal tem uma política de preços de não conversão imediata dos preços internacionais para o mercado nacional, mas especialistas apontam que os impactos são inevitáveis no médio prazo. Ainda são incertas as causas na suspensão do fornecimento de diesel para os produtores do Rio Grande do Sul. Geralmente, a entrega do combustível na região se dá por meio dos chamados TRR, sigla para Transportador Revendedor Retalhista –empresas autorizadas pelo governo federal a adquirir grandes quantidades de combustível e em sequência vender no varejo. De acordo com Lopes, no entanto, esses transportadores têm avisado aos produtores que as distribuidoras reduziram a entrega do combustível nos últimos dias. “Começou um jogo de empurra-empurra; as distribuidoras estão dizendo que a culpa é da refinaria e os TRR culpam as distribuidoras”, afirma. A suspeita é que algum elo da cadeia possa estar travando o fornecimento de diesel, à espera de os preços crescerem ainda mais nos próximos dias. Analistas internacionais temem que o barril de petróleo Brent chegue próximo aos US$ 100 (hoje, está sendo vendido a US$ 87,44). Neste domingo (8), a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) publicou uma nota, dizendo estar ciente da situação no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão regulador, o estado conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel. “A produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região (Refinaria Alberto Pasqualini -Refap)”, afirmou. Ainda de acordo com a agência, as distribuidoras serão notificadas para prestar esclarecimentos sobre o volume de diesel em estoque e os pedidos recebidos. “Caso seja necessário, a agência está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no país”, completou. Procurada, a Petrobras disse que não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme o planejado. “Especificamente em relação ao estado do Rio Grande do Sul, ratificamos que as entregas de diesel estão sendo realizadas dentro do volume programado”, afirmou. A empresa é a responsável pela refinaria que atende o Rio Grande do Sul. Para Francisco Neves, diretor-executivo da Associação Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis, não há dúvidas que a guerra no Irã impacta o mercado nacional de petróleo e derivados. “Mas isso não quer dizer que vai faltar produto. O que há é uma tensão na oferta e restabelecimento dos preços, que a médio prazo vão se ajustar”, diz. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Comunicado ANP: abastecimento de diesel

A Agência recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. Neste sentido, ao longo deste fim de semana (7 e 8/3), a Agência entrou em contato com os principais fornecedores da região e apurou que o Estado do Rio Grande do Sul conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel. A produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região (Refinaria Alberto Pasqualini – Refap). Equipes técnicas da ANP estão realizando verificação das instalações e operações relevantes. As distribuidoras serão formalmente notificadas para que prestem os devidos esclarecimentos à ANP sobre a volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos. Caso seja necessário, a Agência está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no país. Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto. Além disso, informamos que aumentos de preços injustificados no estado também serão objeto de investigação da ANP em conjunto com órgãos de defesa do consumidor. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Como a Vibra planeja levar sua bandeira a mais postos e ampliar liderança no mercado

A Vibra Energia, maior distribuidora e comercializadora de combustíveis do País, tem como foco manter a trajetória de crescimento dos negócios e de seus resultados. Um dos pilares é elevar a participação de mercado, que hoje está em torno de 22%. “Isso será possível porque há muitas oportunidades nas várias áreas de atuação da companhia”, disse Ernesto Pousada, presidente da distribuidora desde fevereiro de 2023. O executivo concedeu entrevista ao Estadão antes do “período de silêncio” para divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre e do ano de 2025. O balanço será divulgado no dia 11 de março. A origem da Vibra é a antiga BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras criada no início da década de 1970 e privatizada em 2018 e 2019 com ofertas publicas de ações na B3. Em 2020, a companhia se tornou uma corporation, com o capital pulverizado no mercado em nova oferta de ações. A estratégia, traçada com horizonte em 2030, está calcada em cinco “avenidas de crescimento”, diz o executivo da Vibra Energia, uma companhia com receita líquida anual na casa de R$ 200 bilhões. 1. Liderança no varejo, com aumento das vendas em postos — A Vibra tem quase 8 mil postos espalhados no País, chegando a 2 mil municípios com a marca BR. “Nosso plano, até 2030, é aumentar o número de postos e embandeirar pontos de venda com bandeira branca. Crescer em vendas e em receita, ofertando mais produtos especiais”. 2. Negócio industrial — Expandir ainda mais, lançando mais produtos, como o Agritop, com menos emissão de carbono. “É um produto voltado ao mercado do agronegócio, que se tornou muito relevante”. 3. Lubrax — A marca de lubrificante, que está entre as três principais do mercado no País, no final do ano passado foi separada. Ganhou uma divisão própria de negócio, com gestão executiva específica para esse mercado, que tem grandes concorrentes: Shell, Moove (Cosan), Iconic (Ipiranga/Texaco) e Petronas. 4. Logística — Com presença forte no País, o objetivo é ganhar mais eficiência. Esse movimento passa por expansão, seguindo a trilha de boa parte dos clientes que estão indo, por exemplo, para o Centro-Oeste. 5. Energias renováveis — O foco é centrado na Comerc, empresa de geração e comercialização de energia adquirida em duas etapas, em 2022 e 2025. A empresa, que demandou desembolso da ordem de R$ 7 bilhões, é a maior comercializadora de energia do País. O objetivo é o crescimento com maior retorno na área de geração de energia solar e eólica e distribuída. No mercado de combustíveis, diz Pousada, a Vibra pode crescer com abertura de novos postos, com embandeiramento dos postos denominados “bandeira branca” (sem uma marca específica) e com aumento das vendas nos atuais pontos de venda. A avaliação é que há ainda muito posto bandeira branca no País, fatia que corresponde a cerca de 40% ou até mais das vendas. Com um mercado mais regulado, em cinco anos a distribuidora prevê revendas mais fortes, aumento do embandeiramento e avanço para regiões de alto crescimento, como o Centro-Oeste, onde enxerga muita oportunidade devido à expansão do agronegócio. ComercFundada em 2001, a Comerc Energia, maior plataforma de gestão e de comercialização de energia elétrica do País, tornou-se alvo da Vibra em 2021 como um negócio complementar, com foco em energias renováveis. A empresa tem forte atuação no mercado livre e atualmente é uma grande geradora de energia eólica e solar, com 1,7 gigawatt de capacidade instalada, e de geração distribuída, com 117 pequenas usinas solares (378 MWp de capacidade). O acordo de aquisição de metade do capital foi anunciado no final de 2021 e concretizado no início do ano seguinte, com valor de R$ 3 bilhões. Em agosto de 2024, a Vibra exerceu antecipadamente a opção de compra do restante das ações e passou ao controle total da companhia. No todo, desembolsou pelo ativo cerca de R$ 7 bilhões, valor visto como elevado no mercado. A Vibra nega que esteja em processo de busca de um sócio estratégico para esse negócio, conforme notícias recentes na mídia. A Comerc tem sido alvo de crítica aos seus resultados financeiros. O CEO da Vibra diz que o desempenho operacional é muito bom e a companhia vem, com equipe própria de gestão — presidente e executivos —,fazendo um trabalho para ter maiores ganhos de eficiência, obter as sinergias com a Vibra, ao mesmo tempo que conclui novos projetos de geração. Pousada diz que o setor elétrico como um todo enfrenta uma fase de grande dificuldade em razão do curtailment — redução ou interrupção compulsória da produção de energia de usinas renováveis (solares e eólicas) determinada pelo operador do sistema (ONS) para garantir a segurança da rede. “Isso afeta o resultado. São cortes de 15% a 20% no volume de geração, que são fora do nosso controle, é algo imponderável”, ressalta o executivo. É uma situação que tem gerado muita discussão, porque, afirma, todos os players de geração solar e também eólica estão sofrendo o impacto. “Uma solução é a bateria para armazenamento da energia gerada que se torna excedente, para ser consumida depois. O custo desse sistema tem caído”, diz. Pousada aponta ainda que outra medida para minimizar o curtailment é uma maior regulação da entrada de novas unidades de geração no País. No balanço da Vibra, de nove meses de 2025, a receita líquida da divisão de renováveis cresceu 34%, para R$ 4,23 bilhões, porém registrou prejuízo de R$ 125 milhões no período, depois de resultado negativo de R$ 222 milhões nos mesmos nove meses de 2024. A Comerc é líder no mercado livre de energia no Brasil, com cerca de 17% de participação. Melhoria nos resultadosPousada ressalta que a Vibra vem mostrando significativas melhorias em seus números financeiros. “De 2022 a 2024, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu mais de 20%; o market share voltou a crescer, as margens melhoraram mais de 15%, o valor de mercado mais que dobrou, de R$ 17 bilhões para R$ 35 bilhões e a empresa obteve

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Posicionamento Fecombustíveis – Impacto da guerra no setor de combustíveis

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), entidade que reúne 34 sindicatos patronais e representa cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, atenta aos recentes acontecimentos no Oriente Médio que vem afetando as cotações do petróleo no mercado internacional, e diante das diversas informações divulgadas nos meios de comunicação sobre os impactos nos preços de combustíveis no Brasil, vem a público esclarecer o seguinte. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã tem gerado aumento nos preços do petróleo e, consequentemente, de seus derivados no mercado internacional. A Petrobras responde por aproximadamente 70% do suprimento de combustíveis para o mercado interno e o país tem a necessidade de importar cerca de 30% de óleo diesel e 10% de gasolina. Por isso, os preços nacionais são afetados pelos preços praticados no mercado externo. Além disso, o parque de refino no Brasil é composto por refinarias privadas, como a Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen (BA), a Refinaria Clara Camarão (RN) e a Refinaria do Amazonas (AM), que geralmente seguem os preços do mercado internacional, diferente dos preços praticados pela Petrobras. Há ainda empresas que realizam importação de combustíveis para distribuição no mercado interno, que também são diretamente impactadas pelos preços internacionais. Importante esclarecer que os postos de combustíveis somente podem comprar derivados de petróleo fornecidos pelas distribuidoras, não tendo a liberdade de comprar diretamente das refinarias ou dos importadores, razão pela qual os preços de revenda são diretamente impactados pelos preços praticados pelas distribuidoras. Segundo relatos recebidos pela Fecombustíveis, as distribuidoras vêm elevando os preços de fornecimento aos postos de combustíveis, possivelmente em razão do aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação. Os postos revendedores, por sua vez, representam apenas o último e mais frágil elo da cadeia de comercialização e estão sujeitos ao aumento do custo para a compra dos combustíveis junto às distribuidoras, com possíveis reflexos nos preços ao consumidor. A Fecombustíveis lembra que o mercado é livre e competitivo em todos os elos da cadeia, cabendo a cada agente determinar se irá ou não repassar eventuais aumentos ou reduções de custos, conforme a lógica de mercado e as estratégias competitivas de cada empresa. Esta Federação considera de fundamental importância esclarecer os fatos, para que os postos revendedores não sejam injustamente responsabilizados por fiscalizações ou mesmo pela opinião pública em razão do aumento dos custos de operação causados por majorações de preço ocorridas em etapas anteriores da cadeia. Autor/Veículo: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis

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Caixa anuncia que suspenderá serviços relacionados ao Pix

A decisão da Caixa Econômica Federal de encerrar a oferta de dois serviços ligados ao sistema Pix nas casas lotéricas levantou polêmicas. A medida prevê a suspensão das operações de Pix Saque e Pix Troco a partir do dia 16 de março, o que provocou insatisfação entre empresários do segmento. A informação foi divulgada pela Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot). O comunicado foi enviado às unidades no fim de fevereiro, contrariando mais de 13 mil permissionárias espalhadas pelo país. Diante da decisão, a entidade encaminhou no dia 24 de fevereiro um ofício ao banco solicitando a revisão da medida. No documento, a federação argumenta que normas internas publicadas pela própria Caixa em 2022 e 2025 estabeleceram a oferta obrigatória das duas modalidades nas lotéricas. Segundo a Febralot, a paralisação repentina dos serviços contraria os contratos firmados com os permissionários e pode gerar prejuízos operacionais e comerciais para milhares de estabelecimentos. Outro ponto destacado pela entidade é o impacto social da mudança. A federação afirma que, em muitos municípios brasileiros, as lotéricas representam o único ponto de acesso da população a serviços financeiros básicos. Caixa toma decisão polêmica sobre suspensão do Pix As funções de Pix Saque e Pix Troco foram criadas para ampliar o acesso ao dinheiro físico utilizando a infraestrutura do próprio comércio. No primeiro caso, o cliente realiza uma transferência via Pix e recebe o valor em dinheiro no estabelecimento. Já no Pix Troco, o consumidor faz uma compra e aproveita a operação para retirar parte do valor em espécie. Para o presidente da federação, Ricardo Amado Costa, esses serviços são “instrumentos de inclusão financeira, praticidade e segurança”. Ele também criticou o fato de não haver confirmação de que a suspensão atingirá outros estabelecimentos comerciais, como supermercados ou farmácias. Caso a restrição se aplique apenas às lotéricas, segundo ele, o setor pode perder competitividade e fluxo de clientes. Autor/Veículo: Correio do Estado

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Abicom – Nota de Posicionamento

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS IMPORTADORES DE COMBUSTÍVEIS – Abicom, uma instituição que representa agentes importadores, e que tem como principal objetivo promover o desenvolvimento do setor de combustíveis líquidos no Brasil, com foco na expansão e garantia do abastecimento nacional, valorizando a livre concorrência e incentivando investimentos. Por meio desta nota, alerta para o fato de que as defasagens nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras atingiram valores recordes. Considerando que as refinarias nacionais não têm capacidade de produzir os volumes demandados dos principais combustíveis derivados do petróleo, entre eles o óleo diesel, que é amplamente utilizado no transporte de passageiros e cargas e a gasolina que tem forte presença na mobilidade urbana, gerando a necessidade de importação de aproximadamente 30% da demanda do óleo diesel e 10% da demanda de gasolina. Considerando que as regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul (via Paranaguá) estão mais dependentes do suprimento de produtos oriundos de refinarias privadas e de produtos importados, e que o óleo diesel vendido aos consumidores recebe a adição de 15% de biodiesel e a gasolina recebe a adição de 30% de etanol anidro, e que estes biocombustíveis têm preços distintos nas diversas regiões do país. Alerta que os consumidores estão expostos a diferentes níveis de preços do óleo diesel e da gasolina, podendo as diferenças atingir valores que superem R$ 1,00 por litro de óleo diesel e R$ 0,40 por litro na gasolina. O acompanhamento dos preços dos combustíveis no mercado nacional aos preços do mercado internacional é recomendável para mitigar riscos de desabastecimento e desalinhamento dos fluxos logísticos existentes na cadeia de suprimentos. Rio de Janeiro, 05 de março de 2026 Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) Autor/Veículo: Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom)

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Venda direta de diesel pela Petrobras cresce 550% e acirra debate sobre RenovaBio

A venda direta de Diesel B pela Petrobras a grandes consumidores disparou em janeiro de 2026. Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) apontam que o volume negociado pela estatal nessa modalidade foi de 7.276 metros cúbicos no primeiro mês deste ano. Isso representa mais de sete milhões de litros. Se comparado com o último trimestre de 2025, trata-se de um crescimento de 550%. Entre outubro e dezembro, foram registradas as vendas de 1.104 de metros cúbicos vendidos. Isso provoca descontentamento em pessoas ligdas a distribuidoras ouvidas pela coluna. Isso pela interpretação de que a Petrobras vende sem estar sujeita às mesmas regras das demais. Diesel B é o combustível resultante da mistura do Diesel A, aquele resultante do refino do petróleo, com biodiesel. O principal impulso para o aumento das vendas da Petrobras veio de Minas Gerais. Foram negociados 6.399 de metros cúbicos após a estatal fechar acordo de fornecimento com a Vale. Em nota, a Petrobras a venda direta de Diesel B aproxima a companhia do agronegócio, sendo um novo modelo de atuação com eficiência operacional, competitividade de mercado e transição energética justa para o Brasil. A contrariedade das distribuidoras é porque a Petrobras, ao fazer a venda direta, fica isenta dos custos associados ao RenovaBio. O programa obriga as empresas a comprar CBIOs (Créditos de Descabornização) em volume proporcional à sua participação no mercado de combustíveis fósseis. Cada CBIO significa uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida. O argumento é que, ao realizar a venda e não se sujeitar às obrigações de comprar certificados, existe uma assimetria concorrencial. O Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) já pediu à ANP a suspensão das vendas diretas ou a revisão do arcabouço regulatório. A Petrobras afirma que “todas as atividades de comercialização realizadas nos contratos de fornecimento de óleo diesel B observam rigorosamente a legislação brasileira vigente, incluindo a legislação ambiental aplicável.” Segundo os números da agência, a estatal representa pouco mais de 4% do mercado de Diesel B destinado a grandes consumidores. Autor/Veículo: Folha de São Paulo (Painel S.A.)

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ANP autua Petrobras por falhas em sonda da Foz do Amazonas; multa pode chegar a R$ 2 milhões

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) emitiu auto de infração contra a Petrobras por falhas na operação da sonda ODN-2, que perfura o primeiro poço em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas. Alvo de um dos mais conturbados processos de licenciamento ambiental do país, a perfuração do poço foi interrompida no início de janeiro após derramamento de fluido no mar. A ANP, porém, diz que a autuação não tem relação com o incidente. Ela ocorreu porque vistoria na embarcação identificou desvios em planos e procedimentos para teste de inspeção e manutenção de bombas de combate a incêndio. “Tal desvio foi classificado como não conformidade crítica”, disse, em nota, a agência. A falha foi identificada em fiscalização realizada na sonda na primeira semana de fevereiro, com o objetivo de verificar o sistema de gerenciamento de segurança da embarcação. A vistoria detectou outras não conformidades e deu prazo para que a Petrobras as corrija. Com relação ao auto de infração, diz a ANP, a Petrobras tem um prazo para apresentação de defesa e, depois, o processo será julgado pela diretoria do órgão regulador. Se condenada, a Petrobras pode pagar multa entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões. A estatal disse em nota que a decisão da agência se baseia em registros documentais, não em testes práticos. “A Petrobras atuará junto à ANP para aprimorar os processos de documentação e registro, e entende que não há fundamento para aplicação de multa à companhia”, afirmou. Em fevereiro, a Petrobras foi multada em R$ 2,5 milhões pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), pela descarga de 18,44m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar, oriunda do NS-42. O fluido de perfuração é uma mistura de produtos utilizada durante o processo de perfuração de poços nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. De acordo com o Ibama, o líquido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes classificados na categoria de risco B, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático. Após o acidente, a petroleira, por sua vez, afirmou que o material é biodegradável e não causa impactos ambientais. Batizado de Morpho, o primeiro poço em águas profundas da bacia da Foz do Amazonas é acompanhado de perto pelo setor de petróleo, que vê na região perspectivas de renovação das reservas brasileiras de petróleo após o declínio do pré-sal. Organizações ambientalistas, por outro lado, acusam o governo de incoerência ao permitir a busca por mais combustíveis fósseis ao mesmo tempo em que apresenta o país como liderança na transição energética. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Impacto econômico da guerra do Irã ainda é incerto, mas pode afetar inflação, diz Fed

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Tom Barkin, afirmou que ainda não tem clareza sobre os impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã, mas destacou que choques nos preços de energia podem afetar a inflação e o comportamento do consumidor nos Estados Unidos. Em entrevista à Bloomberg TV nesta quinta-feira (5/3), Barkin disse que aumentos nos preços da gasolina continuam sendo um fator relevante para o sentimento das famílias e podem reduzir outros gastos. “Os preços da gasolina ainda importam para o sentimento e podem deslocar outros tipos de consumo”, afirmou. Barkin ressaltou que, em tese, choques de curto prazo nos preços de energia tendem a ser temporários. “Os manuais diriam para olhar além de choques de curto prazo”, disse. Ainda assim, destacou que o Fed acompanhará a evolução desses efeitos antes de definir qualquer resposta. “O Fed seguirá decidindo juros reunião a reunião. Se os preços da gasolina estiverem mais altos, isso é inflacionário e teremos de decidir por quanto tempo isso vai durar.” O dirigente também avaliou que os dados recentes de inflação trouxeram alguma incerteza sobre o progresso do processo desinflacionário. Ele argumentou que os números recentes “levantam dúvidas sobre se o Fed já terminou sua luta contra a inflação”. Por outro lado, Barkin apontou sinais positivos na economia. Segundo ele, empresas têm ampliado investimentos em produtividade, o que ajuda a sustentar margens corporativas mesmo diante de pressões como tarifas. “Estamos vendo empresas investirem em produtividade”, disse, observando que um crescimento de produtividade de 2,8% “ainda é um número bastante bom”. Barkin reiterou que a política monetária segue em território modestamente restritivo, embora a demanda permaneça sólida. O dirigente também defendeu que o banco central tenha “uma presença menor nos mercados”. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Pressão por B16 e por reajuste da Petrobras: mercado de combustíveis reage à alta do petróleo

O mercado nacional de combustíveis está reagindo à alta no preço internacional do barril de petróleo causada pela guerra no Oriente Médio com maiores pressões para reajustes nos preços praticados nas refinarias pela Petrobras e o reforço do pleito pelo aumento da mistura de biodiesel para 16%. Três Frentes Parlamentares do agronegócio divulgaram um manifesto na quarta-feira (4/3) defendendo a elevação da mistura para 16% de biodiesel no diesel (B16). O segmento afirma que a elevação do uso do biodiesel pode diminuir a dependência da importação de combustíveis e minimizar a exposição cambial.O aumento já está previsto na Lei do Combustível do Futuro, mas depende de uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).Já as refinarias privadas e importadores de combustíveis estão operando com prejuízo, pois os preços praticados pela Petrobras para o diesel e a gasolina estão muito abaixo do mercado internacional. Cálculos da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que o cenário é mais grave para o diesel, justamente o derivado em que o Brasil tem maior dependência do exterior.Dados da associação indicam que o diesel vendido pela estatal estava 42% abaixo das cotações internacionais no fechamento de terça (3/3), com necessidade de um reajuste de R$ 1,37 por litro. A Petrobras não altera os preços do diesel desde maio de 2025.Já para a gasolina a defasagem era de 18%, correspondente a R$ 0,45 por litro. O combustível teve um reajuste no final de janeiro, quando a Petrobras reduziu os preços em 5,2%.Hoje, o Brasil importa cerca de 600 mil barris/dia de derivados, para suprir cerca de 20% da demanda nacional, sobretudo de diesel.Os refinadores privados acabam seguindo preços similares aos praticados pela Petrobras, já que a companhia é responsável por suprir 60% do mercado. “As refinarias domésticas aqui no Brasil não vão ficar indefinidamente produzindo e vendendo para perder dinheiro” diz Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, entidade que representa as empresas privadas nesse setor no Brasil.A Petrobras segue indicando que evita internalizar volatilidades externas para o preço dos combustíveis brasileiros. No entanto, caso se confirmem os novos patamares nas negociações internacionais, a estatal vai precisar alterar os preços.Na quarta (4/3), o Brent para maio fechou a US$ 81,40 o barril, estável em relação ao dia anterior. Autor/Veículo: Eixos

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